20/06/2024 - Edição 540

Campo Grande

Campo Grande passa de 1,3 mil casos e 100 mortes por doenças respiratórias em 2024

Hábito que pode salvar vidas: entenda a importância da higienização das mãos

Publicado em 20/05/2024 9:37 - Semana On

Divulgação Santa Casa

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Campo Grande registrou um total de 1.383 casos de síndromes respiratórias e 101 mortes até a 20ª semana de 2024. Na última semana, a cidade contabilizou seis mortes e 98 novos casos, conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Nesta última contagem, 51 dos novos casos ocorreram em crianças de zero a 9 anos, e 27 em idosos acima de 60 anos. Comparativamente, no mesmo período do ano anterior, houve 64 casos, dos quais 41 foram em crianças, mostrando uma evolução distinta no padrão da crise respiratória ano a ano.

Em 2023, os casos começaram a aumentar em março, alcançando um pico na semana 13 e diminuindo subsequentemente. Já em 2024, observa-se um crescimento constante, com a semana 18 apresentando o maior número de casos registrados até agora.

Quanto às fatalidades, a distribuição também varia: na semana 20 deste ano, foram registradas seis mortes, incluindo dois bebês menores de um ano, dois idosos acima de 80 anos, um adulto entre 40 e 49 anos, e um idoso entre 60 e 69 anos. No ano passado, houve uma maior letalidade das síndromes respiratórias, com 314 mortes até a semana 25.

Diante do aumento de casos, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência em saúde no dia 1° de maio. Com as unidades de saúde sobrecarregadas, há negociações para a abertura de novos leitos, especialmente pediátricos. Rosana Leite, secretária de Saúde, mencionou um aumento na ocupação de leitos, tanto nas unidades municipais quanto nas de emergência e urgência.

Apesar de um cenário menos grave comparado ao ano anterior, o aumento nas internações de crianças e a duração dessas internações se intensificaram. Nesse contexto preocupante, o médico Cyro Mendes, da Sesau, ofereceu dicas para proteger as crianças e lidar com as doenças respiratórias desde os sintomas iniciais.

Mendes enfatiza a importância de evitar aglomerações, especialmente para crianças menores de seis meses, que ainda não estão aptas a receber a vacina contra a gripe. Ele recomenda cuidados básicos como lavar o nariz das crianças com soro e estar atento aos sintomas como febre, nariz escorrendo e tosse. O especialista aconselha que, diante do agravamento dos sintomas, como febre persistente ou aumento do desconforto, busca-se atendimento médico imediatamente.

Hábito que pode salvar vidas: entenda a importância da higienização das mãos

Esfregar as mãos por um minuto até os punhos. É assim que os profissionais de saúde devem fazer para higienizar corretamente as mãos com água e sabão, a recomendação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com o aumento dos casos de gripe em Campo Grande, medidas simples ajudam, e muito, a controlar a epidemia.

Durante a pandemia de Covid-19, a higienização das mãos ganhou destaque no mundo todo como uma das principais formas de prevenção da doença. A atitude, que é considerada básica e essencial, é muito incentivada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2007.

O órgão instituiu a data de 5 de maio como o Dia Mundial de Higienização das Mãos, e que nesse ano é comemorado no domingo. Essa também é a data em que tem início a campanha para incentivar a forma correta de higiene.

A gerente técnica da Coordenadoria de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), Alessandra Lyrio, conta que a Secretaria de Saúde está sempre de olho nos profissionais que trabalham nas Unidades de saúde. “A vigilância sanitária, quando passa nos postos, sempre verifica se tem lavatório para as mãos. A gente orienta e também supervisiona, é importante que os profissionais sejam capacitados e também observados e tenham um feedback para que eles vejam a importância de tudo isso.”

A Sesau segue as recomendações da Anvisa, que por sua vez adota as diretrizes da Organização Mundial da Saúde. Um dos destaques são os cinco momentos do paciente que define uma lista de ações e de procedimentos focando nos momentos essenciais para a higiene antes e depois de tocar no paciente.

O ambiente também pode variar consideravelmente de acordo com a unidade, o tempo de permanência e o tipo de atendimento prestado, segundo a OMS. Ainda de acordo com a organização, as infecções associadas à atenção à saúde estão entre os eventos mais frequentes que ocorrem na prestação de serviços de saúde.

“A higienização das mãos é que interrompe a cadeia de transmissão de doenças”, alerta Alessandra. Ela também chama a atenção para a desinfecção de outros instrumentos. “Os objetos que são compartilhados, que são utilizados em mais de um paciente, tais como estetoscópio, termômetro e oxímetro, é superimportante que seja reforçada a limpeza e a desinfecção entre um paciente e outro, juntamente com a higienização das mãos”.

Além da água e sabão, as mãos também podem ser higienizadas com álcool gel, mas para isso devem estar limpas, explica Alessandra. Se o profissional for ao banheiro ou mudar de um ambiente para outro, por exemplo, as mãos vão precisar da desinfecção correta com água e sabão.

“O álcool gel deve ser utilizado entre um procedimento e outro na presença do paciente”. O tempo de higienização é menor, 30 segundos são suficientes para esfregar entre os dedos, o dorso das mãos, a palma, o polegar e os punhos. “É preciso friccionar o álcool gel nas mãos até o produto evaporar, e eu não posso secar no jaleco, no papel toalha e até mesmo na roupa”, conclui.


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