01/03/2024 - Edição 525

Mato Grosso do Sul

Políticos de MS condenam ataques golpistas em Brasília

Neste domingo, terroristas bolsonaristas invadiram e vandalizaram o Congresso, o Planalto e o STF

Publicado em 08/01/2023 5:15 - Semana On

Divulgação Reprodução

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Políticos de Mato Grosso do Sul se manifestaram contra tentativa de Golpe de Estado promovida neste domingo (8) por terroristas bolsonaristas em Brasília.

O governador Eduardo Riedel (PSDB) usou o Instagram. “É inaceitável na nossa democracia o uso da violência, o vandalismo e a depredação de patrimônio público e privado em quaisquer tipos de manifestações. Não podemos aceitar a afronta à democracia e ao Estado democrático de direito”.

O deputado federal Vander Loubet (PT), falando pela bancada do partido, emitiu nota onde qualifica os atos como terroristas e pede ações enérgicas e imediatas das instituições brasileiras.

“Não há mais espaço para ações meramente assentadas na busca pelo diálogo ou pela pacificação, pois os fatos gravíssimos de hoje indicam que esses terroristas definitivamente estão colocando em risco a sociedade brasileira, em seus fundamentos básicos”, afirmou.

Na nota, o deputado defende imediata Intervenção Federal no Governo do Distrito Federal (GDF), para que as forças de segurança respeitem a hierarquia e suas responsabilidades básicas. “Nosso ministro da Justiça, Flávio Dino, tem que agir. Mais do que com palavras, é necessário o uso de todas forças disponíveis, para não deixar com que nossa democracia e nossas instituições fiquem expostas ao terrorismo bolsonarista”.

O deputado estadual eleito Zeca do PT avaliou que as forças de segurança falharam ao não evitar as manifestações agressivas dois bolsonaristas. “Falhou vergonhosamente a Abin [Agência Brasileira de Inteligência] e PF [Polícia Federal] em não antever isso que todo mundo sabia que ia acontecer. Omissão completa das Forças Armadas que não fizeram nada desde a conveniência com os acampamentos e a baderna. Uma vergonha completa”, disse.

A senadora Soraya Thronicke (União-MS) defendeu a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). “Minha assessoria já entrou em campo para escrever o pedido de abertura de CPI dos Atos Antidemocráticos. A democracia aceita tudo, menos que acabem com ela”, tuitou.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu que haja punição para os terroristas. “A atitude criminosa e radical de golpistas, ao afrontarem os poderes, invadindo o Congresso Nacional e vandalizando o STF e o Planalto, precisa de punição exemplar. Os líderes políticos coniventes, bem como os financiadores dessa ação, devem ser responsabilizados com rigor”, tuitou.

A ministra ressaltou que a legislação garante ação imediata contra os atos na capital federal. “Nossa Constituição Federal dá respaldo aos nossos Ministros da Justiça e da Defesa no uso de todos os meios rigorosos e legítimos para a defesa da ordem, da sociedade e da democracia. Democracia para sempre!”, escreveu.

Os deputados estaduais Paulo Duarte (PSB) e Pedro Kemp (PT) criticaram a tentativa de golpe. “Absolutamente um absurdo. Já passou dos limites. Com certeza, já passou da hora de conter os abusos que estão sendo cometidos”, disse Duarte. “Manifestações antidemocráticas não podem ser toleradas. A eles o rigor da lei! Democracia sempre!”, publicou Kemp no Instagram.

Também em publicação no Instagram, a deputada federal eleita Camila Jara (PT) disse estar acompanhando os atos na capital federal. “Isso é crime contra a democracia e deve ser reprimido imediatamente”, frisou.

Indagado sobre o vandalismo dos bolsonaristas em Brasília, o deputado estadual Renan Contar afirmou que apoia as manifestações pacíficas, mas é contra protestos violentos, com depredação do patrimônio público. “Eu sou a favor de manifestações pacíficas”, pontuou.

O deputado federal Fabio Trad se manifestou desta forma. “É uma tentativa de golpe da extrema direita terrorista incentivada e financiada por setores políticos e econômicos”, afirmou.

Ele acrescentou que esses extremistas devem ser investigados e severamente punidos. “Não há liberdade de expressão como meio para depredação dos bens públicos e anarquia social. Lembro que, coincidentemente, esse movimento ganhou corpo com a iminente quebra dos sigilos de 100 anos decretados pelo governo anterior e a exoneração de milhares de militares que ocupavam cargos na administração pública federal”, lembrou.

No Twitter, Fábio emendou: “Ibaneis acaba de jogar a sua biografia na vala podre do golpismo. Inadmissível a sua inépcia. Intervenção federal no DF é medida sensata diante da cumplicidade dos órgãos de segurança”. E concluiu: “Corretíssima a medida adotada pelo Presidente Lula. A intervenção federal na área de segurança pública do DF deve ser o primeiro passo para que os órgãos de segurança voltem a ser do Estado e não de uma facção política fascista e golpista”.

Na contramão da democracia

Na contramão da democracia, o deputado estadual João Henrique Catan (PL) avaliou que as manifestações golpistas são “uma resposta da população aos poderes invadindo a competência de outros”.

“Há muito tempo os poderes vem extrapolando suas competências, especialmente o STF, agora está sendo a vez do povo extrapolar um pouco também. Uma manifestação popular está demonstrando a necessidade dos freios e contrapesos funcionarem, para devolverem nossas liberdades e garantias constitucionais de cidadãos que foram infelizmente relativizadas”, disse Catan.


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