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Campo Grande
Capital está em epidemia de dengue, 'mas controlada', diz Sesau
Publicado em 03/04/2023 1:29 - Semana On
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Nesta segunda-feira (03) teve início a campanha de vacinação contra a gripe, em Campo Grande. A abertura oficial aconteceu na USF Jardim Paradiso, na Região Urbana do Segredo.
A novidade este ano é que a vacina está liberada para todos os públicos prioritários da campanha, diferente do que aconteceu em anos anteriores, onde a campanha acontecia por etapas.
Campo Grande apresenta um cenário de aumento nos casos de doenças gripais e, por isso, conclama a todas as pessoas pertencentes aos públicos prioritários para se vacinarem.
O município deverá ampliar o número de unidades disponíveis para a vacinação aos sábados. O calendário com as unidades referenciadas deve ser divulgado nas redes sociais e site oficial da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
A expectativa é vacinar cerca de 200 mil pessoas fazem parte dos 18 grupos elencados como prioritários pelo Ministério da Saúde.
Na última campanha a cobertura foi muito abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de pelo menos 90% para cada um dos públicos. Em 2022 apenas 43,4% de todo o público-alvo buscou pela vacinação.
A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades de saúde da Capital protege contra os vírus H1N1 e H3N2 da Influenza A e contra a Influenza B, sendo eficaz contra três formas diferentes de gripe.
Epidemia de dengue
A superintendente em vigilância da secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau), Veruska Lahdo, afirmou que a capital está em epidemia de dengue. A situação em Campo Grande, no entanto, ainda é considerada como controlada.
“Nossas unidades de saúde estão conseguindo absorver a demanda. Então não é uma situação de emergência de saúde pública. A gente fala epidemia por conta dos dados que passaram do limiar”, explica Veruska Lahdo.
Na capital, apenas em 2023, mais de 2 mil casos de dengue foram confirmados e 4 mil ainda estão em investigação, de acordo com os dados da Sesau.
Conforme os últimos dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), o número de casos prováveis da doença em Mato Grosso do Sul subiu 20,5% nos últimos dois dias. Os dados passaram de 16.723 casos para 20.154 no último dia 29.
Em relação aos casos confirmados, o aumento em dois dias foi de 16,3% em Mato Grosso do Sul, segundo os dados da SES.
Na última semana, o Centro de Operações de Emergência em Saúde foi acionado após aumento de 20% nos atendimentos com sintomatologia de dengue na rede de urgência de Campo Grande, assim como o aumento das notificações de dengue ultrapassando o limiar epidêmico.
“Considerando a precipitação pluvial, o aumento da temperatura, as alterações ambientais e sociais, o aumento de imóveis com focos de mosquito, o início da sazonalidade se dando em um cenário já epidêmico informamos as ações realizadas: Notificação ao CIEVS-MS; Segue em monitoramento pelo CIEVS Campo Grande e áreas técnicas; Comunicação a rede de saúde pública e privada do município de Campo Grande para identificar, investigar e comunicar casos potenciais no território que se enquadrem na definição de caso”, informou a rede de saúde pública da capital em nota.
Sintomas da dengue
– Febre alta > 38°C
– Dor no corpo e articulações
– Dor atrás dos olhos
– Mal estar
– Falta de apetite
– Dor de cabeça
– Manchas vermelhas no corpo
A infecção também pode ser assintomática ou apresentar quadro leve. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.
“A maioria das pessoas tem a forma clássica da doença. Uma pequena porcentagem é que tem a forma grave, que pode levar à dengue hemorrágica”, explicou a infectologista Rosana Richtmann.
Segundo o Ministério da Saúde, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (>38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.
Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.
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