Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Mato Grosso do Sul
Riedel manda recado ao PT: Ninguém é insubstituível”
Publicado em 20/08/2025 9:41 - Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
Em evento realizado ontem (19), em Brasília, foi formalizada a criação da União Progressista (UP), federação partidária que une Progressistas (PP) e União Brasil, e que passa a ser considerada a maior força política do país. Em Mato Grosso do Sul, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi confirmada como presidente regional da federação, tendo como vice a deputada Rose Modesto (União Brasil).
CLIQUE PARA SEGUIR A SEMANA ON NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO WHATSAPP
A cerimônia de lançamento contou com a presença de diversas lideranças nacionais. A direção nacional da UP será compartilhada entre o senador Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), numa aliança que consolida 109 deputados federais, 15 senadores, 186 deputados estaduais, 4 deputados distritais, 1.335 prefeitos e 12.398 vereadores — além do comando de quatro ministérios: Turismo, Integração Nacional, Comunicações e Esporte.
Durante a primeira convenção nacional da nova federação, Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da bancada federal sul-mato-grossense e indicou que o grupo pretende lançar candidatos alinhados à ideologia progressista nas eleições de 2026. “As próximas eleições serão difíceis, mas no meu estado, presidente Ciro e colegas, vamos eleger uma bancada comprometida com a ideologia do nosso partido”, afirmou.
A deputada Rose Modesto, por sua vez, destacou que, embora os partidos mantenham sua independência, irão atuar em conjunto para formação de chapa. “Fico muito tranquila no sentido da independência para defender o que acredito e tecer críticas ao que não vai bem”, declarou. Rose segue na presidência do União Brasil em MS.
No mesmo dia, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, oficializou sua filiação ao Progressistas, encerrando sua trajetória no PSDB. A adesão à UP fortalece sua posição para a reeleição em 2026, ampliando seu tempo de TV e acesso ao fundo partidário das duas siglas.
Nova configuração política em MS
Com a oficialização da federação, o grupo passa a contar com três deputados estaduais (Gerson Claro e Londres Machado, do PP, e Roberto Hashioka, do União Brasil) e um deputado federal (Luiz Ovando, Progressistas) sob a bandeira da UP. O número de prefeitos alinhados à federação no estado chega a 17.
Além disso, o ex-governador Reinaldo Azambuja deve assumir o comando estadual do PL em setembro, consolidando ainda mais o bloco governista em torno da UP.
Críticas ao STF e sinal amarelo ao PT
Em Brasília, o governador criticou abertamente o Supremo Tribunal Federal, referindo-se à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro como um “excesso judicial”. Questionado sobre possíveis reações do PT local, Riedel foi direto: “Tenho um Estado para tocar. Pessoas não são insubstituíveis. Eles estão ali cumprindo uma missão do nosso plano de governo. Fiquem muito à vontade.”
A fala evidencia o distanciamento entre o governo estadual e os quadros petistas que compõem sua base, acendendo o alerta para uma possível saída do partido da aliança.
Ao migrar para a União Progressista, Riedel articula um movimento estratégico que alia musculatura partidária a recursos de campanha. Deixa para trás o PSDB, onde era o último governador do partido no país, mas mantém apoio de sua estrutura política local — composta por três deputados federais, seis estaduais, cerca de 70 prefeitos e 300 vereadores.
No discurso de estreia na nova federação, Riedel afirmou estar alinhado a um “projeto definido, claro e com horizonte longo”, defendendo que o Brasil precisa sair do “redemoinho” político e retomar o protagonismo internacional. “Enquanto o mundo discute hegemonia geopolítica, o Brasil segue patinando”, disse.
A UP também sinalizou que terá candidatura própria à Presidência da República. O governador Ronaldo Caiado (GO), nome cotado para disputar o Planalto, participou do evento, assim como o ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes, que também discursou.
O governador concedeu uma entrevista exclusiva ao site Campo Grande News. Confira a seguir.
Qual o reflexo da federação União Brasil e PP nas eleições do ano que vem? O senhor vai ter apoio de uma frente mais forte?
“Acho que são forças e grupos políticos no Estado que se unem com o mesmo pensamento em relação a como conduzir políticas públicas dentro de um governo. A gente está falando de prosperidade, de inclusão, de desenvolvimento, de educação, erradicação da pobreza pelo desenvolvimento, pela educação. Então são valores de uma administração eficiente, que tem que buscar cada vez mais isso. O povo sul-mato-grossense, o povo brasileiro não aceita mais aumento de imposto. Aqui no Estado nós não aumentamos. Estamos combatendo dia e noite o mau uso do recurso público. Eu acho que essa é a agenda que nos une em torno desse futuro que a gente quer ver para o Estado.”
A federação tem quatro ministros no governo federal e isso foi criticado no evento que formalizou a federação. Eles devem sair?
“É uma decisão que tem que ser tomada pelos partidos. Sem dúvidas nenhuma, que como foi dito aqui, os partidos que tem essa posição tem que repensar sua participação no governo. Essa é a minha opinião pessoal. Mas acho que a partir de agora temos que sentar e discutir com muita maturidade dentro dos partidos para poder definir as atitudes de cada um. Isso é natural da política e do processo democrático.”
Em Mato Grosso do Sul o senhor também tem problemas semelhantes. O PT sai ou não sai do governo?
“Eu não tenho problema com o PT, acho que é o PT quem tem problemas comigo.”
Mas tem um tempo para definir essa questão?
“Eu cheguei de viagem no sábado. Eu acompanhei todo esse processo pela imprensa. Ninguém do PT entrou com contato comigo.”
Não é uma demanda?
“Não houve a demanda ainda. Eu tenho um Estado para tocar. Estou à disposição para dialogar com o PT, sobre o que eles discutiram, o que questionaram do meu posicionamento. Eu não mudo. Acho que, o que eu botei na minha rede social, eles usaram isso como argumento e cobraram a saída dos membros do PT. A gente tem um projeto de governo, um plano. Pessoas não são insubstituíveis. Então, eles estão ali cumprindo uma missão do nosso plano de governo. Fiquem muito à vontade. É uma decisão que o PT colocou, mas ninguém veio conversar ainda.”
Quem comandará a federação em Mato Grosso do Sul?
“A presidência da federação no Mato Grosso do Sul está com a senadora Tereza Cristina. Eu sou vice-presidente nacional do PP, hoje de manhã definiram isso na convenção. E a gente segue com um grupo político presente nessa federação lá no Estado.”
O senhor esteve hoje com o governador de são Paulo, Tarcísio de Freitas no mesmo evento. É um bom candidato à presidência?
“Excelente candidato. Eu acho que nós temos nomes hoje, fruto desse conjunto de governadores que vem desempenhando um bom trabalho, que é fundamenta, gente que pensa num Brasil diferente. E o governador Tarcísio é um deles, né? Estava aqui com o governador (Ronaldo) Caiado, tem o governador Ratinho (Junior), com o governador Eduardo Leite, com o governador (Romeu) Zema. Veja que tem um conjunto de governadores que podem assumir essa responsabilidade. O mais importante é o diálogo, estarmos conversando em torno desse projeto, conversar em torno de uma discussão de Brasil, de uma agenda para o Brasil, que é o que eu mais sinto falta. A gente precisa de reformas estruturantes, a gente precisa de modernizar a administração pública e isso não é falado hoje, não é discutido. E é isso que eu tenho colocado não só no PP, no PSDB, no União, e o governador Tarcísio tem essa mesma visão –, olhando o Brasil para frente.”
Qual a importância da federação para a política de Mato Grosso do Sul?
“São dois momentos: primeiro a migração no PP e hoje a consagração da federação União-PP. É um movimento natural. O Brasil mudou, as coisas estão avançando num cenário complexo do ponto de vista político, para o Brasil, e econômico também. E no PP, não tenho dúvida que no Estado de Mato Grosso do Sul, sob a liderança da senadora Tereza Cristina e União Brasil sob a liderança da Rose Modesto, a gente reunirá essas forças políticas aliadas ao PL e outros partidos. O Reinaldo Azambuja vai assumir o PL. A gente vai montar uma frente de discussão para o desenvolvimento do Estado e continuar um trabalho de melhoria cada vez mais das políticas públicas para o Mato Grosso do Sul.”
A estrutura do PSDB no Estado deve acompanhar o seu grupo?
“O PSDB continua sendo um partido extremamente representativo em Mato Grosso do Sul. Tem mais de 300 vereadores, mais de 40 prefeitos, 3 deputados federais, uma bancada fora do pacto estadual e continua sendo extremamente importante para a base política do Estado e para o futuro do Estado. Certamente uma frente partidária vai estar sendo discutida. Agora é importante a gente lembrar que o que está acontecendo é consequência de um redesenho da política nacional. Quando foi feita a reforma política, foi pensada na cláusulas de barreira e na diminuição dos 35 partidos existentes. Não dá mais para conviver com isso e o que está acontecendo nesse momento reflete isso. E o PSDB tem tudo para se reestruturar em nível nacional porque é um partido que tem uma história fantástica. Mas nesse momento entendemos que a federação em torno desses partidos seria o melhor para o processo político que está pela frente.”
O senhor acha que Reinado Azambuja está tomando uma boa decisão política indo para o PL?
“Está fazendo uma boa opção. Acho que é um novo momento, inclusive, para o PL, que é um partido grande, é um partido que tem posições claras. E acho que a experiência política do Reinaldo, na sua trajetória de vida e o compromisso que ele tem com o Estado, só reforça essa característica para o PL. Acho que o PL, com a entrada do Reinaldo, trazendo toda essa bagagem política, liderança que ele tem, vai ajudar muito em Mato Grosso do Sul o processo nessa frent
Deixe um comentário