22/02/2024 - Edição 525

Poder

Bloqueio de estradas já estava sendo articulado nas redes semanas antes da votação

Ações de golpistas estão com horas contadas, mas já prejudicam todos os brasileiros

Publicado em 02/11/2022 9:12 - Bruno Fonseca e Tai Nalon (Agência Pública), Rudolfo Lago (Congresso em Foco), Leonardo Sakamoto (UOL) – Edição Semana On

Divulgação Silvinei Vasques foi nomeado diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal em abril de 2021, durante governo Bolsonaro - Marcelo Camargo/Agência Brasil

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“Preparem as barracas, o povo nas cidades vai para os quartéis os caminhoneiros e o agro irão parar às rodovias”, diz a mensagem, com erros de ortografia, que circulou no Telegram bolsonarista. Apesar da paralisação antidemocrática ter se concretizado apenas no final de outubro — após o resultado das eleições que declararam a derrota de Jair Bolsonaro para Lula — o chamado foi disparado semanas antes, no dia 14. “DIA 30 vamos votar e PERMANECER NAS RUAS”, previa a convocação.

Investigação da Agência Pública descobriu que a mensagem, enviada no grupo ODB Ordem de Cristo, com 3,5 mil membros, não foi um conteúdo isolado.

Durante todo o período que antecedeu o 2º turno, chamados de paralisação de caminhoneiros circularam em grupos bolsonaristas. A maioria dos grupos não permite ver a quantidade de visualizações de cada postagem. As mensagens mostram que os extremistas traçaram ao menos dois cenários: realizar a paralisação nas semanas anteriores à votação ou logo após a divulgação dos resultados, no que já chamavam de “contra-golpe” – antes mesmo da eleição acontecer.

“Intervenção civil é dias e dias a fio.. até que o ORDENAMENTO DO POVO SOBERANO SEJA CUMPRIDA”, defende uma mensagem compartilhada no grupo Conservadores, com 2,1 mil membros, no dia 15 de outubro. Dois dias depois, um novo chamamento ilegal no grupo também citaria os caminhoneiros: “caminhoneiros e o agro irão parar às rodovias!!! O Lula e o STF só teme as FFAA! Selva!”.

Segundo a lei 14.197/2021, atentar contra as instituições democráticas é crime e pode levar de 4 a 12 anos de reclusão.

Já no dia 19, uma nova mensagem no grupo traçou o plano: “Se houver golpe. *Todos* precisamos fazer o contra golpe *imediatamente* após o anúncio. O povo precisa, uma parte cercar os cartórios eleitorais e sedes do TSE e outra parte ir para as portas dos quartéis e caminhoneiros e agricultores trancar os trevos de rodovias em DEDOBEDIENCIA CIVIL”.

Essa mensagem e diversas outras que chamaram a paralisação de caminhoneiros fizeram menção a um discurso realizado por Bolsonaro em Pelotas, no Rio Grande do Sul, no dia 11 de outubro.

Segundo os extremistas, a fala do presidente para que os eleitores permanecessem na seção após a votação seria um indicativo para as paralisações.

“Pegar a convocação que o PR fez em Pelotas-RS para o povo PERMANECER (iniciar a intervenção) e ao receber a notícia da fraude seguir todos para as portas dos quartéis. Preparem as barracas, o povo nas cidades irão para os Quartéis, os caminhoneiros e o agro irão parar às rodovias!!!”, diz um dos textos, que circulou nos grupos Ordem de Cristo, Conservadores e SCO Sociedade Civil, este último com 4,9 mil membros.

Em Pelotas, no dia 11, Jair Bolsonaro havia dito que “No próximo dia 30, de verde e amarelo, vamos votar e vamos permanecer na região da seção eleitoral até a apuração dos resultados. Tenho certeza que o resultado será aquele que todos nós esperamos, até porque o outro lado não consegue reunir ninguém”, afirmou. No 1º turno, foi Luís Inácio Lula da Silva que teve mais votos na cidade.

Militares da reserva queriam greve de caminhoneiros antes do 2º turno

“Ah, mas vai prejudicar a economia… Quatro dias, cinco dias paralisado vai prejudicar a economia?!”, questiona o coronel da reserva da Aeronáutica Marcos Koury, defendendo que caminhoneiros bloqueassem as principais rodovias do país.

“A ideia é sensibilizar o presidente da República, apoiar o Bolsonaro, ajudar o Bolsonaro”, explica.

O vídeo, publicado no dia 16 de outubro, foi uma dentre as várias tentativas fracassadas do militar de incitar uma greve geral de caminhoneiros antes do segundo turno das eleições. A ideia era a seguinte: os motoristas deveriam paralisar o Brasil para demonstrar apoio a Bolsonaro, que teria tempo de publicar uma Medida Provisória que instituiria o voto impresso. A MP da cédula impressa é uma bandeira de Koury no grupo B-38, formado por militares da reserva apoiadores de Bolsonaro e criado em 2018.

Com uma série de canais desmonetizados no YouTube, Koury comemora em vídeo de 28 de outubro mais de 1 milhão de visualizações em seus últimos vídeos, mas reclama de ter recebido “apenas três Pix depositados”. Nesta terça-feira, em vídeo hospedado no YouTube e distribuído em grupos de Telegram, pede novamente contribuições depois de exaltar paralisação em Pernambuco e afirmar que é necessário “agir em conjunto, paralisar o Brasil, para nós não entrarmos no socialismo”.

Reportagem da Pública mostrou que em fevereiro deste ano, Koury e outros quatro integrantes do grupo reuniram com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional no Planalto, o general Augusto Heleno. O maior grupo de Telegram do B-38, o Super Grupo, está atualmente excluído do Telegram. Ele já havia sido suspenso em maio.

No vídeo, o militar aposentado menciona o movimento para que a paralisação aconteça após a votação. “Ah, coronel, tem um movimento para paralisar o Brasil dia 30 se houverem fraudes. […] Vou abrir o jogo com vocês: o que vocês estão me pedindo é deixar eles tomarem a capital que depois a gente toma de volta? Paralisar dia 30 é chorar sobre o leite derramado”, criticou.

O vídeo de Koury sobre as paralisações foi compartilhado em diversos grupos bolsonaristas no Telegram: Bolsonaro 22, com 55,3 mil membros; Advogados pela Verdade, com 7,7 mil; ODB Ordem de Cristo, com 3,5 mil; e Aliança com Bolsonaro, com 1,7 mil membros, dentre outros. Dias depois, membros desses mesmos grupos passaram a defender os bloqueios às rodovias pós-eleições.

A falta de adesão ao chamado de Koury gerou dúvidas nos próprios membros. “CORONEL KOURY, CADÊ A PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS?????”, questionou um membro do B-38 no dia 19 de outubro. “Bom dia! Com está a paralisação nacional dos caminhoneiros organizada pelo Cel Koury? Quais os pontos na BR 101 estão bloqueados alguém sabe?”, perguntou outro membro no dia seguinte.

Bolsonarismo plantou #JuntosComCaminhoneiros dez dias antes da votação

*BOLSONARO JÁ FOI REELEITO PRESIDENTE DESDE O PRIMEIRO TURNO…???????????????????? DEVERÍAMOS APOIAR OS CAMINHONEIROS E PARAR TODAS AS BRS DESSE PAÍS ATÉ RECONHECEREM OFICIALMENTE*????? *#JuntosComCaminhoneiros*

Esse é o texto de uma mensagem que circulou no Telegram bolsonarista no dia 21 de outubro, mais de uma semana antes da votação do 2º turno. Ela foi postada por uma usuária chamada Vania, participante ativa do grupo BOLSONARO 22, com 55 mil membros.

Quase duas semanas depois, a hashtag do Telegram iria ser usada no Twitter bolsonarista, em postagens que exaltam as paralisações antidemocráticas.

A reportagem encontrou diversos posts de um conta chamada KADIMA BRASIL NEWS na noite do dia 30 utilizando a #juntoscomcaminhoneiros. A conta, que divulga estar registrada na Califórnia, nos EUA, e foi criada em agosto deste ano postou diversos vídeos e fotos das paralisações com a hashtag.

Apesar de dizer que “Temos que agir independente dos políticos”, em uma das postagens, o perfil marca a deputada bolsonarista Carla Zambelli,”. A política bolsonarista tem apoiado as paralisações antidemocráticas e compartilhado imagens dos atos. Na madrugada do dia 31, ela parabenizou os caminhoneiros.

A tag #juntoscomcaminhoneiros também tem sido usada no Tik Tok, em postagens de apoio aos manifestantes que pedem intervenção inconstitucional. Um vídeo, postado pelo perfil grazirodolfialves86 na madrugada do dia 1 de novembro, com mais de 86 mil visualizações, usa a hashtag.

Redes permitem conteúdos golpistas e antidemocráticos

Segurando apuração do Aos Fatos, o YouTube permitiu a monetização de uma transmissão ao vivo de uma paralisação que bloqueou os acessos ao aeroporto de Guarulhos, na noite desta sexta-feira (31), contrariando política da própria plaforma. O perfil responsável pela live chama-se Na Lata Driver e é gerenciado por Henrique Pereira, que se declara motorista de Uber e costuma publicar seus passeios em tempo real enquanto comenta assuntos diversos – dentre eles, política brasileira. Seu canal no YouTube conta com mais de 1,5 milhões de seguidores e, nesta segunda-feira, dedicou-se a fazer duas transmissões ao vivo de bloqueios nas estradas.

Uma de suas lives, com mais de sete horas de duração, foi veiculada diretamente de paralisação nas proximidades do aeroporto de Guarulhos, e transmitida pelo YouTube durante entre segunda e terça-feira para mais de 191 mil usuários. Nela, Henrique agradece contribuições feitas por espectadores por meio da ferramenta de doações do YouTube.

O dono do canal convoca manifestantes durante a transmissão e endossa pauta bolsonarista de fraude. Também está ciente de que o conteúdo veiculado não é aceito por algumas redes sociais. “Se o WhatsApp cair, se o Instagram cair, se o YouTube cair… mas acho difícil o YouTube cair, porque o YouTube não é brasileiro”, diz. O YouTube tem regra específica para o Brasil para remover esse tipo de vídeo do ar.

Outra transmissão foi feita mais cedo, enquanto o youtuber se dirigia para uma das barreiras em São Paulo de moto. São mais de duas horas de transmissão, mas, desta vez, sem contribuições financeiras visíveis. A live acumula mais de 30 mil visualizações.

“O que é necessário? Primeiro, nós temos que ser rápidos, extremamente rápidos. Tem que parar imediatamente todo o país e a participação tem que ser unânime […] Os caminhoneiros vão para as rodovias e parte deles tem que ir para os quarteis. O pessoal do agronegócio também pode participar nas rodovias e colocar seus tratores em volta dos quartéis por todo o Brasil”, chama Durval Ferreira em uma transmissão no YouTube realizada no início da noite desta segunda, 31 de outubro. “Isso é o povo praticando desobediência civil”, diz.

Com mais de 36 mil inscritos no seu canal de YouTube, Ferreira se apresenta como oficial de carreira do Exército Brasileiro e jornalista. Apesar de defender os atos que desrespeitam o resultado das eleições, o YouTube não havia retirado a transmissão do ar mais de 14 horas após ela ser publicada — e quando o vídeo passava de 9,9 mil visualizações.

A reportagem encontrou links para transmissão de Ferreira em pelo menos quatro grupos no Telegram nos quais bolsonaristas articulavam e defendiam as paralisações de rodovias: Grupo Renato Barros, com 13,7 mil membros; SCO Sociedade Civil, com 4,9 mil; Confederação Direita Brasil, com 2,1 mil; e Conservadores, com 2,1 mil. Neste último, uma das mensagens dizia “sugiro seguirem os links do Capitão Durval que é de extrema confiança afim* de traçarmos uma linha de ação segura para o atual momento”.

Além da transmissão, Ferreira já havia publicado um vídeo no YouTube um dia antes das votações dizendo que político tem medo do povo na frente dos quarteis. A publicação teve 5,3 mil visualizações.

Dois dias depois do início dos atos, Bolsonaristas mantêm bloqueios em 20 estados

Às 9h de terça-feira, dia 1 de novembro, a PRF informou que haviam bloqueios ou interdições em pelo menos 20 estados, a maioria deles em Santa Catarina, com 38 pontos de bloqueios. A corporação divulgou ter desfeito 246 manifestações, sem informar se houve prisões ou multas. Reportagem da Pública mostrou que agentes da PRF se posicionaram ao lado dos manifestantes que pediam golpe de Estado.

Desde a noite de segunda, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que a PRF e as polícias militares tomassem ações imediatas para desobstrução de vias. A decisão partiu de um pedido da Confederação Nacional dos Transportes e do vice-procurador geral eleitoral.

Moraes também estipulou que o diretor da PRF e aliado de Bolsonaro, Silvinei Vasques, pagaria multa de R$ 100 mil por hora e eventual afastamento do cargo caso descumprisse a determinação judicial.

Ação política divide e revolta Polícia Rodoviária Federal, diz policial

Há algumas semanas, um processo disciplinar foi aberto contra um policial rodoviário federal que manifestou apoio ao agora presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas suas redes sociais. Somente alguns dias antes de o próprio diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, publicar nas suas redes sociais uma mensagem de apoio a Jair Bolsonaro, do PL, derrotado na sua tentativa de reeleição.

Silvinei depois apagou a postagem. Mas o fato não diminuiu o clima de revolta de parte da corporação, dividida entre o ativismo político e a tentativa de manter a neutralidade necessária para não comprometer a imagem da instituição. “É inegável que uma parcela do efetivo é bolsonarista”, admite um policial rodoviário federal, na condição de anonimato para não sofrer represálias. “Mas a maioria está enraivecida com essa utilização política que desmoraliza a instituição”, continua.

“A Polícia Rodoviária Federal não é um braço armado do bolsonarismo, e não vai aceitar isso”, continua ele.

De acordo com ele, o bolsonarismo dividiu a corporação, como aconteceu também na Polícia Federal. “E uma parte da administração fica querendo mostrar esse ativismo político”, reclama. “Os ânimos se inflamam, e tudo acaba ganhando uma proporção que não deveria”.

Dimensão política

Ele exemplifica com a própria operação ocorrida no dias eleições. “Sempre houve operação desse tipo”, afirma. “Aí, uma coisa rotineira ganha dimensão política desnecessariamente”.

Porque, segundo o policial, parte do efetivo, motivada pelo ativismo político, acabou indo para a operação com o propósito mesmo de barrar grupos de eleitores do PT ou criar dificuldades para que chegassem aos seus locais de votação.

De novo agora, segundo o policial, desde o início dos bloqueios de caminhoneiros nas estradas do país, o efetivo trabalha para fazer a desobstrução. “É, de fato, uma coisa que precisa ser feita com cuidado”, ressalta. “Primeiro, porque o efetivo é pequeno. Segundo, porque há mesmo um clima de beligerância que é preciso evitar. Não dá para chegar com força, dando tiro, senão termina em tragédia”.

“Mas, por outro lado, há, sim, ações e manifestações lamentáveis de alguns colegas”, reconhece. “Posicionamentos absurdos”. Segundo o policial, “a maioria do efetivo está ralando, querendo fazer bem o seu trabalho”.

Todos prejudicados

Os bloqueios em rodovias erguidos por bolsonaristas que pedem um golpe de Estado já estão levando ao desabastecimento de alimentos. Foi afetado o fornecimento de carne bovina e suína, aves e peixes, leite, hortaliças, legumes e frutas. Caso o transporte não seja normalizado com a retirada dos golpistas, a falta de produtos levará a mais inflação.

“A situação está bem bagunçada”, desabafa André Nicola, gerente da unidade de Chapecó (SC) da empresa Cantu, distribuidora de alimentos que atua em sete estados no país.

Não há estimativa do prejuízo para a unidade que distribui, em média, entre 40 e 50 toneladas por dia, mas Nicola alerta que já há falta de alimentos e que a situação “vai piorar”.

Por conta dos bloqueios e da incerteza de chegar ao destino, os caminhões não estão carregando os produtos das lavouras e interpostos. “Há uma quebra na cadeia de abastecimento. Isso provoca a falta de alguns itens e o aumento do preço dos alimentos no mercado”, explica.

Empresas proprietárias de frigoríficos em Santa Catarina já tiveram que interromper abates devido ao atraso nas cargas de bois, suínos e frangos. Para evitar que o problema continue, o que poderia levar ao desabastecimento, os caminhões estão sendo enviados a outras unidades.

O estado é um dos principais produtores de alimentos do país e, ao mesmo tempo, conta com uma quantidade grande de bloqueios, dada a votação expressiva que Bolsonaro teve nessa unidade da federação no último domingo. Isso afeta o escoamento, inclusive para a capital.

Em Florianópolis, um funcionário do Ceasa que pediu para não ser identificado disse que há uma redução no fluxo e que isso vai se refletir no abastecimento “provavelmente daqui uns dias”.

São Paulo já sente efeitos dos bloqueios

A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) afirmou, em nota, que entre a zero hora e as 10h desta terça (1º), caiu em 17% a quantidade de veículos que entraram no entreposto da Vila Leopoldina na capital. Culpa em parte do bloqueio das rodovias.

Ela descarta desabastecimento, mas funcionários dos permissionários da Ceagesp ouvidas pela reportagem afirmam o contrário.

Um deles, do setor de pescados, que falou sob condição de anonimato, contou que nessa madrugada chegaram “pouquíssimos caminhões, a maioria está parada na estrada”. E isso gerou falta de produtos.

Ele alerta para o risco de perder parte da produção, já que o pescado é armazenado em câmaras frias a diesel – sem combustível, ela permanece resfriada por aproximadamente 12 horas. “É bastante prejuízo. Quando a carga chegar vamos analisar as condições e, se for o caso, a produção é apreendida e destruída”.

Um funcionário estima que metade dos caminhões de hortaliças, legumes e frutas não chegaram na madrugada ao Ceagesp porque a maioria dos motoristas ficou parada na estrada. Isso também significa desabastecimento de determinados produtos. “Temos que trabalhar, temos que escoar a mercadoria. É lamentável, afeta o abastecimento, os preços, e quem sai prejudicada é a população”, afirma.

Cooperativas de laticínios que processam remessas de pequenos produtores das regiões norte e sul do Estado também alertam que o produto não está chegando como planejado devido aos bloqueios.

Apesar das paralisações de caráter golpista, as unidades dos Ceasas de Minas Gerais e Rio de Janeiro afirmaram que não há desabastecimento.

O IPCA-15, última medição da inflação oficial brasileira, apontou que os alimentos registraram alta de 0,21%. No último mês, as frutas subiram 4,6%, a batata-inglesa, 20,1%, o tomate 6,2%. Os bloqueios podem piorar esse cenário diante de um cenário de escassez.

Desde o início do ano, os preços dos alimentos comprados para consumo em domicílio acumulam alta de 12%. Destaque para o leite (42,5%), a farinha de trigo (33,9%) e a cebola (84,6%).


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