Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Semana On

21/06/2026 - Desde 2009 informando com qualidade

Nos apoie:

Chave PIX:

19.485.790/0001-70

QR Code para doação

Mato Grosso do Sul

Rota da Celulose: concessão garante segurança viária e inovações a MS

Nova ferrovia projeta segurança, economia e integração

Publicado em 08/02/2026 11:16 - Semana On

Divulgação Gov MS

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Foi firmado na sexta-feira (6) o contrato de concessão da Rota da Celulose entre o Governo do Estado e a empresa XP Infra líder do consórcio Caminhos da Celulose, durante cerimônia oficial de lançamento da pedra fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuruí, em Inocência.

SIGA A SEMANA ON NO YOUTUBE, INSTAGRAMFACEBOOK E WHATSAPP

O contrato estipula melhorias e ampliação da capacidade de trechos que integram a Rota da Celulose: as rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267.

Serão investidos R$ 10,1 bilhões em obras e manutenção, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$3,2 bilhões em custos operacionais. Modelada pelo Escritório de Parcerias Estratégicas, a concessão prevê recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade do sistema rodoviário ao longo dos próximos 30 anos.

O contrato prevê diversas obras de melhorias, entre elas 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas, como pontes, viadutos e passarelas; A Rota da Celulose contará ainda com 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.

Dentre as inovações tecnológicas contratuais estão os pórticos de cobrança de pedágio automático (Free-Flow), a pesagem eletrônica dinâmica (HS-WIN), instalação de no mínimo 484 câmeras de reconhecimento óptico de caracteres (OCRs) e sistemas de comunicação com os usuários.

Obras iniciais e cobrança de pedágio

Após a assinatura do contrato, a empresa tem 12 meses para cumprir todas as obras iniciais antes de começar a cobrança do pedágio. As obras iniciais que precisam ser atendidas são para conservação rodoviária do pavimento, como flechas, trincas; sinalização horizontal e vertical para proteção e segurança, recuperação de pontes e viadutos, drenagem, pleno funcionamento de bueiros, valetas, meio-fio, estruturas de contenção, substituição de postes, iluminárias, limpeza e retirada de entulhos de canteiros centrais e de toda faixa de domínio e conservação das edificações existentes.

De acordo com o cronograma do Consórcio Caminhos da Celulose, as obras dos próximos 100 dias compreendem principalmente os dispositivos de segurança viária. Recuperação de 1.680 metros de proteção contínua (defensa metálica), 22,5 km de revitalização da sinalização, 5 mil tachas refletiva e reposição de 490 placas.

O pedágio automático (Free-Flow) não dispõe de cabines de cobrança. O usuário trafega normalmente, sem parar na rodovia. Ao passar pelo pórtico de pedágio a cobrança será realizada conforme a escolha do motorista. As opções são por TAG eletrônica fixa no parabrisa do veículo, site ou aplicativo da concessionária ou mesmo por pontos físicos ao longo da rodovia (postos de atendimento, SAU, postos de combustíveis ou restaurantes credenciados).

Segurança viária e inovações tecnológicas

A concessionária deverá implantar e operacionalizar veículos de inspeção para controle do tráfego, que circularão continuamente no trecho concedido verificando as condições de segurança na rodovia, prestando auxílio aos usuários, detectando ocorrências e acionando recursos necessários ao atendimento.

O contrato prevê também a instalação de pontos de apoio aos usuários (SAU), disponíveis 24 horas por dia, com informações, fraldário e sanitários, água potável, telefones de emergência, acesso à internet, estacionamento e pontos de recarga para carros elétricos.

Serão instalados três Postos de Parada e Descanso (PPD), um posto em cada uma das principais rodovias (MS-040, BR-262 e BR-267). São locais seguros, destinado aos motoristas profissionais para reduzir a fadiga, prevenir acidentes e garantir condições adequadas ao repouso.

As paradas oficiais precisam garantir estacionamento iluminado e com vigilância para evitar roubos de carga. Banheiros limpos com chuveiros disponíveis com água quente e fria, lavatórios e condições sanitárias adequadas para higiene pessoal. Áreas de descanso, refeitórios ou lanchonetes, que permitam conforto e dignidade após longas horas de trabalho.

A medida visa promover segurança nas estradas e preservar as vidas dos usuários. Locais estruturados permitem o cumprimento das 11 horas de descanso diários previstos na legislação, reduzindo drasticamente o risco de acidentes.

Nova ferrovia em MS projeta segurança, economia e integração

Mato Grosso do Sul se consolida como a nova potência mundial da celulose, com investimentos robustos e ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento econômico, estabelecidos com ações e investimentos realizados pelo Governo do Estado. E é nesse cenário que foi lançado na sexta-feira (6) em Inocência a pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, que engloba a fábrica de celulose da Arauco, com construção em andamento.

Primeira ‘short line’ (linhas férreas de pequeno porte, fazendo a ligação de pequenas distâncias, geralmente atendendo fábricas em específico ou núcleos industriais) do Brasil, a nova ferrovia terá 54 km, interligando a Arauco de Inocência à Malha Norte, operada pela Rumo atualmente. A ideia é avançar a integração logística da produção local, dando mais competitividade aos produtos dali exportados através de um modal econômico e seguro.

“A logística é absolutamente necessária para a competitividade das empresas. Essa short line conecta a fábrica a rede da Malha Norte e depois à Malha Paulista. E esse ano teremos a concessão da Malha Oeste, a nossa ferrovia de Mato Grosso do Sul que liga Três Lagoas, Campo Grande e Corumbá à Malha Paulista, desaguando a produção no Porto de Santos”, frisa o governador Eduardo Riedel, durante sua fala no evento do Projeto Sucuriú.

“As investimentos em rodovias, concessões, a Rota da Celulose, tudo isso soma R$ 10 bilhões de aporte próprio do Estado. Só nessa região [Vale da Celulose] o investimento é de R$ 1 bilhão. São rodovias que são fundamentais para ligar pontos de produção às unidades de fabriz e dar segurança para o trânsito das pessoas”, comenta Riedel ao destacar a importância da logística para o desenvolvimento regional e da iniciativa pública nesse setor.

Além de Riedel, também participaram do lançamento da pedra fundamental da ‘short line’ os ministros Renan Filho (Transportes) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), além do presidente da Arauco do Brasil, Carlos Altimiras Ceardi, os secretários Jaime Verruck (Semadesc), Rodrigo Perez (Segov) e Eliane Detoni (EPE), os senadores Tereza Cristina e Nelson Trad Filho, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, e o prefeito de Inocência, Antônio Ângelo Garcia dos Santos, popularmente conhecido como Toninho da Cofap.

No evento foram formalizadas a ordem de início de serviço da obra de construção do gasoduto do Projeto Sucuriú, com mais de R$ 170 milhões em investimentos da MS Gás, e a ordem de início de serviço da obra de implantação e pavimentação asfáltica de dois acessos na rodovia MS-377, obra essa que vai contar com mais de R$ 26,9 milhões em investimentos do Estado.

Além disso, também foi assinado o contrato de concessão para a Caminhos Celulose, consórcio que vai operar as rodovias que formam a Rota da Celulose. “Mato Grosso do Sul se desenvolve, cresce com parcerias e absoluto foco no desenvolvimento, gerando oportunidade para a população”, complementa o governador Eduardo Riedel.

Presidente da Arauco no Brasil, Carlos Alimiras, destacou que as parcerias com o setor privado fundamentais para um olhar de longo prazo, sendo a nova ferrovia um marco legal claro nessas parcerias. “Demonstra flexibilidade em função do que precisamos, pois é muito importante a logística, é essencial para o Brasil desenvolver infraestrutura e logística para que seja muito mais competitivo”, analisa o executivo sobre a consolidação de Mato Grosso do Sul como centro estratégico global de operações da área de celulose.

“Nesses quatro anos o nosso Estado está fazendo história porque tem um governador que teve a capacidade de defender Mato Grosso do Sul. E nós temos que resolver o problema das rodovias e da ferrovia, e isso está acontecendo agora”, afirmou a ministra Simone Tebet. “O Mato Grosso do Sul está em máxima de investimento do Governo Federal, de atração de investimento privado e vai entrar agora para o leilão da Malha Oeste, em máxima de investimento ferroviário. Isso vai aumentar a competitividade. O Estado se aproxima de São Paulo em infraestrutura para exportar aquilo que produz. Então é muito importante”, disse o ministro Renan Filho.

Com previsão de iniciar as operações regulares até o fim de 2027, a fábrica de celulose da Arauco em Inocência estima gerar mais de 14 mil empregos durante sua fase de construção, enquanto cerca de 6 mil vagas entre postos diretos e indiretos devem ser criados na etapa operacional. Para isso, o Projeto Sucuriú engloba outras atividades além do trabalho fabril.

O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou o início da construção de gasoduto que ligará a estação de gás de Três Lagoas à fábrica em Inocência. A obra absorverá investimento total que gira em torno de R$ 170 milhões, assegurados por intermédio da MS Gás. O gasoduto de distribuição de gás natural terá cerca de 125 km de extensão.

Já ferrovia, a primeira ‘short line’ brasileira, foi viabilizada após o novo marco regulatório das ferrovias, instituído em dezembro de 2021. A previsão é de que as obras do ramal sejam concluídas no segundo semestre de 2027, sendo 9 km percorridos no complexo industrial do Projeto Sucuriú e outros 45 km até chegar à Malha Norte. Assim que pronta, 3,5 milhões de toneladas de celulose devem ser escoados anualmente por ali, saindo a Arauco diretamente para os portos do litoral brasileiro – em especial o Porto de Santos.

O investimento é parte de um projeto privado da Arauco que soma US$ 4,6 bilhões e tem como conceito a otimização de custos logísticos. O lançamento da pedra fundamental da ferrovia, assim como os demais empreendimentos autorizados pelo Governo do Estado, representam uma etapa estratégica para a Arauco e para o desenvolvimento econômico e sustentável local.

Caminhos da Celulose

Também foi assinado o contrato de concessão para recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade de trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, que integram a Rota da Celulose.

O contrato foi firmado entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o consórcio Caminhos da Celulose, que ficará responsável pelas cinco rodovias, com investimentos de R$ 10,1 bilhões – somando aí custos de operação (opex) e de aportes para modernizar o serviço (capex) – ao longo de 30 anos. O contrato prevê melhorias como 115 km de duplicações e construção de acostamento em todo o sistema rodoviário concessionado.

MS quer manter maior cobertura vacinal do país e ampliar leitos em hospitais regionais


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *