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Poder
Em outra fake surreal, eles espalham que vandalismo foi obra de infiltrados do PT
Publicado em 10/01/2023 1:32 - Plinio Teodoro (Fórum), Jamil Chade e Leonardo Sakamoro (UOL) – Edição Semana On
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Mesmo detidos no ginásio da Academia Nacional da Polícia Federal, em Brasília, os terroristas apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) seguem criando fake news para incitar grupos golpistas e clamam por Direitos Humanos.
Na noite de segunda-feira (9), a PF começou a liberar parte dos 1,2 mil detidos no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, que foi desmontado após os atos terroristas por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prioridade é de mulheres com filhos pequenos e idosos.
No final da noite, a PF teve que ir às redes para desmentir uma fake news criada pelos bolsonaristas que estão detidos. Eles usaram uma foto de banco de imagens para propagar a mentira que uma senhora de 77 anos tinha morrido por causa dos maus tratos na detenção.

“A Polícia Federal informa que é falsa a informação de que uma mulher idosa teria morrido na data de hoje (9/1) nas dependências da Academia Nacional de Polícia”, diz o tuite da PF.
A Polícia Federal informa que é falsa a informação de que uma mulher idosa teria morrido na data de hoje (9/1) nas dependências da Academia Nacional de Polícia.
— Polícia Federal (@policiafederal) January 10, 2023
Em vídeo que circulam nos grupos, os terroristas – muitos ficaram acampados por 60 dias em frente ao QG do Exército – clamam por Direitos Humanos na detenção no ginásio da PF, incluindo o direito de carregarem os aparelhos celulares, que seguem sendo usados para propagar fake news, discurso de ódio e incitações ao golpe.
“É lamentável dizer. Estamos aqui sem comida, sem água, sem banheiro. E nós estávamos das 8h da manhã até 14h30 dentro de um ônibus de em pé (SIC). As nossas malas tudo. Estamos tudo feito ‘mendingos’, sendo humilhados. Agora que consegui carregar meu telefone”, diz um dos detidos, mentindo sobre o fornecimento de alimentos, água e a possibilidade de usar o banheiro.
????IDOSA PASSA MAL E MORRE NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DA PF.#LULAGENOCIDA
pic.twitter.com/QRQIHM6tzD— Só Observo (@SgtSinaBrasil) January 9, 2023
Após o clamor dos terroristas, parlamentares bolsonaristas divulgaram que pretendem acionar o Ministério dos Direitos Humanos, comandado por Silvio Almeida, e a Defensoria Pública da União para pedir o monitoramente das condições de prisão.
Segundo o jornal O Tempo, o pedido de “condições básicas” para os terroristas está sendo feito por Carla Zambelli (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Carlos Jordy (PL-RJ), três dos mais ferrenhos bolsonaristas.
Já o deputado mineiro Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), ex-ministro de Bolsonaro, enviou um ofício ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pedindo a criação de uma comissão parlamentar para acompanhar as prisões realizadas após os atos.
“A fim de evitar arbitrariedades sobretudo contra aqueles que se manifestam de forma pacífica”, diz o documento.
Na verdade, Bolsonaristas detidos estão descobrindo para que servem os direitos humanos
Detidos por tentar promover um golpe de Estado e destruir o patrimônio público, 1,5 mil bolsonaristas que desprezavam o “povo dos direitos humanos” estão descobrindo para que servem esses mecanismos.
Seu “mito” tem repetido ao longo de sua carreira política que “bandido bom é bandido morto” e que quem não quer ser estuprado ou morto numa prisão, então que não cometa crimes.
Hoje, os criminosos descobrem que, se essas máximas de seu líder fossem usadas pelas forças de ordem e pela Justiça contra eles, teriam sérios problemas.
Não há como negar que balas de borracha ou “perdidas”, golpes, execuções sumárias, sufocamento e tortura estão reservados em nosso país apenas a outro segmento da população.
Mas não é o momento de desejar a esses criminosos bolsonaristas o mesmo destino. O que precisamos é que todos tenham direitos, mesmo detidos.
Eles incluem:
– a garantia da dignidade
– a garantia de acesso à Justiça
– a garantia de um processo justo
Os direitos humanos não são apenas para uma parcela da população. São para todos e infraestrutura fundamental para a construção de uma democracia. Não se trata de um luxo.
O contrário de uma sociedade pobre não é uma sociedade rica. Mas, sim, um país justo. E sem as garantias de direitos humanos, isso é apenas uma utopia.
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