23/02/2024 - Edição 525

Poder

‘A dama pediu saques’, era o código pra Mauro Cid dar dinheiro para Michelle Bolsonaro

Relatório parcial da Polícia Federal indica códigos usados por ajudante de ordens de Bolsonaro para saques

Publicado em 24/05/2023 3:54 - Leonardo Sakamoto e Josias de Souza (UOL), DCM – Edição Semana On

Divulgação Reprodução

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“Eu faço depósito, eu não faço transferência bancária, não.”

Mauro Cid não fazia Pix, DOC, TED, nem transferência bancária. Não que o então faz-tudo de Bolsonaro desconhecesse como usar um aplicativo de banco, mas, ao que tudo indica, a primeira-família não conseguiu largar o antigo hábito de usar dinheiro vivo, mais difícil de ser rastreado e ótimo para maracutaias.

A cereja do bolo da nova safra de mensagens do celular do tenente-coronel, revelada por Aguirre Talento, no UOL, nesta quarta (24), foi a resposta que deu a uma assessora da primeira-dama, que deu a ele os dados de Pix para pagamento do veterinário do pet e da podóloga da patroa.

Em outra mensagem, uma assessora diz que Michelle Bolsonaro solicitou R$ 3 mil e que se não fosse possível depositar na sua conta, um mensageiro iria buscar. Algumas horas depois, Cid enviou um comprovante de depósito em dinheiro. Em ainda outra, ele pede a outro militar que trabalhava com ele, o tenente Osmar Crivelatti, que fosse feito um depósito de R$ 4,9 mil para a “Dama”.

Preso em meio à investigação da fraude dos registros de vacinação de Jair Bolsonaro, Cid deve estar pensando na bobagem que fez ao largar um futuro promissor, que esperava o ex-aluno da Academia Militar das Agulhas Negras, primeiro colocado na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, para se tornar um caixa eletrônico humano em meio a um esquema de mutreta.

A família Bolsonaro disse que a origem dos recursos era a conta pessoal do então presidente da República e que eles preferiam fazer transações em dinheiro vivo para preservar o anonimato e a segurança. Como tem sempre um chinelo velho para um pé cansado, há rebanho que se distrai com esse toque de berrante. A Polícia Federal, contudo, avalia que grana pública pode ter abastecido os mimos de Michelle.

“O conjunto probatório colhido durante o estudo do material apreendido (inclusive o contido em nuvem) permite identificar uma possível articulação para que dinheiro público oriundo de suprimento de fundos do governo federal fosse desviado para atendimento de interesse de terceiros, estranhos à administração pública, a pedido da primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio de sua assessoria, sob coordenação de Mauro Cid”, aponta trecho de relatório da PF, publicado por Aguirre Talento, no UOL.

Cid é peça central para desvendar várias maracutaias envolvendo os Bolsonaro. Além do registro falso de vacina, que permitiu ao ex-presidente permanecer tranquilo nos Estados Unidos, há a tentativa de surrupiar joias dadas ao país pela Arábia Saudita (ele intermediou a tentativa de liberação na Receita Federal), as lives realizadas por Jair atacando a democracia o sistema de votação (do qual ele foi participante) e a própria mutreta envolvendo os gastos de Michelle, entre coisas que ainda nem descobrimos.

Ao depor na Polícia Federal, ele ficou em silêncio sobre a questão dos registros de vacinação (evitando inocentar Jair, ao contrário do que o ex-chefe esperava) e, no depoimento sobre as joias, disse que tentou reavê-las a pedido do então presidente. Bolsonaro já avisou que “cada um segue a sua vida”, abandonando Cid na beira da estrada, como já fez com aliados que caíram em desuso.

Já não é novidade que Mauro Cid fazia pagamentos na boca do caixa em dinheiro vivo em nome da família Bolsonaro. A imprensa vem denunciando essa situação usada por grupos que querem esconder irregularidades, como já fizeram a Folha de S.Paulo e o portal Metrópoles. As mensagens e os áudios, no entanto, reforçaram que o escândalo pode ser mais uma porta de entrada da família para o sistema penal.

Enquanto empresas e sociedade usam e abusam de transferências bancárias e do Pix, não tendo receio de que suas movimentações estejam registradas para a fiscalização, eles tentavam encobrir os rastros. Em outra conversa entre assessoras: “Perguntei para ela se ela [Michelle] queria transferir Pix, né? Daí, ela falou: não, vamos fazer agora tudo depósito, que, aí pede pro Vanderlei fazer o depósito, a gente consegue o dinheiro e faz o depósito”.

A investigação da PF que busca descobrir se despesas pessoais de Jair Bolsonaro e da primeira-dama foram pagas com dinheiro do público sugere que o presidente atualizou o desvio de salários de servidores dos gabinetes da família em algo mais chique: o uso de dinheiro da Presidência da República. E que as funções de saque e depósito de Fabrício Queiroz, antigo faz-tudo da família da época em que o presidente era deputado federal, ficaram a cargo de alguém mais graduado, o tenente-coronel Mauro Cid, seu ajudante de ordens.

Talvez não tenha tempo para limpar sua biografia como militar, mas sua capivara criminal pode ser amenizada se Cid falar tudo o que sabe. Talvez dessa forma, deixe de ser visto como um caixa eletrônico e volte a ser encarado como um cidadão.

O envolvimento de Cid e de outros militares em falcatruas na última gestão, como os coronéis citados em pedidos de propina na compra de vacinas, também gera uma reflexão importante para as Forças Armadas. Valeu a pena?

Mauro Cid confirma que Bolsonaro pediu para reaver joias apreendidas

Mauro Cid prestou novo depoimento hoje na segunda (22) à Polícia Federal. Desta vez, o delegado Adalto Machado ouviu o militar no âmbito de inquérito que investiga suposta apropriação indevida de joias e armas por Bolsonaro. Cid confirmou que o ex-presidente pediu para que pessoas próximas a ele tentassem retirar joias sauditas apreendidas no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

De acordo com Cid, Bolsonaro pediu pessoalmente a ele que apurasse a possibilidade de pegar os itens em dezembro de 2022. Além destas joias, Bolsonaro se apropriou indevidamente de outros itens, muitos já sob custódia da Justiça. Bolsonaro não poderia tomar estes itens, presentes de autoridades do Oriente Médio. De acordo com juristas, a suposta ação pode ser classificada como criminosa, enquadrada em artigos como o de peculato, no Código Penal, além de enriquecimento ilícito na Lei de Improbidade Administrativa.

O depoimento ocorre uma semana após outra oitiva envolvendo Cid. Na ocasião anterior, o ex-ajudante de ordens ficou calado durante 40 minutos, questionado sobre outra investigação, a da operação Venire, que identificou fraudes em cartões de vacinação de Cid, além de membros da família Bolsonaro. Dias depois, sua esposa, Gabriela Cid, admitiu diante dos policiais que o militar foi responsável por adulterar os registros de vacinação.

Mulher de Mauro Cid expõe glúteos do marido

Ao extrair os segredos de Mauro Cid do seu celular, a Polícia Federal deixou-o nu. Mas o coronel escondia sua nudez atrás do silêncio, um manto diáfano oferecido pela Constituição aos suspeitos que fogem da autoincriminação. Na sexta-feira passada, depôs à PF Gabriela Cid, a mulher do coronel. Ao declarar aos investigadores que era o marido quem cuidava dos cartões de vacina da família, todos eles adulterados, a depoente complicou a situação do cônjuge. Agora, os glúteos do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro estão expostos na janela da cela especial em que se encontra trancafiado desde o dia 3 de maio.

Mauro Cid estava com o uniforme em desalinho desde o instante em que confundiu as atribuições de ajudante de ordens com as de faz-tudo de Bolsonaro. Provedor de matéria-prima usada pelo ex-chefe para difundir notícias falsas em suas lives, o coronel tornou-se coadjuvante no inquérito sobre as milícias digitais, que corre no Supremo. Perdeu a parte de cima da farda ao se meter no esforço infrutífero para reaver as joias sauditas apreendidas na alfândega de Guarulhos. Ficou sem camiseta, com com o torso à mostra, quando a PF descobriu que capitaneou o esquema da fraude dos cartões de vacina.

O coronel perdeu as calças quando vieram à luz o teor dos áudios de suas conversas vadias com outros militares sobre golpe e os diálogos com assessoras de Michelle Bolsonaro sobre o pagamento em dinheiro vivo do cartão de crédito clandestino de uma ex-primeira dama com a imagem já bem rachadinha. “É a mesma coisa do Flávio”, disse Cid num dos áudios tóxicos, em alusão ao primogênito do capitão.

Com uma incômoda aparência de neo-Fabrício Queiroz, Mauro Cid ficou sem as roupas íntimas no instante em que Bolsonaro, interrogado pela PF, disse que as doses falsas de Pfizer atribuídas a ele e à filha Laura foram injetadas no sistema eletrônico do Ministério da Saúde à sua revelia.

A exemplo do marido, Gabriela Cid foi alvo de busca e apreensão determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Ela frequenta o polo passivo do inquérito sobre as vacinas falsas. Como a família Cid também obteve cartões mutretados de imunização contra a covid, pairam sobre ela, segundo a PF, as suspeitas de infração a medida sanitária preventiva, associação criminosa e corrupção de menores. No seu depoimento, combinado com o marido e com os advogados, a senhora Cid adotou uma estratégia de redução de danos.

Gabriela declarou que o marido “tomava a frente da dinâmica familiar”. Disse “ter certeza” de que Cid não lhe contaria como obteve os cartões fraudados. De acordo com o documento que registra seu depoimento, ela alegou que não sabe se o marido “arquitetou e capitaneou toda a ação criminosa relativa às inserções de dados nos sistemas” do Ministério da Saúde em benefício de Bolsonaro e da filha dele, Laura. Na prática, Gabriela transferiu para Cid a responsabilidade de fornecer as respostas para as interrogações da Polícia Federal.

O estrago está feito. Mauro Cid precisa decidir agora se é mais fiel a Bolsonaro ou à sua companheira. Admitindo que cumpria ordens do ex-chefe ao baixar do aplicativo ConectSus os cartões de vacina de Bolsonaro e de Laurinha, Cid recupera a camiseta. Reconhecendo que o capitão tentou incorporar ao seu patrimônio pessoal as joias sauditas, talvez obtenha de volta a jaqueta. Se esclarecer a origem do dinheiro vivo que pagava as despesas de Michelle, Cid pode reaver a roupa de baixo.

Quanto às calças da farda, a recuperação será mais difícil. A carreira militar do coronel que sonhava com o generalato foi para as cucuias. Por enquanto, Cid continua recebendo o soldo. Coisa de R$ 26,2 mil por mês. Entretanto, o Exército terá dificuldades para justificar a manutenção da remuneração depois que for proferida uma sentença que, a essa altura, tornou-se incontornável. Condenado, Cid talvez tenha que vestir roupas de paisano. O traje será menos amarfanhado se o quase ex-coronel se convencer de que precisa compartilhar suas culpas com Bolsonaro.

Michelle adota a ética transigente de parlamentar antes de obter um mandato

Com as finanças pessoais em desalinho, Michelle Bolsonaro atribui à perseguição política a conversão dos seus gastos em caso de polícia. “Percebi que os ataques a mim aumentaram quando levantaram a possibilidade de uma candidatura”, disse ela à revista Veja, antes de converter a hipótese de entrar para a política numa ameaça real: “Hoje estou no PL porque acredito no propósito, na missão. Estou lá para ajudar o partido do meu marido e porque eles me veem com esse potencial de influenciar outras mulheres. Agora, se no meio do caminho o meu coração arder, eu posso vir a ser candidata a um cargo do Legislativo.”

Toda farsa tem dois gumes. Antes mesmo de obter o primeiro mandato, madame incorpora a oratória prática que costuma permear os discursos de parlamentares que enxergam as vantagens de trocar os extremos de ascese e culpa por uma moral fluida e transigente. Max Weber batizou essa moral utilitária de ética da responsabilidade, oposta à ética da convicção, que seria a dos santos e profetas. A diferença entre as duas éticas está na posição dos meios e dos fins. Na ética da convicção meios e fins se mostram indistinguíveis, como se fossem uma coisa só, enquanto que na ética da responsabilidade aparecem separados e em estado de constante fricção.

Casada com um sujeito “pão duro”, avesso à ideia de homenagear a companheira com um cartão de crédito, Michelle usava o cartão vinculado à conta corrente da amiga Rosimary Cardoso Cordeiro. A Polícia Federal descobriu que as faturas eram liquidadas em dinheiro vivo pelo coronel-pagador Mauro Cid. “Nunca me pediram explicações”, queixa-se a ex-primeira dama. “Uso esse cartão desde 2011. Eu era quebrada. Em 2007, casei com o Jair, fui para o Rio de Janeiro. Tenho três irmãos. A minha família é bem simples, e eu sempre cuidei dos meus irmãos.”

Deve-se ao próprio ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, não à Polícia Federal, a maledicência que revolta Michelle. Em conversa vadia com uma das assessoras de madame, pescada pelos investigadores no celular de Mauro Cid, o ex-ajudante de ordens comparou os pagamentos das despesas da então primeira-dama à rachadinha. “É a mesma coisa do Flávio”, disse Cid, numa alusão ao primogênito de Bolsonaro. E Michelle: “O limite do meu cartão de crédito era de R$ 1.800, porque eu não tinha como comprovar renda. Aí essa minha amiga ofereceu um cartão adicional na conta dela, que tinha um limite maior. Eu pagava minha parte na fatura. Tenho todos os comprovantes. Esses achismos destroem a reputação das pessoas.”

A exemplo do marido, Michelle joga Mauro Cid ao mar. Depois de se servir dos bons préstimos do personagem como se ele fosse um estafeta das pulsões patrimonialistas da família, madame alega que não tinha “nenhuma” relação com o coronel. “O meu contato com ele se dava por meio das minhas assessoras. Ele pagava minhas contas pessoais porque era ele que ficava com o cartão da conta-corrente do meu marido. Todo o dinheiro usado pelo coronel para pagar minhas despesas foi sacado da conta pessoal do Jair, dos rendimentos dele como presidente da República. Não tem um tostão de recursos públicos. Temos os extratos para provar isso”.

Pessoas convencionais cuidam das próprias contas. Mas alguma coisa subiu à cabeça de Michelle depois que o marido foi transportado da planície do baixo clero da Câmara para o Planalto. E não foi o bom senso. “Antes do Jair se tornar presidente, eu administrava as contas da nossa casa”, declarou madame. “Quando chegamos no Alvorada, tinha essa figura para fazer esse trabalho. Pagar as despesas do dia a dia. A gente tinha vários eventos, uma demanda muito grande de trabalho, então a gente deixava tudo na planilha. Eu passava para a minha assessora, que passava para o Cid, que tinha acesso ao cartão pessoal. Ele sacava e pagava a manicure ou cabeleireiro, um dinheiro para o lanche das crianças”.

Falta ao lero-lero de Bolsonaro e de Michelle o complemento documental. No gogó, madame dispõe de “todos os comprovantes” de suas compras. E o marido “pão duro” disporia de extratos bancários capazes de comprovar a origem lícita das verbas que, em plena era do Pix, o coronel Cid convertia em moeda sonante nos saques contínuos e fracionados que realizava num terminal instalado nas dependências do Planalto. Por enquanto, serviu-se à platéia apenas a saliva. Notas e extratos ainda não chegaram à vitrine.

Michelle disse meia dúzia de palavras também sobre as joias sauditas apreendidas por fiscais da Receita na alfândega de Guarulhos. “O erro aconteceu no fato de a assessoria do Ministério de Minas e Energia não ter comunicado à minha assessoria, já que era um presente endereçado à primeira-dama. A gente nunca ficou sabendo disso.” Engano. O “erro” foi bem outro. Entregues ao então ministro Bento Albuquerque, que representara Bolsonaro em viagem à Arábia Saudita, os diamantes foram escondidos na bagagem de um assessor que, ao desembarcar, tomou a fila dos viajantes que não têm “nada a declarar” ao Fisco. Por uma emboscada da sorte, o logro foi detectado pelo aparelho de raio-x.

Na versão de Michelle, se o Ministério de Minas e Energia, então chefiado por Bento, tivesse entrado em contato, sua assessoria “com certeza iria verificar os trâmites legais para ficar com o presente ou colocar no acervo da Presidência”. Novo engano. Não havia dúvida quanto à propriedade da mercadoria. As joias pertenciam à União. Conforme esclareceram os fiscais ao próprio Bento, bastaria um ofício convencional para que fossem liberadas e incorporadas ao patrimônio público.

Os fatos demonstraram que tampouco havia dúvida quanto ao desejo do casal Bolsonaro de se apropriar do embrulho. A ânsia da apropriação indébita tornou-se real com um pacote de joias masculinas. Trazido pela mesma comitiva, o estojo destinado a Bolsonaro cruzou a alfândega na bagagem de Bento. Na sequência, foi surrupiado pelo capitão. A mercadoria estava num depósito na casa do amigo Nelson Piquet quando o Tribunal de Contas da União ordenou que fosse devolvida.

Ecoando o marido, Michelle referiu-se às joias afanadas com desdém: “No final de 2022, chegou aquele kit masculino no Alvorada. Se chegou ali, já tinha passado por todo um trâmite da Presidência da República. Ele ficou uns três dias em cima da mesa. Nós tínhamos um aparador no qual ficavam todos os presentes que subiam da ajudância de ordem. Quando eu abri, pensei: ‘Não é nem a cara do Jair. Abotoadura, ele não usa’.”

Mal comparando, Michelle fala como um parlamentar novato, desses que se candidatam ao Congresso imaginando-se portadores de uma vocação para a vida pública. Pessoas assim ardem no desejo de servir ao povo. Mas as boas intenções se esvaem quando caciques e raposas da política apresentam as mumunhas aos recém-chegados. No caso de madame, a adaptação precede a candidatura. É como se o trânsito pelos subterrâneos do Planalto e do Alvorada propiciasse à mulher de Bolsonaro uma espécie de curso de formação na baixa política.

Nesse contexto, meios e fins acabam se confundindo, como se fossem a mesma coisa. Calouros e veteranos se tornam indistinguíveis. Envoltos numa mesma bruma de mordomias e verbas, todos os gatunos são pardos. Michelle ainda não notou. Mas, na retórica, tornou-se uma típica parlamentar brasileira. Grosso modo falando. O coração de madame arde. Só falta o mandato.


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