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Mato Grosso do Sul

Surto de sarampo na Bolívia e no Paraguai acende alerta em MS

Países vizinhos já registraram 244 casos confirmados da doença

Publicado em 15/08/2025 12:34 - Semana On

Divulgação Reprodução

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O avanço do sarampo em países vizinhos levou o estado de Mato Grosso do Sul a adotar medidas emergenciais para conter o risco de reintrodução da doença. Com fronteiras diretas com a Bolívia e o Paraguai, o estado brasileiro intensificou ações de prevenção diante do cenário preocupante no continente sul-americano.

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Segundo dados oficiais, a Bolívia enfrenta um surto epidêmico com 237 casos confirmados e decretou emergência nacional. No Paraguai, o Ministério da Saúde confirmou 7 casos, todos em pessoas não vacinadas.

Embora o Brasil esteja sem registros de sarampo em Mato Grosso do Sul desde 2020, o risco de reintrodução do vírus se intensificou com a circulação ativa da doença nos países vizinhos. O estado brasileiro, portanto, passou a seguir protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde para barrar o avanço do vírus.

Entre as medidas adotadas estão:

– Aplicação da “dose zero” da vacina contra o sarampo em bebês de 6 a 11 meses e 29 dias, faixa etária que ainda não está incluída na rotina de vacinação, iniciada oficialmente aos 12 meses;

– Bloqueios vacinais em contatos de casos suspeitos;

– Busca ativa de pacientes com sintomas característicos da doença;

– Campanhas educativas com foco na conscientização sobre sintomas, prevenção e importância da vacinação.

A reintrodução do vírus preocupa também pelo histórico recente: o Brasil recebeu em novembro de 2023 o certificado de país livre do sarampo, após surtos anteriores entre 2018 e 2019. No entanto, a queda da cobertura vacinal, impulsionada por movimentos antivacina e desinformação, tem gerado novos focos da doença em diversas partes do mundo.

Entenda o sarampo

O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, causada pelo Morbilivirus, transmitida por vias respiratórias, geralmente por gotículas de tosse ou espirro. Estima-se que uma pessoa infectada possa transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.

Os sintomas geralmente aparecem em até 12 dias após o contágio e incluem:

– Febre alta

– Manchas avermelhadas na pele

– Tosse seca

– Mal-estar

– Conjuntivite

– Coriza

– Falta de apetite

A doença pode levar a complicações graves, como pneumonia, encefalite, desidratação e até à morte, especialmente em crianças pequenas e pessoas não vacinadas.

A importância da vacinação

A principal forma de prevenção continua sendo a vacina, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há três versões:

– Dupla viral: sarampo e rubéola

– Tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola

– Tetra viral: sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora)

A vacinação é indicada para pessoas entre 12 meses e 59 anos, com aplicação da “dose zero” em situações especiais, como em áreas de risco, para crianças a partir dos 6 meses de idade.

Brasil: de exemplo global à queda na cobertura

O Brasil já foi referência internacional em imunização, graças ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, que conseguiu eliminar doenças como poliomielite, sarampo e rubéola. No entanto, desde 2015, a cobertura vacinal vem caindo, o que reverte os avanços obtidos e abre brechas para o retorno de doenças erradicadas.

Diante do novo cenário sul-americano, especialistas reforçam: vacinar é um ato coletivo, responsável e essencial para a saúde pública.

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