21/04/2024 - Edição 540

Campo Grande

Acordo com MPF livra Sandro Benites de responder por atos antidemocráticos

João Henrique Catan e Capitão Contar não aceitaram o acordo proposto

Publicado em 18/03/2024 10:38 - Semana On

Divulgação

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A audiência do MPF (Ministério Público Federal) com Renan Barbosa Contar – o Capitão Contar (PRTB) -, o deputado estadual João Henrique Miranda Soares Catan (PL) e o vereador Sandro Benites (Patriota) sobre a participação dos três nos atos antidemocráticos que permearam as últimas eleições presidenciais aconteceu na semana passada.

Benites firmou acordo para evitar uma ação judicial, enquanto os outros dois desdenharam de um acerto com o MPF.  Ele pagará R$ 7 mil em três parcelas mensais.

Em 2022, a denúncia foi apresentada pelo deputado estadual Zeca do PT. O crime denunciado trata de incitação pública ao crime, previsto no artigo 286 do Código Penal.

Os crimes teriam sido praticados no acampamento montado em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste) na época da eleição. Os três teriam insuflado os manifestantes a continuarem no local, patrocinado os atos com recursos financeiros e alimentação dos manifestantes, além de terem estimulando o bloqueio de rodovias. O vereador Sandro Benites foi denunciado por supostas falas contra o então comandante do CMO.

“Em relação à recente audiência de conciliação, gostaria de confirmar que aceitei fazer um acordo e encerrar o processo. Optei por virar a página e dedicar-me integralmente ao meu mandato e ao trabalho em prol de Campo Grande. Acredito que é importante concentrar nossos esforços em questões que beneficiem nossa cidade”, disse Benites.

Já Contar esclareceu: “Minha vida pessoal e profissional sempre foram norteadas por princípios éticos e morais. Sou e sempre serei um defensor da ordem e do progresso, dos preceitos legais e do pleno estado democrático de direito. Não há em meus posicionamentos pessoais ou políticos qualquer ato, fala ou fato relacionado com o objeto da denúncia. Jamais incitei crime algum e por isso não vejo razões para aceitar o benefício da transação penal proposta pelo Ministério Público Federal. Minha vida segue aberta, limpa e sempre à disposição para qualquer esclarecimento”.

Catan também se manifestou em nota “Comparecemos à Justiça Federal e, lá, foi proposto para mim e para o Capitão Contar um acordo de não persecução penal, acordo para não instaurar o processo. Mas nós -, diferentemente de outras pessoas, de outros partidos que entraram na sede da Justiça Federal e saíram de lá com medo – saímos com a certeza de que queremos que o devido processo aconteça, independente de qualquer embaraço; que haja investigação e o encerramento do caso. Não aceitamos o acordo por ter certeza da perseguição que o Zeca do PT fez conosco por sermos adversários dele e do presidente Lula. Não temos nenhum receio, aguardaremos as próximas etapas do devido processo legal e caminharemos sempre em cima da verdade”, afirmou o parlamentar.


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