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Mato Grosso do Sul
Parceria do governo com organização internacional incentiva pesquisa no setor agropecuário
Publicado em 09/12/2024 11:39 - Semana On
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Para incentivar e fortalecer as pesquisas e o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado, o governador Eduardo Riedel criou uma série de medidas que vão impulsionar o setor. A proposta institui o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI/MS), o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCT&I/MS) e o Fundo Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Funecti), criando um marco legal para incentivar a pesquisa e o empreendedorismo tecnológico no Estado.
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O projeto de lei enviado pelo Governo do Estado foi aprovado, em segunda votação, de forma unânime pelos deputados estaduais. O próximo passo é a sanção da nova lei pelo governador Eduardo Riedel.
De acordo com o texto, a nova política estadual alinha-se ao Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, criando um ambiente favorável para parcerias entre governo, setor privado e academia. “A aprovação desse projeto representa um marco para o Estado. Ele vai possibilitar maior integração entre os setores e posiciona Mato Grosso do Sul como protagonista na agenda de inovação e sustentabilidade”, destacou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
O secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, destacou que, graças à ousadia do governador Eduardo Riedel, Mato Grosso do Sul “passa a ter uma das leis mais avançadas na área de ciência, tecnologia e inovação já produzidas no Brasil, elaborada com o apoio de especialistas do Estado e nacionais. Estamos ampliando a governança do setor, criando o Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia. Garantimos recursos, por meio da criação do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia; permitimos aos pesquisadores, por exemplo uma prestação de contas mais facilitada, o estímulo a startups, ou seja, aquele empreendedorismo que nasce especialmente da produção científica, da transferência de tecnologia”.
O Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação foi desenhado para integrar universidades, empresas, centros de pesquisa e órgãos públicos, promovendo a inovação e o desenvolvimento sustentável em diferentes setores. Já o Conselho Estadual, será responsável por propor políticas, acompanhar investimentos no setor e fomentar parcerias entre instituições públicas e privadas.
O FUNECTI, vai destinar recursos a programas, projetos e atividades de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e formação de recursos humanos. Esses investimentos são considerados estratégicos para fortalecer a competitividade do estado e gerar soluções inovadoras para os desafios regionais.
“São avanços importantes. A política de ciência e tecnologia do Mato Grosso do Sul passa a ser uma política de Estado e não somente uma política de governo. Garantimos o avanço na área. É um avanço duradouro, que vai de fato poder transformar o Mato Grosso do Sul por meio desse tripé da ciência, da tecnologia e da inovação”, complementou Ricardo Senna.
A legislação aprovada também traz mecanismos de incentivo à inovação, como a criação de “bônus tecnológicos” para micro e pequenas empresas, estímulos fiscais, apoio à formação de startups e a implementação de ambientes regulatórios experimentais (sandbox regulatório). A medida também prevê a modernização de parques tecnológicos e incubadoras, ampliando a infraestrutura de suporte à inovação.
“O próximo passo será a regulamentação da lei pelo Poder Executivo, que vai detalhar os critérios para funcionamento do Conselho, aplicação do Fundo e implementação dos programas previstos. Estamos reafirmando o compromisso do Estado com o fortalecimento do ecossistema de inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovam benefícios econômicos e sociais para Mato Grosso do Sul”, finalizou o secretário Jaime Verruck.

Parceria entre Governo de MS e organização internacional incentiva pesquisa no setor agropecuário
Para fomentar novos conhecimentos no setor agropecuário, dois pesquisadores de Mato Grosso do Sul foram contemplados com bolsas de estudos oferecidas pelo Governo do Estado, por meio da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul). O intercâmbio com a Nuffield, uma organização internacional que fomenta o estudo em outros países, passou a ser financiando pelo Governo do Estado.
“Nós estamos assinando com a organização Nuffield, um memorando de entendimento onde a Fundação de Ciência e Tecnologia passa a patrocinar e apoiar a internacionalização do Estado através de pesquisa e desenvolvimento mundo afora. É o Mato Grosso do Sul se internacionalizando através de boas parcerias”, disse o governador Eduardo Riedel.
“Eu acredito que o Nuffield seja um programa, não só uma oportunidade de ver e colher aprendizados lá fora, mas como também colocar um pouco o Mato Grosso do Sul no mapa do mundo. O tópico específico é sobre fortalecimento das associações de representação do produtor rural”, disse Lucas Ingold, produtor rural e membro do Famasul Jovem.
Outro selecionado foi o professor da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), João Borges, que é filho de produtor rural e pesquisador da área de economia comportamental e tomada de decisão. Ele tem tópico de pesquisa voltado a olhar para experiências de sucesso ao redor do mundo de programas de pagamentos por serviços ambientais.
“É um programa de educação para jovens, pessoas do agro, conhecerem boas práticas e estudar. Então todos submetem um projeto, com um tópico de pesquisa e eles têm a responsabilidade, no retorno, de apresentar esse projeto, os resultados. E trazer para quem financiou as bolsas deles as informações, os estudos, os benefícios que essa bolsa gerou ao longo desses dois anos de programa”, explicou o secretário-executivo de Meio Ambiente (Semadesc), Artur Falcette.
Parceria
Em março deste ano, com o objetivo de compartilhar experiências e multiplicar conhecimentos, Mato Grosso do Sul foi palco da CSC (Conferência dos Novos Scholars), realizada pela Nuffield Internacional.
O encontro sediado pelo Estado marcou o início do programa Nuffield de pesquisa no agronegócio pelo mundo 2024 e reuniu 120 produtores rurais, empresários, pesquisadores entre outras pessoas com destaque no setor agrícola mundial de 15 países, de todos os seis continentes.
O grupo passou pelos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Nioaque e Bonito, onde tiveram a oportunidade de visitar assentamentos, comunidades indígenas, empresas, instituições e projetos.
Na ocasião, o Estado conseguiu mostrar para os participantes, seu desempenho econômico e sustentável e a vocação para as atividades do setor que alimenta o mundo.
Na conferência da Nuffield em MS, participam scholars do Chile, Japão, Argentina, Estados Unidos, Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Holanda, Canadá, Reino Unido, Alemanha, entre outros.
É a segunda vez que o Brasil recebeu o evento, uma demonstração do crescente reconhecimento e importância do agronegócio na região e a relevância da Nuffield Brasil para o cenário agrícola global. A CSC é realizada anualmente, em diferentes países. No ano passado foi realizado no Canadá, e em 2025 será na Nova Zelândia. O Brasil sediou anteriormente no ano de 2017, em Brasília.
Para a associação internacional Nuffield, a agricultura é a base de um futuro sustentável e programas como este de intercâmbio ajudam indivíduos a ganhar confiança, conhecimento e redes para capacitá-los a aprimorar suas habilidades de liderança. A experiência permite aos scholars conhecerem o que é feito de mais atual e inovador nas melhores empresas e propriedades rurais do mundo.
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