22/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Política de incentivos ao GNV reforça energia limpa e contribui na busca pelo Carbono Neutro em MS

Com plano de Turismo de Conservação, Riedel recebeu fundadores do ‘Great Plains Foundation’

Publicado em 22/06/2023 8:45 - Semana On

Divulgação Gov MS

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A política de incentivos ao uso do GNV (gás natural veicular) atende e reflete uma agenda verde, com base no desenvolvimento sustentável, que é uma das marcas do governador Eduardo Riedel. Trata-se de uma energia limpa, que emite menos gases que provocam o efeito estufa, em comparação a gasolina e o etanol. Isto vai ao encontro da estratégia do Estado Carbono Neutro.

Entre as medidas adotadas pelo Governo está a isenção de IPVA (carros com GNV), redução do ICMS de 17% para 12% ao produto, assim como isenção de uma série de taxas do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Também tem um “vale combustível” de R$ 1 mil para quem fizer novas conversões em veículos.

“GNV tem vantagem em relação a gasolina e etanol, por ter menos emissão de gases poluentes. Ele também se enquadra na política estadual de neutralização do carbono até 2030, que é uma das marcas da gestão estadual. Trata-se de uma energia limpa”, afirma Augusto Castro, coordenador de competitividade empresarial da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Castro lembra que Mato Grosso do Sul é a entrada do gasoduto e que a política de incentivos fortalece um setor que estava praticamente desativado. “Vamos promover este incentivo de energia limpa, que além de ajudar o meio ambiente ainda traz economia de gastos aos motoristas, que terão mais renda. Também contribui com o empreendedorismo”.

De acordo com levantamento da Semadesc, o GNV emite 20% a menos de gás carbônico (CO2) do que a gasolina e 15% menos em relação ao etanol. Apesar de não ser uma energia renovável, é considerada limpa. Incentivar este consumo é trabalhar por boas práticas de sustentabilidade (menor impacto ao meio ambiente) e apoiar a agenda climática internacional, com a redução de emissões de carbono.

“Ele é uma energia mais limpa que os demais combustíveis, pois polui menos. Tudo que for ajudar e apoiar o meio ambiente é benéfico, mas é importante que o motorista faça a devida manutenção, até para sua segurança. Precisa ser mais rígido neste sentido, ele é obrigado a fazer. Mas os benefícios são inúmeros como a economia de custo significativa”, disse o engenheiro Maico Petralia, instrutor do Senai.

Benefícios e vantagens

O diretor-presidente da MSGÁS, Rui Pires dos Santos, destacou que o gás natural é um combustível de transição. “Ele é considerado uma fonte de energia limpa, quando comparada aos demais tipos de combustível. Com um bom planejamento é possível obter o máximo de oportunidades com todas as fontes de gás natural e para isso a nossa empresa defende a valorização dos benefícios econômicos, ambientais e sociais”.

Ele elencou uma série de benefícios da utilização do produto, como redução de custos em relação aos demais combustíveis, melhorias na relação ambiental com comunidade, já que traz a redução na emissão do carbono, assim como menor corrosão de equipamentos e rápida dispersão em caso de vazamentos.

O governador Eduardo Riedel destacou que esta política de incentivos ao setor mostra novamente como se pode conciliar uma agenda de desenvolvimento, em sintonia com o meio ambiente. Assim se produz um Estado verde, próspero e inclusivo, que tem sua preocupação social.

“Se trata de um programa transversal, com medidas de incentivo ao GNV seguindo nossa política de ser um Estado com menos emissão de carbono. O resultado é o bem-estar da nossa sociedade, juntando o lado ambiental e econômico, mas que também atende o social, contribuindo principalmente com os motoristas de aplicativo”.

Riedel recebeu fundadores do ‘Great Plains Foundation’

O governador Eduardo Riedel se reuniu com os fundadores do “Great Plains Foundation”, organização internacional que atua na África, Dereck e Beverly Joubert. O casal mantém ações de preservação da vida selvagem e realizam safáris personalizados de aventura nos países africanos de Botsuana, Zimbábue e Quênia.

“O Pantanal é uma das nossas grandes prioridades. Temos atuado de forma intensa para garantir a preservação ambiental, inclusive com nossa meta de chegar a 2030 neutralizando as emissões de carbono”, afirmou Riedel.

Em Mato Grosso do Sul, a organização internacional pretende expandir as ações e atuar também no Pantanal. “Nós já atuamos na proteção ambiental, e temos interesse na conservação das espécies. Precisamos entender mais e por isso queremos trabalhar no Pantanal”, explicou Beverly.

Ambos, que também são fotógrafos e cineastas – já produziram 35 filmes e documentários sobre a vida selvagem, e receberam diversos prêmios –, iniciaram no último dia 19 um passeio pelo Pantanal. “Vamos fazer uma expedição pela Serra do Amolar e Porto Jofre, para termos a experiência e poder organizar os próximos passos”, explicou Dereck.

O presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), que firmou parceria com a “Great Plains Foundation” em prol da conservação do Pantanal, Ângelo Rabelo, também participou do encontro.

A organização internacional tem foco na experiência turística como ferramenta de ação. Para a “Great Plains Foundation”, ecossistemas saudáveis e em pleno funcionamento são a base sobre a qual todos os outros sistemas operam. Por meio de projetos que abordam a conservação de paisagens inteiras, a organização tem impactado positivamente com ações na África.

Além do “Turismo de Conservação” proposto, a organização internacional busca restaurar, revigorar e proteger áreas selvagens, sua fauna e sua flora. As iniciativas são focadas na conservação de espécies específicas, mas com o objetivo de proteger os ecossistemas abrangentes nos quais essas espécies residem, e com projetos amplos de vida selvagem, paisagem ou comunidade.

“O IHP tem mais de 20 anos de atuação em prol do Pantanal e, agora, receber o reforço da Great Plains Foundation nos orgulha muito, pois será uma revolução do nosso turismo. O esforço de conservação passa pela transferência de tecnologia e competência em ecoturismo e a Great Plain é uma referência mundial”, disse Rabelo.

Verde e próspero

No dia 30 de maio, o Pantanal ganhou o primeiro projeto com certificação de crédito de carbono, o “REDD+ Serra do Amolar”, com lançamento realizado em Corumbá.

A parceria é com o IHP e a empresa ISA CTEEP por meio do Programa Conexão Jaguar. O Governo do Estado realiza suas ações por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). O projeto prevê a conservação do meio ambiente e proteção da biodiversidade do Pantanal.

“É uma iniciativa inédita no Estado e no Pantanal. Um mecanismo chamado REDD+ que recebe crédito por desmatamento evitado. É uma iniciativa muito importante porque mostra que o Pantanal tem potencial ambiental econômico. Acredito muito nessa linha porque isso gera resultados e contribui para preservação do bioma”, disse Riedel.

Great Plains Conservation

Entre as frentes de trabalho da organização internacional está a “Great Plains Conservation”, comprometida com viagens responsáveis, desde a conservação e iniciativas comunitárias lideradas por sua fundação, até a integração de tecnologia verde com variados acampamentos de safári.

Foram eles os pioneiros no conceito de oferecer uma experiência de safári de luxo sustentada inteiramente por energia solar, em 2008. Uma década depois, continuaram inovando com, por exemplo, o sistema de bateria solar Tesla de última geração instalado no Tembo Plains Camp.

Outras práticas recomendadas em seus acampamentos incluem os biodigestores que convertem restos vegetais em gás de cozinha metano, compostagem, reciclagem de águas cinzas, uso de madeira reciclada na construção do acampamento e a eliminação de plástico de uso único, como garrafas e canudos.

Numerosos sistemas de classificação de ecoturismo locais e internacionais reconheceram seu compromisso com práticas sustentáveis. Selinda Camp, Selinda Explorers Camp e Zarafa Camp alcançaram a classificação mais alta da Organização de Turismo de Botsuana – “Ecoturismo”.

A Reserva Selinda foi nomeada como um dos 100 melhores destinos sustentáveis do mundo. No Quênia, Mara Plains Camp e Mara Expedition Campcada um tem uma classificação Gold da EcoTourism Kenya. Ao mesmo tempo, ol Donyo Lodge é Silver, e Mara Plains Camp, Selinda Camp, Zarafa Camp e Selinda Explorers Camp são todos Certificados de Turismo de Comércio Justo.


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