17/07/2024 - Edição 550

Mato Grosso do Sul

Riedel aparece na liderança da disputa eleitoral empatado com Puccinelli, diz pesquisa

Com a provável vitória de Lula, um “bolsonarista raiz” como Capitão Contar seria a pior opção para o Governo de MS

Publicado em 30/09/2022 11:28 - Semana On

Divulgação Assessoria

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Em pleno crescimento nesta reta final, Eduardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro, está na liderança da disputa eleitoral com 20% das intenções de voto, empatado com André Puccinelli (MDB). Estes dados constam da pesquisa elaborada pelo Instituto de Pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta sexta-feira (30).

Faltando dois dias para o pleito, o cenário mostra a evolução do candidato do PSDB, que está em plena ascensão. Os números reforçam a sua participação no segundo turno das eleições, com possibilidade de sair inclusive na liderança da disputa contra seus oponentes.

A pesquisa estimulada mostra Riedel e André empatados com 20%, seguidos por Rose Modesto (União) e Capitão Contar (PRTB), que estão empatados com 15% na terceira colocação do pleito. Na sequência aparece Marquinhos Trad (PSD) com 14%, em evidente queda nesta reta final. Giselle Marques (PT) tem com 5%.

Desde o início da campanha eleitoral em agosto, o candidato tucano mostra ascensão nas pesquisas, se consolidando para disputa do segundo turno. As eleições ocorrem no próximo domingo (2), com votação das 7h até às 14h no Mato Grosso do Sul. Já o segundo turno está marcado para 30 de outubro.

A pesquisa foi feita com 1 mil eleitores, entre os dias 28 e 29 de setembro, tendo a margem de erros de 3% pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro do levantamento no TRE-MS é MS-02982/2022.

Declaração de apoio de Bolsonaro a Contar não muda o cenário

A declaração inesperada de apoio feita pelo presidente Jair Bolsonaro ao candidato do PRTB, Capitão Contar, na noite de ontem, durante o debate da TV Globo, não deve mudar o cenário da disputa em Mato Grosso do Sul.

“Eu quero reafirmar o meu absoluto compromisso com o Estado de MS. A decisão do presidente é pessoal, a decisão de cada sul-mato-grossense é pelo nosso Estado. E é assim que a gente vai continuar trabalhando, de cabeça erguida, firme para um projeto que não é meu, é do Mato Grosso do Sul”, disse Riedel nesta sexta (30).

Tereza Cristina reafirma apoio à Eduardo Riedel

A parceira de chapa de Eduardo Riedel na disputa pelo Senado, Tereza Cristina (PP), reafirmou sua confiança na ida do candidato ao segundo turno da sucessão sul-mato-grossense ao Governo do Estado.

Tereza – que foi ministra do Governo Jair Bolsonaro – lembrou que a aliança que tem Riedel na cabeça de chapa foi acordada por lideranças políticas estaduais e federais, e recebeu a concordância do próprio presidente.

“Reitero meu apoio ao Eduardo Riedel. No início deste processo fechamos uma coligação incluindo o PL, partido do presidente. Esta decisão foi tomada em conjunto, com todas as lideranças partidárias nacionais e estaduais e aprovada pelo presidente Bolsonaro”, afirmou.

Tereza prossegue: “Nossa aliança foi construída pensando no melhor projeto para o Mato grosso do Sul e para o Brasil. Por isso, no dia 2 de outubro, vote no melhor projeto para o nosso estado. Vote 111, Tereza Cristina, para o Senado, 45, Eduardo Riedel, para governador, e 22, Jair Bolsonaro, para presidente”.

Um “bolsonarista raiz” seria a pior opção para o Governo de MS

A pior opção para o Mato Grosso do Sul a partir de 2023 seria eleger um governador oriundo do que se convencionou chamar “bolsonarismo raiz”. No Estado, este perfil é encarnado por Capitão Contar, do PRTB.

O eleitor de direita e de centro-direita tem um desafio no Estado: eleger um governador que tenha a capacidade de dialogar com todos os campos do espectro político a partir do ano que vem. A polarização política que se instalou no país, colocando lulistas e bolsonaristas em campos radicalmente opostos, pode parecer instigante em um primeiro momento, mas no fim das contas é prejudicial para a maior parte da população.

O eleitor de direita e centro-direita em Mato Grosso do Sul é grande apoiador do presidente Jair Bolsonaro. No entanto, mais do que personalizar o voto, deveria focar em propostas e projetos. No Estado, os principais candidatos que disputam o cargo professam um discurso liberal, de Estado Mínimo, desestatizante e de combate à corrupção.  Contar e seu radicalismno está longe de ser a única opção de voto para esta importante fatia da sociedade.

Agrade ou não aos eleitores de direita, a eleição do ex-presidente Lula é praticamente certa. Apesar das críticas e onda de fakes que se espalham a respeito das pesquisas de intenção de votos e das urnas eletrônicas, o fato é que o Brasil será comandado pelo ex-presidente pelos próximos quatro anos.

Diante disso, um governador apto ao diálogo, à convergência de forças, aos interesses diretos dos sul-mato-grossenses seria o ideal para o Estado.

Entre as opções que se colocam no campo da direita e centro-direita, Eduardo Riedel (PSDB) desponta como a mais viável para fazer frente a este desafio. Alinhado com as políticas econômicas do presidente, ele, no entanto, nunca se colocou como um “bolsonarista raiz”. Além disso, tem transito excelente pelo agronegócio, força motriz do Estado, e conta com o apoio de Tereza Cristina.

Neste momento decisivo para o país, o eleitor sul-mato-grossense de direita e centro-direita pode optar por um governo liberal e propenso ao diálogo, ou apostar no conflito, na “guerra”, na divisão entre “nós e eles”, que tanto prejudicou o país nos últimos quatro anos.


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