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Mato Grosso do Sul
Projeto abrange cinco rodovias estratégicas no leste de Mato Grosso do Sul
Publicado em 28/08/2025 9:18 - Semana On
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Com um investimento previsto de R$ 10,1 bilhões ao longo de 30 anos, a concessão da chamada Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul, avança após a desclassificação da empresa vencedora do leilão e a convocação do Consórcio Caminhos da Celulose para assumir o projeto. O novo grupo deverá apresentar a documentação exigida no dia 3 de setembro de 2025, na sede da B3, em São Paulo.
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A concessão envolve um pacote robusto de infraestrutura rodoviária com mais de 870 quilômetros de extensão, abrangendo cinco trechos estratégicos que conectam o leste do estado — região com maior crescimento agroindustrial de MS — aos centros logísticos e polos de exportação. O projeto é conduzido pelo Governo estadual por meio do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE).
O objetivo da concessão é acelerar obras de reestruturação, operação e manutenção da malha viária, garantindo maior segurança e fluidez ao tráfego, além de reduzir custos logísticos para o setor produtivo, especialmente o de celulose, que movimenta bilhões em exportações a partir de Três Lagoas, cidade que já desponta como polo industrial da região Centro-Oeste.
Rodovias contempladas e obras previstas
A concessão engloba trechos das rodovias federais BR-262 e BR-267 e das estaduais MS-040, MS-338 e MS-395. Juntas, essas vias compõem a espinha dorsal do leste sul-mato-grossense. Os trechos contemplados são:
As intervenções são extensas e visam transformar significativamente a malha viária existente. Estão previstas:
Essas melhorias visam não apenas otimizar a logística regional, mas também aumentar os padrões de segurança viária — um gargalo histórico em estradas do Centro-Oeste, muitas das quais operam em situação precária, com altos índices de acidentes.
Impacto econômico e logístico
Do total de R$ 10,1 bilhões previstos no contrato, R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras de capital e R$ 3,2 bilhões para custeio operacional e manutenção da malha. Só o consórcio Caminhos da Celulose, convocado após a desclassificação da vencedora original, ofereceu R$ 195,6 milhões como contrapartida de outorga, com um desconto de 8% na tarifa de pedágio prevista.
A expectativa é de que a concessão acelere o escoamento da produção de celulose, grãos e carnes — principais produtos da balança comercial do estado — conectando polos de produção a corredores de exportação. O impacto será particularmente sentido na região do Bolsão, responsável por parte significativa do crescimento industrial sul-mato-grossense nos últimos anos.
A instalação de passagens de fauna e alargamento de pontes também demonstra preocupação ambiental e integração com áreas de preservação — ponto sensível em grandes obras de infraestrutura no bioma Cerrado.
Próximos passos
A entrega dos documentos por parte do Consórcio Caminhos da Celulose à B3 será o próximo marco do processo. Após validação da proposta, o contrato será formalizado, e a concessionária poderá dar início à fase de execução.
O Governo de Mato Grosso do Sul aposta no projeto como modelo de parceria com o setor privado para alavancar investimentos em logística, desonerar o estado e promover crescimento sustentável. Se implementado conforme previsto, o projeto consolidará a Rota da Celulose como um dos maiores corredores logísticos sob concessão do país.
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