24/02/2024 - Edição 525

Campo Grande

Abra as portas: ações contra dengue são realizadas em bairros de três regiões de Campo Grande

Brasil pode registrar até 4,2 milhões de casos da doença em 2024

Publicado em 31/01/2024 11:23 - Rafaela Palieraqui (G1MS), Paula Laboissière (Agência Brasil) – Edição Semana On

Divulgação Lúcio Bernardo Jr - Abr

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A Prefeitura de Campo Grande deu início ontem (30) a ações de combate ao mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya), em Campo Grande. A fiscalização será de forma simultânea, em três regiões da capital.

De acordo com a secretaria de Saúde, cerca de 100 agentes estarão mobilizados nas visitas domiciliares e no trabalho de educação em saúde nos seguintes bairros:

– Indubrasil e Silvia Regina, região urbana de Imbirussu;

– José Tavares e Vila Cox, região urbana do Segredo;

– Monte Castelo e São Francisco, região central.

Ao longo da semana, os agentes de saúde vão fiscalizar casas e comércios dos bairros, orientando aos moradores sobre medidas de prevenção e combate ao mosquito e realizando o trabalho de manejo, que consiste em recolhimento, identificação e eliminação de focos.

Casos de Dengue

Desde o primeiro dia do ano, foram notificados 375 casos de dengue, em Campo Grande. No ano passado foram registradas 17.033 notificações da doença e 6 óbitos.

Casos de Zika e Chikungunya

Neste ano ainda não foram notificados nenhum caso. Ano passado, foram registrados 92 casos de Zika e 176 de Chikungunya.

Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa)

O levantamento realizado neste mês detectou em três bairros de Campo Grande alto risco de infestação do mosquito. Outros 42 bairros estão em situação de alerta e 28 estão em estado satisfatório.

Brasil pode registrar até 4,2 milhões de casos de dengue em 2024

O ano de 2024 deve registrar 1.960.460 casos de dengue no Brasil. Essa estimativa, entretanto, pode variar de 1.462.310 até 4.225.885 de casos. Os números foram divulgados ontem (30), em Brasília, pelo Ministério da Saúde, durante encontro entre representantes da Sala Nacional de Arboviroses, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Nas quatro primeiras semanas do ano, o país já contabiliza um acumulado de 217.841 casos prováveis da doença. Há ainda 15 mortes confirmadas e 149 em investigação.

A incidência é de 107,1 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto a taxa de letalidade está em 0,9%.  No balanço anterior, que englobava as três primeiras semanas de 2024, o país registrava 12 mortes e 120.874 casos prováveis da doença. Havia ainda 85 óbitos em investigação.

Vacina

A distribuição da vacina contra a dengue para os 521 municípios brasileiros selecionados pode começar na segunda semana de fevereiro. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que as doses ainda não começaram a ser entregues em razão de uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a ser cumprida pelo laboratório Takeda, responsável pela produção do imunizante.

“A relação de prioridades da vacina já foi feita. A ideia é distribuir dentro daquele mapa já apresentado. Ainda não iniciamos essa distribuição porque há uma exigência e ela tem que ser cumprida pelo laboratório produtor. É uma exigência regulatória da Anvisa que a bula esteja em português. Estamos finalizando esse processo”, explicou. “A partir do momento em que seja solucionada essa questão, essa é a nossa previsão. Não haverá por que ter mais delongas”, esclareceu.

Vacinação

Serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra um dos maiores números de hospitalizações por dengue. Dados do Ministério da Saúde mostram que – de janeiro de 2019 a novembro de 2023 – o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada. O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.

A definição de um público-alvo e de regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina. A primeira remessa, com cerca de 757 mil doses, chegou ao Brasil no último dia 20. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica. Outra remessa, com mais de 568 mil doses, está com entrega prevista para fevereiro.


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