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MP Militar abre 8 investigações sobre atuação de oficiais nos ataques
Publicado em 07/02/2023 2:23 - Victor Nunes e Yurick Luz (DCM) – Edição Semana On
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O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime Barreto foi preso, na manhã desta terça-feira (7), durante a 5ª fase da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal. Naime era comandante de Operações da PM, durante os atos golpistas do dia 8 de janeiro. Ele foi exonerado do posto após os atos terroristas.
O militar também pediu folga do trabalho às vésperas dos ataques e estava fora capital federal no momento do incidente. A Polícia Federal cumpre três mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e seis de busca e apreensão no DF. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Jorge Eduardo foi escolhido pelo ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Márcio Cavalcante de Vasconcelos para chefiar o Departamento Operacional da corporação.
Esta é a quinta fase da operação Lesa Pátria, que busca prender envolvidos nos atos terroristas do dia 8 de janeiro. Até a última segunda-feira (6), 16 pessoas já haviam sido presas na operação e 31 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, segundo o G1.
A suspeita de omissão e conivência das polícias no dia das ações levou à destituição e à prisão de integrantes da cúpula da segurança pública do DF, incluindo o então secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, e o então comandante da PM, Fábio Augusto Vieira.
Os ataques também são investigados na Polícia Federal em outras três frentes. Um mira os possíveis autores intelectuais, e é essa frente que pode alcançar Bolsonaro. Outra tem como objetivo mapear os financiadores e responsáveis pela logística do acampamento e transporte de bolsonaristas para Brasília.
O terceiro foco da investigação da PF são os vândalos. O objetivo dos investigadores é identificar e individualizar a conduta de cada um dos envolvidos na destruição dos prédios dos Três Poderes.
MP Militar abre 8 investigações sobre atuação de oficiais em atos terroristas
O MPM (Ministério Público Militar) soma cerca de oito investigações preliminares sobre oficiais com participação nos atos terroristas promovidos por simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro, em Brasília.
De acordo com informações da Folha de S.Paulo, os procedimentos são chamados de “notícia de fato” e têm diversas apurações. Três investigações têm escopo mais amplo. Vale destacar que nenhuma denúncia foi apresentada até o momento.
Segundo o MPM, essas investigações apuram possíveis ações de oficiais-generais com relação aos atos terroristas, a possível omissão das Forças Armadas quanto às invasões e o “suposto auxílio de militares do Exército na fuga de manifestantes após participação em atos antidemocráticos”.
Está sendo apurado o confronto entre o ex-comandante do Batalhão de Guarda Presidencial Jorge Paulo Fernandes da Hora e policiais militares durante a invasão. O suposto acolhimento de golpistas no Comando Militar da Amazônia, em Manaus, também está sendo investigado, assim como a participação isolada de militares do Exército, Marinha e Aeronáutica durante os atos antidemocráticos.
No entanto, o Comando do Exército abriu três inquéritos policiais militares para apurar crimes relacionados à invasão dos vândalos. Um deles investiga as razões de o Batalhão de Guarda Presidencial não ter conseguido impedir a entrada dos terroristas no Planalto.
O outro apura a conduta do coronel da reserva José Placídio Matias do Santos. Ele demonstrou apoio aos atos promovidos pelos bolsonaristas e pediu intervenção militar nas redes sociais. O indiciamento do coronel da reserva Adriano Camargo Testoni foi o único encerrado. Ele proferiu ataques ao Alto Comando da Força, porém, o MPM não apresentou denúncia sobre o caso.
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