23/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Riedel: “Energia renovável é estratégica para o Mato Grosso do Sul”

Com a segunda maior produção de etanol de milho do Brasil, Estado receberá investimento de R$ 8,5 bilhões para a construção de fazenda de energia solar

Publicado em 19/04/2023 10:47 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Mato Grosso do Sul vai receber investimento de R$ 8,5 bilhões para a construção da maior fazenda de energia solar do Estado, com 3,5 mil hectares de painéis solares e capacidade de geração de 2,5 gigawatts de energia elétrica.

O anúncio foi feito na terça-feira (18) pelo grupo espanhol Solatio Energia, em reunião com o governador Eduardo Riedel e o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), no estande do Governo de Mato Grosso do Sul na 83ª edição da Expogrande.

“Esse é o Mato Grosso do Sul caminhando com investimento privado, com pessoas que confiam no Estado para que a gente tenha geração de energia limpa, rumo a 2030, com o Estado Carbono Neutro”, afirma o governador Eduardo Riedel. “É uma mudança de paradigma completa. É uma usina gigante, uma das maiores do Brasil, aqui em Mato Grosso do Sul”, frisa. Para Riedel, a energia renovável é estratégica para o Mato Grosso do Sul.

O secretário Jaime Verruck lembrou o histórico das negociações do Governo do Estado com a Solatio Energia para a viabilização do empreendimento e ressaltou o alinhamento da proposta com o MS Renovável, um dos instrumentos da administração estadual para atingir a meta de tornar o território sul-mato-grossense Carbono Neutro em 2030.

“Essas negociações do Governo do Estado com a Solatio começaram em 2016 e hoje se concretizaram com o anúncio da viabilização do empreendimento. Esse é um investimento fundamental para a nossa política de incentivo à geração de energia limpa e renovável em Mato Grosso do Sul”, destaca Jaime Verruck.

Presidente da Solatio Energia, Pedro Vaquer informou que o investimento tem como parceiro a empresa Tradener, que fará a comercialização da energia gerada junto ao mercado livre de energia elétrica. As obras para instalação das placas solares iniciam em setembro deste ano.

“Temos um contrato para início da geração em janeiro de 2025. O conjunto de placas em Cassilândia será conectado à estação de Chapadão do Sul, e o de Paranaíba se conecta com a estação de Inocência. Essa é uma parceria com o Governo do Estado. Mato Grosso do Sul merece um investimento dessa envergadura”, finaliza Pedro Vaquer.

Mesmo com uma usina operando, MS teve a 2ª maior produção de etanol de milho no Brasil

A produção de etanol de milho em Mato Grosso do Sul na safra 2022/23 foi a segunda maior do Brasil. É o que aponta levantamento da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), repassado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

De acordo com a entidade, a produção de apenas uma usina em operação no Estado correspondeu a 21,91% do volume de etanol de milho produzido no país na safra do ano passado.

“Foram 0,71 milhões de metros cúbicos produzidos em Mato Grosso do Sul na safra 2022/23, dentro de uma produção total de 4,38 milhões de metros cúbicos do combustível no país. Segundo a Unem, a estimativa para a safra 2023/24 é de 1,14 milhões de metros cúbicos de etanol de milho produzidos ainda por apenas uma das usinas de etanol instaladas no Estado. A Neomille, em Maracaju, vai iniciar sua produção até o final de 2023, enquanto a Inpasa, em Dourados, já está em operação e pleno funcionamento”, comenta Verruck.

Além de Mato Grosso do Sul, outros quatro estados brasileiros produzem etanol de milho, hidratado e anidro. Mato Grosso lidera o ranking da produção do biocombustível, seguido por MS, GO, PR e SP. Ao todo, o país já conta com 20 usinas de etanol em operação com capacidade instalada de 6 milhões de metros cúbicos na safra 2023/24.

De acordo com a Biosul, a produção total de etanol em Mato Grosso do Sul na safra 2022/23 chegou a 3,2 bilhões de litros, volume 33% maior em relação à safra passada, já com a participação do etanol de milho.

O secretário Jaime Verruck, da Semadesc, reforça que os investimentos atraídos pela administração estadual para a instalação de usinas de etanol de milho em Mato Grosso do Sul “fazem parte da estratégia do governador Eduardo Riedel de ampliar e fomentar a diversificação da matriz energética a partir de fontes de energia limpa e renovável no Estado, contribuindo para atingir a meta de tornar Mato Grosso do Sul um território Carbono Neutro em 2030”.

Mato Grosso do Sul já é um exportador de energia renovável

Mato Grosso do Sul mudou a realidade da sua matriz energética nos últimos oito anos e atualmente é um exportador de energia renovável. A afirmação foi feita por Jaime Verruck, durante o Circuito de Palestras SHOWPEC, realizado na Expogrande 2023. Ele participou como debatedor da mesa redonda do evento, que teve como tema de Crédito de Carbono Neutro.

As pautas segundo o secretário foram muitos assertivas diante do momento que o Estado está vivendo. “Acho importante destacar o avanço que o estado de Mato Grosso do Sul tem primeiro na sua matriz energética. Foi apresentado que hoje mudamos uma realidade nos últimos oito anos da matriz energética sul-mato-grossense com o aumento da oferta e hoje o MS é um exportador de energia renovável”, salientou Verruck.

Ele enfatizou que isto ficou evidente nas palestras apresentadas no evento, que abordaram as tecnologias desenvolvidas na área de do Biogás e Biometano. “Temos hoje especificamente em relação ao agro, a suinocultura que se destaca na produção de biogás e também em relação a vinhaça que tem se tornado aí uma grande alternativa de geração de biogás. Já temos uma empresa, no caso a Adecoagro apresentando a tecnologia e o uso já dos veículos a biometano no estado de Mato Grosso do Sul”, acrescentou.

Verruck frisou grande fronteira do conhecimento que temos de desenvolver a atividade. “Mas um foco principal é como o agricultor sul-mato-grossense que tem investido em sustentabilidade e consegue se apropriar desses ganhos seja do crédito de carbono ou seja das medidas de sustentabilidade. Temos programas de incentivo fiscais à agricultura e à pecuária que caminham no sentido de buscar cada vez mais mecanismos de sustentabilidade para remunerar o produtor, seja na avicultura, na suinocultura e na própria bovinocultura.

“Acho que essa é uma linha que o governo está adotando e também todo esse arcabouço estratégico que o projeto do Estado 2030 como Carbono Neutro tem gerado. Nós estamos criando um ecossistema de inovação voltado pra questão da sustentabilidade, mostrando aí que o Mato Grosso do Sul é uma referência tanto pública mas também uma referência no setor privado e em pesquisa no MS”, finalizou.


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