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Mato Grosso do Sul
Afetada por décadas de assoreamento, bacia sofreu graves danos ambientais
Publicado em 10/02/2025 2:35 - Semana On
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Com o objetivo de combater a erosão e o assoreamento histórico na Bacia do Rio Taquari, o Instituto Taquari Vivo lançou o projeto Caminhos das Nascentes: restauração ambiental na Bacia do Taquari. A iniciativa prevê um investimento de R$ 6,7 milhões, visando a preservação ambiental no Cerrado, Pantanal e nas comunidades afetadas pelos danos ambientais.
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O assoreamento do Rio Taquari é um problema crônico, resultado de décadas de desmatamento, práticas agrícolas inadequadas e falta de manejo sustentável do solo. O processo, que intensificou-se nas últimas décadas, causou o transbordamento e a ocupação irregular de áreas antes produtivas por bancos de areia, prejudicando a fauna, a flora e, principalmente, as comunidades ribeirinhas e os pequenos produtores rurais. Muitos perderam suas áreas de cultivo e enfrentaram dificuldades econômicas devido à diminuição da produtividade agrícola e da pesca.
A previsão é restaurar 378 hectares ao longo de quatro anos, abrangendo áreas estratégicas como o Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari (PENT), em Costa Rica, e o Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim, em Alcinópolis.
O projeto faz parte do Edital Floresta Viva – Corredores da Biodiversidade, gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), e integra uma iniciativa maior financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A expectativa é que 160 produtores rurais sejam beneficiados por meio de capacitações sobre práticas sustentáveis, como o manejo responsável do solo e a geração de empregos locais. O instituto também prevê o fortalecimento da cadeia produtiva da restauração ecológica, o que deve impulsionar a demanda por sementes e mudas nativas.
A recuperação das áreas degradadas é considerada crucial para devolver a funcionalidade ecológica do Taquari e evitar que o processo de assoreamento continue a comprometer o ciclo natural das águas do Pantanal. A vegetação nativa que será reintroduzida nas margens dos rios tem o papel de estabilizar o solo e reduzir o transporte de sedimentos.
A iniciativa conta com a parceria da ONG SOS Pantanal, do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Prefeitura de Alcinópolis.
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