Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Semana On

21/06/2026 - Desde 2009 informando com qualidade

Nos apoie:

Chave PIX:

19.485.790/0001-70

QR Code para doação

Mato Grosso do Sul

Riedel anuncia quase R$ 1 bi para reformas em escolas e modernização da educação

MS inicia mudanças no Ensino Médio em 2025 com carga horária ampliada

Publicado em 31/01/2025 9:02 - Semana On

Divulgação a1

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Perto da volta às aulas, o Governo de Mato Grosso do Sul promove investimento de R$ 920 milhões para reformas das escolas e modernização das unidades, com novos equipamentos tecnológicos, aquisição de ônibus escolares, além da capacitação e qualificação dos profissionais de ensino.

CLIQUE PARA SEGUIR A SEMANA ON NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO WHATSAPP

Estas ações expressivas foram apresentadas ontem (30), durante o lançamento do programa “MS Educação – Educação bem-feita faz o futuro dar certo”, que ocorreu no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, com a presença do governador Eduardo Riedel.

“Temos que fazer a boa política e valorizar a educação. Melhorar cada vez mais o nível de infraestrutura das nossas escolas. Modernizar, oferecer cursos de formação continuadas aos nossos professores, melhorar refeição, valorizar os professores e administrativos. Continuar o que está dando certo e mudar o que é preciso, dispondo de tecnologia e modernidade”, afirmou o governador.

Riedel destacou que o projeto “educação” é ininterrupto, pois os investimentos e evolução nunca podem parar. “Quando acabar de reformar as escolas, chegar a fibra ótica e lousa digital em todas unidades, ainda teremos mais a fazer. A evolução é constante na área da educação. Quando avaliamos o histórico dos indicadores, do que era e como está, temos a convicção que estamos no caminho certo. Este esforço é feito para atender as crianças que entram na creche e seguem até as universidades”.

Os quase R$ 1 bilhão de investimento na educação são ações que estão em andamento ou já foram concluídas. Deste montante R$ 736 milhões são recursos estaduais em obras, aquisição de bens e equipamentos, além de novos cursos, programas e projetos por parte da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Fadeb (Fundação de Apoio e Desenvolvimento à Educação Básica de MS).

Vivemos um novo tempo, a educação evolui muito rápido, estamos na era de lousa digital, kit robótica e computadores nas escolas. O Estado precisa correr atrás para não ficar para trás. Estamos seguindo neste caminho, com muitos investimentos para fazer parte desta evolução. Trabalhar para nossa educação dar certo”, afirmou o secretário estadual de Educação, Hélio Daher.

Ele afirmou durante o evento que a construção do bom ambiente escolar favorece a todos. “A qualidade no ensino e na estrutura das escolas não beneficia apenas aos estudantes, mas aos funcionários, merendeiras e professores. Nós temos hoje dois terços da nossa rede estadual reformada. São R$ 700 milhões em obras, sendo R$ 400 (milhões) em reformas que já foram concluídas. Neste momento 150 escolas estão passando por intervenções”.

Investimentos

Nas entregas das SED (Secretaria Estadual de Educação) foram R$ 893,7 milhões, sendo R$ 720 milhões de recursos do Governo do Estado. A maior parte foram direcionados para a reforma das escolas estaduais (R$ 700 milhões), com R$ 400 milhões em obras concluídas e R$ 300 (milhões) que serão finalizadas ainda no primeiro semestre de 2025.

Também foram direcionados R$ 45 milhões para compra de mobiliários em geral e R$ 42 milhões nos uniformes e kits escolares. As lousas digitais já chegaram a 47 escolas (R$ 5,5 milhões), enquanto que foram comprados R$ 18 milhões em computadores (desktops), uma aquisição de 1,5 mil máquinas em 2024 e outros 2.407 aparelhos para 2025.

Já os kits de robótica estão em 145 escolas e o objetivo neste ano é chegar em 331 unidades da rede estadual de ensino. Outra grande conquista foi a aquisição de 136 ônibus escolares, que serão entregues aos 79 municípios do Estado.

“Nós prefeitos tem que agradecer estes avanços na educação nos últimos anos, que contribui diretamente para o ensino nos municípios. O governador Eduardo Riedel manteve e criou um municipalismo ativo, que faz a diferença para população”, afirmou o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Valdir Couto Júnior.

Cursos e novos veículos

Os investimentos na educação também chegaram a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), com abertura de novos cursos e aquisição de veículos. São R$ 24,5 milhões, sendo R$ 15,5 (milhões) advindos do Governo do Estado.

Neste pacote estão os cursos superiores interculturais em Agroecologia, com foco no atendimento de indígenas dos municípios de Aquidauana e Amambai; assim como criação do curso de Silvicultura, em parceria com a Suzano.

Nova Andradina recebeu o curso de engenharia civil para 2025 e Campo Grande as graduações de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. A Uems ainda recebe 22 veículos com recursos do Estado e bancada federal.

Já as entregas da Fadeb-MS somam investimentos de R$ 2,2 milhões. Neste cenário estão programas importantes, como “Jovens Talentos” e “MS Alfabetiza Indígena”, assim como realização de seminários, cursos e encontros e ações direcionadas para gestores municipais de Educação, grêmios estudantis e outras atividades.

MS inicia mudanças no Ensino Médio em 2025 com carga horária ampliada

A partir deste ano, as escolas da rede estadual de Mato Grosso do Sul passam a adotar a nova matriz curricular do Ensino Médio, conforme mudanças definidas pela Lei nº 14.945/2024. As alterações visam corrigir lacunas da reforma aprovada em 2017 e implementada em 2021, que gerou críticas devido à flexibilização excessiva dos currículos.

A nova lei estabelece uma carga horária mínima de 3 mil horas ao longo dos três anos de Ensino Médio, com 200 dias letivos por ano e 5 horas/aula diárias, totalizando mil horas anuais. Desse total, ao menos 2.400 horas deverão ser destinadas às disciplinas obrigatórias da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Entre as principais mudanças, destaca-se a redução da carga horária dos itinerários formativos — em que os alunos escolhem matérias de seu interesse — de 1.200 para 600 horas anuais. Esse ajuste foi necessário devido ao excesso de disciplinas pouco conectadas ao ensino pedagógico.

Embora a obrigatoriedade da mudança seja prevista apenas para 2026, alguns estados decidiram adiantar o processo. Em Minas Gerais, por exemplo, foi incluída uma aula semanal dedicada à leitura e escrita. No Rio de Janeiro, os alunos poderão trocar aulas de reforço de português e matemática por ensino religioso.

No entanto, a falta de padronização nacional tem gerado críticas. Conforme relatado pelo Jornal O Globo, algumas escolas passaram a oferecer disciplinas sem consistência, como aulas de fabricação de bolo de pote, o que pressionou por ajustes na reforma.

O que muda nas escolas de Mato Grosso do Sul?

A Secretaria de Estado de Educação (SED) informou que as escolas estaduais iniciarão o ano letivo com uma nova organização curricular. A principal mudança será a ampliação da carga horária das disciplinas obrigatórias. Antes, apenas português e matemática eram obrigatórios em todos os anos do Ensino Médio. Agora, a lista inclui português, matemática, inglês, artes, educação física, ciências da natureza (biologia, física e química) e ciências humanas (filosofia, geografia, história e sociologia).

A reestruturação também prevê maior integração entre o ensino regular e a formação técnica e profissional, além da manutenção do ensino técnico com carga horária específica.

Como ficam os itinerários formativos?

Os itinerários formativos, que possibilitam o aprofundamento em áreas específicas do conhecimento, terão carga horária mínima de 600 horas, exceto nos casos de formação técnica, que podem chegar a 1.200 horas. As opções de aprofundamento incluem:

– Linguagens e suas tecnologias

– Matemática e suas tecnologias

– Ciências da natureza e suas tecnologias

– Ciências humanas e sociais aplicadas

– Formação técnica e profissional

Segundo a nova lei, cada escola deverá oferecer no mínimo dois itinerários formativos, exceto aquelas que ofertam Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

Impacto nas escolas de tempo integral

Nas escolas de tempo integral, a carga horária da formação geral básica foi ampliada para além das 2.400 horas mínimas, garantindo um currículo robusto. Diferente de outros estados que adotaram currículos transitórios, Mato Grosso do Sul implementará a nova matriz curricular de forma contínua e padronizada em toda a rede estadual.

Plano de Ação e participação nacional

Para garantir a transição organizada, a SED elaborou um Plano de Ação integrado, que será encaminhado ao Ministério da Educação (MEC). Esse plano envolve o planejamento sistêmico das diferentes áreas da Rede Estadual de Ensino, conforme orientações da nova lei.

Gregório Grisa, secretário-executivo adjunto do MEC, destacou que a ampliação da carga horária permitirá a reintegração de disciplinas tradicionais ao currículo. “A ampliação da Formação Geral Básica de 1.800 para 2.400 horas garante o retorno de disciplinas como literatura, artes, educação física, biologia, física, química, filosofia, geografia e sociologia ao foco da formação”, explicou Grisa.

A lei também prevê que as aulas sejam oferecidas preferencialmente de forma presencial. No entanto, excepcionalmente, pode haver ensino mediado por tecnologia. Além disso, cada município deverá manter pelo menos uma escola pública com oferta de ensino médio no turno noturno, quando houver demanda.

Perspectivas para o futuro

Com as mudanças, espera-se uma melhoria na qualidade do ensino ao alinhar os conteúdos à BNCC e reduzir a fragmentação do currículo. O CNE (Conselho Nacional de Educação), junto aos sistemas estaduais e distritais, será responsável pela elaboração das diretrizes específicas, considerando as particularidades da educação indígena e quilombola.

A expectativa é que, com o reforço nas disciplinas fundamentais e a integração com a formação técnica, o Novo Ensino Médio possa oferecer uma formação mais sólida, respeitando as demandas regionais sem comprometer a qualidade nacional.

Mato Grosso do Sul se destaca nacionalmente na redução da desigualdade


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *