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Mato Grosso do Sul

Riedel destaca incentivo ao consumo de GNV: economia média é de 40%

Com foco na geração de biocombustível, nova usina de etanol de milho começa a funcionar este ano em MS

Publicado em 23/08/2023 12:25 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Com o recente aumento nos preços da gasolina e diesel, abastecer com o GNV (Gás Natural Veicular) está ainda mais vantajoso para o motorista. De acordo com a MSGÁS, o gás natural já tinha custo menor, teve uma redução de 4% no início de agosto e agora, diante da recente alta da gasolina e do diesel, tornou-se o combustível ainda mais competitivo.

Além dos benefícios em relação à política de preços, o uso do gás natural em Mato Grosso do Sul está ancorado em um leque de incentivos, que passam pela isenção de 100% do IPVA, redução da alíquota do ICMS de 17% para 12%, isenção de taxas de vistoria e documentação cobradas pelo Detran e Inmetro, incluindo a anistia de multas e concessão de vale-combustível no valor de R$ 1 mil, suficiente para rodar 3 mil quilômetros. Ações desenvolvidas pelo Governo do Estado.

O “Voucher GNV Gás” incentivado pelo Plano Estadual de Controle da Poluição e de Desenvolvimento Tecnológico começou a ser distribuído na semana passada aos motoristas que fizeram as conversões em seus veículos.

Segundo a área técnica da MSGÁS, o uso do gás natural pode proporcionar economia de mais de 40% em veículos leves. São muitas as vantagens de se instalar o kit GNV, pois, além de ser mais econômico, o gás natural é menos poluente quando comparado a outros combustíveis fósseis.

Comparado com a gasolina e o álcool, a redução nos gastos com abastecimento fica entre 50% a 70% e o carro convertido passa a ser bicombustível, podendo utilizar GNV ou o combustível original.

Em simulação prática, abastecendo o veículo com R$ 50,00, é possível percorrer 167 km com GNV (R$ 4,19); o mesmo valor aplicado à Gasolina (R$ 5,40) a autonomia cai para 92 km; e no Etanol (R$ 3,65) 95 km. O comparativo leva em consideração a base de preços praticados nesta semana, em Campo Grande.

Um aspecto importante que deve ser levado em consideração nos veículos de passeio é a eficiência e o rendimento do GNV, que rende o dobro do etanol. Se um automóvel que utiliza GNV consegue rodar em média 14 quilômetros por metro cúbico, na comparação com etanol ele percorre, em média, apenas 7 quilômetros por litro, enquanto com gasolina são somente 10 quilômetros por litro.

De acordo com levantamento o GNV emite 20% a menos de gás carbônico (CO2) do que a gasolina e 15% menos em relação ao etanol. Apesar de não ser uma energia renovável, é considerada limpa. “O GNV tem vantagem em relação a gasolina e etanol, por ter menos emissão de gases poluentes. Ele também se enquadra na política estadual de neutralização do carbono até 2030, que é uma das metas do Governo do Estado”, ressalta o diretor-presidente da MSGÁS, Rui Pires dos Santos.

“Esperamos que, com a política de incentivos, sejam convertidos mil veículos, somente em Campo Grande, elevando assim o consumo em 100% de GNV, passando de 270 mil para 540 mil metros cúbicos/mês”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Foco na geração de biocombustível

A produção de biocombustíveis e a geração de energia limpa avança em Mato Grosso do Sul. Até o fim do ano a usina de etanol de milho, Neomille, em Maracajú, inicia as atividades de sua planta que recebeu investimento de R$ 1,080 bilhão e quando estiver concluída deverá gerar 180 empregos diretos.

“Nós tivemos a informou que as obras caminham para finalização. Está dentro da estratégia do Estado de fazer uma agregação de valor as suas matérias-primas. E aliado ao crescimento econômico, também temos a geração de empregos”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

A Neomille é um empreendimento da CerradinhoBio, maior complexo produtor de bioenergia da América Latina, com unidades industriais em Chapadão do Céu (GO). Durante o período das obras, que teve início em 2022, a construção empregou 1,5 mil pessoas de forma direta e a previsão é que com o início das atividades, outros 500 empregos indiretos surjam com serviços terceirizados.

“Nós estamos finalizando a planta de processamento de milho para produção de etanol. É um investimento de R$ 1,080 bilhão que está andando de acordo com o que a gente tinha no plano, tanto no ritmo das obras quanto de custo. Devemos concluir no fim do ano, muito provavelmente em dezembro”, afirmou o presidente da Neomille, Nelson Motta.

A usina está instalada às margens da rodovia MS-157 em uma área de 115 hectares. A meta de processamento anual é de 1,2 milhão de toneladas de milho ao final de todo o processo de implantação da usina, com a produção de 510 mil metros cúbicos/ano de etanol, além de subprodutos como o DDG, ou farelo de milho (310 mil toneladas/ano), gerar 100 Gigawatts de energia e produzir óleo de milho (22 mil metros cúbicos/ano).

“Nós vamos moer 600 mil toneladas de milho, já estamos recebendo e estocando. A mesma coisa com cavaco de eucalipto que é o que vai tocar as nossas caldeiras. A gente já está recebendo e são 250 mil toneladas por ano”, disse Motta.

“A empresa vem fazendo processamento da matéria-prima disponível que é o milho, transformando esse milho em etanol e DDG. Também, como bem colocada a questão da biomassa. O volume necessário de biomassa para tocar uma fábrica dessas é significativo. Então também a empresa teve que criar toda uma estrutura de biomassa. E o município de Maracajú diversifica sua base de produção. E a notícia importante é que o MS passa, nos próximos meses, a ter mais uma indústria que será inaugurada, de processamento de milho”, finalizou Verruck.

Etanol de milho 

Em abril deste ano, levantamento da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), repassado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), apontou que a produção de etanol de milho em Mato Grosso do Sul na safra 2022/23 foi a segunda maior do Brasil.

A entidade apontou que a produção de apenas uma usina em operação no Estado correspondeu a 21,91% do volume de etanol de milho produzido no País na safra do ano passado.

Foram 0,71 milhões de metros cúbicos produzidos em Mato Grosso do Sul na safra 2022/23, dentro de uma produção total de 4,38 milhões de metros cúbicos do combustível no Brasil. Segundo a Unem, a estimativa para a safra 2023/24 é de 1,14 milhões de metros cúbicos de etanol de milho produzidos ainda por apenas uma das usinas de etanol instaladas no Estado – a Inpasa, em Dourados.

Além de Mato Grosso do Sul, outros quatro estados brasileiros produzem etanol de milho, hidratado e anidro. Mato Grosso lidera o ranking da produção do biocombustível, seguido por MS, GO, PR e SP. Ao todo, o país já conta com 20 usinas de etanol em operação com capacidade instalada de 6 milhões de metros cúbicos na safra 2023/24.

A produção total de etanol em Mato Grosso do Sul, de acordo com a Biosul, na safra 2022/23 chegou a 3,2 bilhões de litros, volume 33% maior em relação à safra passada, já com a participação do etanol de milho.

Os investimentos atraídos pela administração estadual para a instalação de usinas de etanol de milho em Mato Grosso do Sul, ajudam a ampliar e fomentar a diversificação da matriz energética a partir de fontes de energia limpa e renovável no Estado, contribuindo para atingir a meta de tornar Mato Grosso do Sul um território Carbono Neutro até 2030.


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