25/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Quem é o empresário bolsonarista de MS flagrado com arsenal pela PF?

Adoilto Fernandes foi preso ontem, em Maracaju, em operação contra financiadores de atos golpistas

Publicado em 12/05/2023 10:07 - Thais Libni (G1MS), Raphael Sanz (Fórum) - Edição Semana On

Divulgação Reprodução

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A Polícia Federal (PF) apreendeu, na manhã de quinta-feira (11), um arsenal na casa do empresário Adoilto Fernandes Coronel, suspeito de ser um dos financiadores dos atos golpistas em Brasília de 8 de janeiro. A apreensão ocorreu durante a 11ª fase da operação Lesa Pátria, realizada em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Ao menos oito polícias federais estiveram na residência do suspeito, em uma área nobre do município de Maracaju (MS), a 159 quilômetros de Campo Grande.

Além de atuar como empresário, o suspeito de financiar os atos golpistas é o segundo-secretário da Associação Empresarial da cidade.

Proprietário de uma loja de materiais de construção no município, o sul-mato-grossense está na lista de quem deverá ressarcir em R$ 20,7 milhões os cofres públicos pelo atos de vandalismo (veja lista completa). Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), a ação envolve pessoas que participaram dos atos e empresas que financiaram os atos criminosos.

Ataques

A extrema direita bolsonarista invadiu as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em 8 de janeiro de 2023. Foram quebradas vidraças dos edifícios, objetos da mobília foram levados ou destruídos e gabinetes foram invadidos. Os envolvidos estavam com pedaços de paus e pedras.

Bolsonaristas que planejaram bomba no aeroporto de Brasília são condenados

George Washington de Oliveira Sousa e Alan Diego dos Santos Rodrigues foram condenados em primeira instância na quinta-feira (11) pelo plano desbaratado na véspera de Natal em que pretendiam colocar uma bomba no aeroporto de Brasília a fim gerar uma situação de caos que justificasse um suposto golpe do então presidente Jair Bolsonaro (PL), mediante “intervenção” dos militares, que o mantivesse no poder.

A condenação de George Washington é de 9 anos e 4 meses de prisão, enquanto Alan Diego ficará preso por 5 anos e 4 meses. Por ser uma decisão em primeira instância, os condenados ainda podem recorrer.

Os dois foram julgados pelos crimes de expor a vida humana e o patrimônio público e privado a perigo mediante explosão de bomba. George Washington ainda acumulou as acusações de porte ilegal de armas de fogo e explosivos – com ele foi encontrado um verdadeiro arsenal avaliado em R$ 160 mil. Para Osvaldo Tovani, o juiz do caso, a dupla confessou o crime e afirmou que foi premeditado.

A sentença lembra cada passo do plano da dupla, que ainda teria contado com a participação de Wellington Macedo, que está foragido e alega inocência. O juiz relembrou que o próprio George Washington confessou o planejamento da colocação das bombas em dois locais de Brasília com o intuito de catalisar uma reação federal, a partir do caos gerado pelo atentado, que justificasse um golpe de Estado.

George Washington e Alan Diego se conheceram no acampamento bolsonarista armado diante do Quartel-General do Exército, em Brasília, onde teriam planejado o atentado. Em 24 de dezembro, a primeira bomba foi colocada no eixo de um caminhão de combustível aeronáutico que se dirigia ao aeroporto para abastecer aviões. A bomba foi desbarata não pelos serviços de inteligência ou pelas forças de segurança, mas pelo próprio trabalhador, o motorista do caminhão, que percebeu que havia algo errado, parou para checar, constatou a instalação do explosivo e, então, chamou as autoridades. Seu caminhão carregava 63 mil litros de combustível aeronáutico.

De acordo com a acusação, foi George Washington quem montou o artefato explosivo para que Alan Diego o colocasse no caminhão enquanto o motorista dormia.


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