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Campo Grande

Apenas 58% das crianças campo-grandenses estão com a caderneta de vacinação em dia

Eficientes e seguras, vacinas são importantes e contribuem para manter doenças erradicadas

Publicado em 18/10/2023 1:51 - Semana On

Divulgação Gov MS

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande, através da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), alerta para um número preocupante relacionado à proteção das crianças com menos de um ano no município. Estima-se que apenas cerca de 58% estejam com a caderneta de vacinação em dia.

Antes de completar um ano de vida, a criança recebe oito vacinas diferentes que são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e faltando pouco mais de dois meses para o final do ano, nenhuma atingiu a meta preconizada pelo Ministério da Saúde. O cenário é um retrato da realidade apresentada em todo o país desde 2016.

“Há alguns anos que temos percebido uma queda na cobertura vacinal em todas as faixas etárias, mas o que mais nos preocupa são as crianças menores, que ainda não têm seus sistemas imunológicos completamente formados e estão mais suscetíveis a essas doenças que são graves e podem até evoluir para o óbito”, explica a superintendente de vigilância em saúde, Veruska Lahdo.

Ela ainda lembra que a Sesau não tem medido esforços para facilitar o acesso às doses, colocando-as em shoppings, supermercados, pontos itinerantes e realizando plantão de vacinação aos sábados e feriados. Para ela, um dos possíveis motivos para a queda na cobertura vacinal está justamente na redução do número de casos de doenças graves que são imunopreveníveis nos últimos anos.

“O sarampo, por exemplo, era uma doença considerada extinta no país e retornou em 2018 justamente em decorrência da queda na cobertura vacinal”. A doença pode ser evitada através da vacina tríplice viral, que foi foco de campanha em 2022, sendo uma das duas únicas que atingiram a meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde.

Neste ano, o mesmo imunizante é o que apresenta a maior cobertura, 70%, mas ainda é preocupação para as autoridades.

Vacinar é a medida mais simples, barata, eficiente e eficaz de se combater qualquer doença.

A vacina pentavalente é uma das que possui a menor cobertura até o momento neste ano, com apenas 52,29% das crianças com menos de um ano imunizadas. O imunobiológico protege contra difteria, tétano, hepatite B, haemophilus influenza tipo b e contra a coqueluche, doença que apresenta surto no Paraguai, inclusive com casos fatais.

Onde se vacinar?

Todas as vacinas oferecidas pelo SUS estão disponíveis nas 74 unidades de saúde da Capital, as quais, em sua maioria, trabalham com horário estendido, permanecendo abertas entre 11h e 13h. “Algumas delas, inclusive, funcionam até 19h, e a sala de vacinação fica aberta todo esse período”, completa o titular da pasta.

A vacinação da criança possui um calendário fixo estabelecido pelo Ministério da Saúde, que acontece conforme a idade do paciente, havendo aplicação de doses quase todos os meses até o primeiro aniversário do bebê.

Os imunizantes são ministrados em doses, e alguns deles devem ser reforçados com o passar do tempo, como é o caso da Vacina Inativada da Pólio (VIP), que é reforçada com mais uma dose, esta em gotas, aos 15 meses de idade.

Aos sábados e feriados, a vacinação também está disponível. Em esquema de plantão são pelo menos três unidades de saúde abertas entre 7h e 17h, também sem nenhum intervalo para o horário do almoço.

Eficientes e seguras, vacinas são importantes e contribuem para manter doenças erradicadas

No Brasil e no mundo diversas doenças, até então comuns no passado – como a poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche -, deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação em massa da população.

No Brasil, o PNI (Programa Nacional de Imunizações) foi criado para garantir acesso gratuito, da população, a todas as vacinas recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A SES (Secretaria de Estado de Saúde), ao longo do ano, realiza diversas estratégias e ações para ampliar as coberturas vacinais em Mato Grosso do Sul, buscando alternativas que contribuem e auxiliam os municípios quanto ao acesso à vacinação para a população.

No Estado, o PNI está presente nos 79 municípios nas 597 salas de vacina do SUS (Sistema Único de Saúde), onde diariamente, as equipes de imunização atendem a população com a disponibilidade de mais de 20 vacinas. Também são realizadas recomendações e orientações específicas para crianças, adolescentes, adultos, gestantes, idosos e indígenas.

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, explica que o Estado tem cobertura vacinal aceitável. “Podemos dizer que hoje temos um cenário satisfatório devido as várias estratégias de imunização que nós desenvolvemos e fizemos ao longo do ano. Fizemos mais de oito estratégias de vacinação e por isso conseguimos resgatar uma população não vacinada, crianças em atraso vacinal e até mesmo adultos para as vacinas de rotina e vacinas de campanhas, como Covid-19 e Influenza”.

Com os esforços e diversas estratégias que o Estado desenvolve desde o início do ano, é possível notar algumas mudanças. O Mato Grosso do Sul, entre os estados da região Centro-Oeste, está em primeiro lugar na vacinação contra a Influenza – com 64,64% de cobertura – e, a nível nacional, está em 9° lugar.

Vacinas seguras e eficientes

As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis. E quando é adotada como estratégia de saúde pública, as vacinas são consideradas um dos melhores investimentos (custo-benefício).

Apesar disso, a constante ocorrência de óbitos ou sequelas causadas por doenças preveníveis por vacinas revela que ainda há muito por fazer, e este é o grande desafio. Os serviços de imunização contam uma estrutura adequada que garantem a segurança e eficácia das vacinas ofertadas à população e ainda conta com profissionais habilitados que possuem condições de tirar as dúvidas dos usuários.

“Sabemos que existe o risco real de reintrodução de doenças que foram erradicadas, somos um estado fronteiriço e é importante dizermos isso. Essas doenças podem ser prevenidas com as vacinas que temos disponíveis. As vacinas são seguras, são gratuitas, o Ministério da Saúde oferta uma carta vasta de vacinas que não são disponibilizadas em outros países”, pontua Goldfinger.

A vacinação não protege somente quem é vacinado, mas também pessoas que não desenvolvem imunidade. Quanto mais pessoas protegidas, menor é a chance de uma doença imunoprevenível se espalhar. Vacinar é um ato de amor, vacine-se!


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