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Poder

Exame/Ideia: Lula lidera com 44% e Bolsonaro tem 33% das intenções de voto

Publicado em 22/07/2022 12:00 -

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Uma nova pesquisa Exame/Ideia, divulgada na quinta-feira (21) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44% das intenções de voto. Bolsonaro marca 33%, de acordo com o levantamento. Ambos candidatos oscilaram dentro da margem de erro que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Bolsonaro teve queda maior em comparação com a última sondagem Exame/Ideia.

Ciro Gomes, do PDT, aparece com 8%, e Simone Tebet (MDB), 4%. André Janones (Avante) marcou 2%. Os demais nomes testados pontuaram 1% ou ficaram abaixo disso.

“Percebemos um número estável das intenções de voto. Ainda não há nenhum reflexo de impacto resultante das medidas do governo de pagamento de auxílio ou de redução de preço dos combustíveis. Ou seja, é algo que precisamos monitorar na opinião pública nos próximos meses. Vale lembrar que o auxílio emergencial demorou aproximadamente dois meses para ter um reflexo na popularidade do presidente”, explica Maurício Moura, fundador do Ideia, em referência a Pec dos Auxílios aprovada na última semana.

Segundo turno e pesquisa espontânea

No segundo turno, em uma disputa entre Lula e Bolsonaro, o petista tem 47% das intenções de voto e Bolsonaro aparece com 37%. Na série histórica, essa distância entre os dois ficou maior, se comparado com a pesquisa feita há um mês. 

A pesquisa sondou outros quatro cenários de segundo turno e Lula venceria todas as disputas. Bolsonaro está em primeiro nas simulações com Tebet e Ciro, mas a com pedetista está dentro da margem de erro e, por isso, é considerada um empate técnico.

Na pergunta espontânea, em que o entrevistado precisa dizer o primeiro nome que está na mente, Lula tem 36% das intenções de voto, e Bolsonaro, 30%. Ciro aparece com 3%, e os demais pontuaram 1% ou ficaram abaixo disso.

Foram consultadas 1.500 pessoas entre os dias 15 e 20 de julho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09608/2022.

Pesquisa Exame de junho

A pesquisa Exame/Ideia divulgada no dia 23 de junho apontava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderava as intenções de voto no primeiro turno, com 45%. Jair Bolsonaro (PL) teria 36%.

Quem teve uma queda maior, portanto, foi o presidente Bolsonaro, saindo de 36%, há um mês, para 33%. Lula perdeu um ponto percentual.

De acordo com a pesquisa de junho, na simulação do segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 48% a 41%. A diferença entre os dois era de nove pontos. Hoje a diferença é de dez pontos percentuais.

Relatório Eurasia Group

Em relatório a investidores de todo o mundo, a consultoria Eurasia Group confirmou, mais uma vez, a possibilidade de vitória de Lula nas eleições de outubro, mas alertou para o risco de invasão de prédios públicos diante da escalada golpista de Jair Bolsonaro.

Segundo a consultoria, uma das mais respeitadas no mundo, Lula tem 65% de chances de vitória nas eleições, mesmo diante do "pacote de bondades" de Bolsonaro com a aprovação da PEC Kamikaze

O texto ainda chama a atenção para os riscos na segurança tanto de Lula quanto de Bolsonaro diante do “cenário extremo em que um dos candidatos favoritos é morto, o escolhido para assumir o seu lugar provavelmente se beneficiaria de tal fenômeno”.

A Eurasia, no entanto, alerta para a balbúrdia no processo eleitoral devido à incitação de Bolsonaro contra o sistema de votação.

“Os períodos de maior risco serão depois do primeiro turno (2 de outubro) e do segundo turno (30 de outubro), com a possibilidade de haver protestos e/ou ataques a prédios governamentais — uma greve dos caminhoneiros também está no radar”, alerta o texto.

Segundo a Eurasia, "os governadores tomaram medidas para controlar as forças policiais nos últimos anos, e insubordinações diretas por oficiais parecem improváveis".

Para a Consultoria, militares bolsonaristas, que estão no governo, também não teriam força para levar as Forças Armadas a endossarem um golpe.

"Mas, em estados estratégicos, oficiais podem fechar os olhos em protestos, facilitando a escalada da violência”.

PoderData: Lula segue na liderança e Bolsonaro varia dentro da margem de erro

O ex-presidente Lula segue na liderança da disputa presidencial, de acordo com a pesquisa PoderData divulgada na quarta-feira (21). O petista tem 43% dos votos e o atual mandatário, Jair Bolsonaro, aparece em segundo lugar com 37%, uma diferença de 6 pontos.

Os dois candidatos tiveram variações dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2 pontos percentuais, em comparação com a última pesquisa realizada há 15 dias. Lula variou de 44% para 43% e Bolsonaro oscilou de 36% para 37%.

Ciro Gomes (PDT) aparece com 6%; Simone Tebet (PMDB) marcou 3%; André Janones (Avante) tem 2% das intenções de voto e Pablo Marçal (Pros) possui 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

O levantamento do Poder Data mostra estabilidade na corrida presidencial em caso de segundo turno. Lula tem 51% das intenções de voto contra 38% de Bolsonaro, uma desvantagem de 13 pontos. Em comparação com a sondagem anterior, o petista oscilou 1 ponto para cima e Bolsonaro manteve a mesma pontuação.

A pesquisa foi realizada de 15 a 17 de julho e foram entrevistadas 3.000 pessoas em 309 municípios das 27 unidades da Federação. As entrevistas aconteceram por telefone e o intervalo de confiança do estudo é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-07122/2022.

Os números da pesquisa PoderData anterior

A última pesquisa PoderData foi divulgada em 6 de julho e também mostrava estabilidade do cenário de disputa presidencial, com Lula na liderança, com 44% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, que tinha 36%.

Em seguida apareciam os candidatos Ciro Gomes (PDT), com 5%, André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB), com 3% cada. Os candidatos Luiz Felipe d’Avila (Novo), Pablo Marçal (Pros), Luciano Bivar (União Brasil), Leonardo Péricles (UP), Eymael (DC), Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU) não tinham alcançado 1% no levantamento. Brancos e nulos totalizavam 5% e não souberam ou não quiseram opinar 4% dos entrevistados pelo instituto.


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