22/02/2024 - Edição 525

Mato Grosso do Sul

Riedel lança projeto para recuperar 1,3 mil hectares da cabeceira do Rio Taquari

Reflorestamento será realizado com o plantio de 2 milhões de árvores

Publicado em 07/06/2023 9:34 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Para construção de um Estado verde, sustentável e próspero, o governador Eduardo Riedel lançou uma série de programas e medidas que visam a preservação do meio ambiente. Entre eles o projeto de recuperação de uma área de 1,3 mil hectares localizada nas cabeceiras do rio Taquari.

O evento ocorreu no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. “São uma série de ações que mostram que estamos no caminho certo. Dentro daquela visão que o desenvolvimento e a preservação podem caminhar juntos. Não há que separar a questão ambiental, da econômica. Estamos no rumo certo da sustentabilidade”, afirmou o governador.

Riedel destacou que o Governo do Estado não vai tolerar o desmatamento ilegal e vai combater qualquer prática irregular ao meio ambiente com conhecimento técnico, ciência e tecnologia. “O resultado será um Estado próspero e sustentável, não vamos abrir mão destas premissas. Estamos seguindo um caminho seguro, que vai oferecer prosperidade e inclusão para nossa gente”.

As ações divulgadas na terça-feira (06) serão realizadas pelo Governo do Estado, por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

Rio Taquari

O governador lançou o projeto de recuperação do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari. A iniciativa vai reflorestar uma área de 1,3 mil hectares de solo degradado, que fica na cabeceira do Rio. Na primeira fase o investimento será de R$ 5 milhões, tendo o plantio de 2 milhões de árvores.

Chamado de “Sementes do Taquari”, este será o maior projeto de recuperação ambiental em unidade de conservação do Brasil, que contará com apoio de instituições e empresas privadas. “Observa-se a quantidade de empresas privadas neste projeto. Não existe caminho sem integração, por isto temos que alinhar e mobilizar a sociedade a trabalhar conosco, com capital, recursos e interesse em uma mesma direção”, ponderou o governador.

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destacou que o Parque tem 33 mil hectares, e que a função do Estado é proteger esta área e desenvolver ações. “Vamos atuar em 1.300 hectares, que foi fruto de aquisição da Fazenda Continental. Nosso objetivo é fazer a recuperação, que representa 21% do Parque, que é uma área degradada de pastagem”.

Monitoramento

Outro programa lançado é o “Monitor de Geração de Alertas de Desmatamento Ilegal”, que vai poder acompanhar por meio de imagens via satélite a situação do remanescente florestal e assim combater o desmatamento ilegal no Mato Grosso do Sul, usando tecnologia, preparo e análise dos biomas do Estado.

O sistema conta com cinco provedores de imagens, com mais de 200 satélites. Toda a plataforma será monitorada pelos fiscais do Imasul. Assim será gerado os alertas de desmatamento no Estado, cruzando as informações sobre que ações foram autorizadas e que procedimento são ilegais.

“Esperamos que com este monitoramento tenhamos uma redução de até 72% da ação do fiscal dentro do processo, ou seja, vamos otimizar esta fiscalização, com o alto índice de segurança dos dados e imagens. O proprietário terá um prazo de 72 horas para responder a sua notificação”, explicou Borges. Além da vigilância, os dados gerados vão ajudar na avaliação para formação de políticas públicas.

Concurso

Para reforçar o trabalho de preservação do meio ambiente, o Governo do Estado também autorizou a realização de um concurso público para contratação de 99 fiscais de gestão ambiental, que vão atuar no Imasul. Serão vagas para candidatos de ensino médio e superior.

Em breve será lançado o edital com todas as regras do certame. “Estamos fazendo uma reposição de pessoal, com 99 novas vagas para atender tudo isto que estamos propondo aqui, e assim fortalecer as ações voltadas ao meio ambiente. O concurso que deve ser aplicado no segundo semestre”, afirmou o secretário da Semadesc, Jaime Verruck.

Obras e ações

Durante o evento ainda foi lançado o Sistema de Certificação Ambiental (CANI), assim como obras importantes entre elas as reformas da sede do Imasul, no valor de R$ 3,16 milhões e na sede do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, que vai custar R$ 2,85 milhões.

Ainda foi assinada a resolução da segunda etapa do Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais, que abrange as microbacias dos Rios Formoso, Prata, Salobra e Betione. Também foi lançado o “Guia de Aves do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema”.

“Os programas e projetos lançados hoje mostram muito da linha estratégica clara do Governo do Estado, que passa pela sustentabilidade, verde, próspero e digital, com tecnologia, economicidade e eficiência nas atividades, com estes princípios muito bem colocados nas nossas ações”, descreveu Verruck.

Problema antigo

O assoreamento do Taquari é considerado por especialistas um dos maiores desastres ambientais do Brasil. Segundo os profissionais, o rio só será recuperado se houver ações contínuas.

O acúmulo de sedimentos no fundo do rio já dura mais de 30 anos e é provocado pela exploração do Cerrado, como explica o diretor-executivo do Instituto Taquari Vivo, Renato Roscoe.

“O produtor rural naquela época, há quase trinta, quarenta anos atrás, usou o que se tinha de conhecimento na época para abertura dessas áreas, sem se atentar que essas áreas eram muito mais frágeis que as áreas do Cerrado. Por tanto, apontar os responsáveis por isso é muito difícil. Foi um processo histórico de ocupação que acabou gerando os problemas que nós vemos hoje no Rio Taquari”, detalha Roscoe.

Quem vive e cuida da região sente os impactos do problema ambiental. “O Rio Taquari realmente nos entristece pelo acontecido, penalizando a gente pantaneira, a gente do Taquari, a economia daquele lugar, das fazendas e, com certeza, uma perda de biodiversidade irreparável”, comenta o presidente do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Ângelo Rabelo.


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