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Mato Grosso do Sul

Trânsito em MS teve uma morte a cada 25 horas em 2024

Com aumento de 2,7% no número de vítimas fatais em relação a 2023, estatísticas revelam perfil das vítimas e desafios na prevenção de acidentes

Publicado em 25/12/2024 10:42 - Semana On

Divulgação Foto: Anaurelino Ramos/Vale do Ivinhema Agora

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O trânsito em Mato Grosso do Sul segue sendo uma das principais causas de mortes evitáveis no estado. Dados atualizados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que, em 2024, a média de óbitos nas vias estaduais chegou a 0,92 por dia – ou seja, uma morte a cada 25,5 horas. O número, que já supera o total registrado em todo o ano de 2023, revela o crescimento de 2,7% nas fatalidades, com 337 vítimas fatais até 25 de dezembro.

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O mês mais violento até o momento foi novembro, com 38 mortes em apenas 30 dias, o que corresponde a uma média de um acidente fatal a cada 18,9 horas. Esses números refletem a complexidade de um problema que combina fatores estruturais, comportamentais e institucionais, desafiando gestores e sociedade a buscar soluções integradas.

As estatísticas da Sejusp oferecem um panorama das principais vítimas do trânsito no estado, destacando marcantes desigualdades de gênero e idade:

  • Por sexo: 67,36% dos mortos eram homens, enquanto 28,78% eram mulheres. A pequena parcela restante (3,86%) não teve o gênero identificado.
  • Por faixa etária: Adultos (45,10%) lideram a triste estatística, seguidos por idosos (23,15%) e jovens (18,40%). Adolescentes e crianças representam 5,04% e 4,45%, respectivamente, enquanto 3,86% dos casos não tiveram idade registrada.

Esse perfil revela não apenas a predominância de vítimas masculinas, frequentemente associada à maior exposição ao risco devido à condução de veículos, mas também a vulnerabilidade de idosos, que podem sofrer consequências mais graves em acidentes devido à fragilidade física.

A dimensão do problema

Os números de Mato Grosso do Sul refletem uma tendência preocupante que ultrapassa os limites do estado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem no trânsito a cada ano no mundo, sendo os acidentes viários a principal causa de morte entre jovens de 5 a 29 anos. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, são aproximadamente 30 mil vidas perdidas anualmente, consolidando o país entre os líderes mundiais em fatalidades no trânsito.

Especialistas apontam que o problema está ligado a uma combinação de fatores, incluindo infraestrutura inadequada, falta de fiscalização, desrespeito às leis de trânsito e comportamentos de risco, como excesso de velocidade e direção sob efeito de álcool.

O que precisa mudar?

A redução de mortes no trânsito exige ações coordenadas entre governo, sociedade civil e indivíduos. Especialistas como o urbanista Carlos Leite destacam que “investir em segurança viária não é apenas um compromisso com a vida, mas também uma política econômica inteligente, pois reduz os custos sociais e de saúde pública associados aos acidentes”.

Medidas como a melhoria da sinalização, instalação de radares, educação no trânsito e campanhas de conscientização têm impacto direto na redução de acidentes. Outro ponto crítico é o fortalecimento da fiscalização, incluindo o uso de tecnologias como câmeras inteligentes e testes mais frequentes para coibir infrações graves.

O papel de cada cidadão

Embora políticas públicas sejam essenciais, cada cidadão tem um papel fundamental na construção de um trânsito mais seguro. Respeitar limites de velocidade, evitar o uso de celular ao volante, utilizar equipamentos de segurança e seguir as normas de trânsito são atitudes simples, mas que podem salvar vidas.

Com 2024 caminhando para ser mais um ano sombrio no trânsito sul-mato-grossense, os dados da Sejusp devem ser um alerta para que todos, desde motoristas até gestores públicos, atuem para reverter esse cenário. Afinal, cada número nesta estatística representa uma vida interrompida, com impactos devastadores para famílias e comunidades.


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