Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Mato Grosso do Sul
Entre os visitados pela PF estão o suplente de deputado, Rodrigo Lins, e uma assessora do deputado estadual Rafael Tavares (PRTB)
Publicado em 05/09/2023 9:20 - José Câmara (G1MS), CG News - Edição Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
O suplente a deputado por Mato Grosso do Sul, Rodrigo Lins, e uma assessora do deputado estadual Rafael Tavares (PRTB) – cujo nome não foi divulgado – são alvos da nova fase da operação Lesa Pátria deflagrada nesta terça-feira (5). Esta nova etapa da operação mira pequenos e grandes financiadores que pagaram o transporte dos golpistas para os atos do dia 8 de janeiro.
Lins é deputado estadual suplente pelo PRTB-MS. Em Campo Grande, o político já foi colocado como nome para pré-candidato à prefeitura da capital pelo partido Democracia Cristã.
O suplente expõe nas redes sociais mensagens incitando impeachment ao presidente Lula (PT) e mensagens golpistas.
Rodrigo Lins é empresário, administrador de empresas e se diz “ativista político”. O político é presidente do Instituto Nacional Direita do Brasil e diretor dos “Guardiões da Nação em Mato Grosso do Sul”.
Em Campo Grande, Rodrigo Lins tem uma loja de compra e venda de ouro na região central.
O deputado Rafael Tavares afirmou ao site Campo Grande News se tratar de perseguição política. “O PT (Partido dos Trabalhadores) mandou a Polícia Federal fazer busca e apreensão na casa da minha assessora. É óbvio que o objetivo dessa operação é chegar até mim. Perseguição política na democracia relativa do PT. Que Deus nos abençoe e nos proteja”, disse.
De acordo com a Polícia Federal, são cumpridos 53 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Tocantins, Ceará e Minas Gerais.
Além de buscas nos endereços dos financiadores, a nova fase da operação Lesa Pátria também apreendeu passaportes, bens e armas.
O foco é “descapitalizar” essas pessoas para garantir o ressarcimento ao erário do prejuízo do 8 de janeiro, calculado em R$ 40 milhões.
Essa fase da Lesa Pátria é considerada pelos investigadores como uma das mais importantes da apuração até aqui.
Além de “quebrar a força” dos financiadores, a ação acontece na Semana da Pátria, a dois dias do 7 de Setembro – um recado didático do funcionamento das instituições contra as intenções golpistas.
Deixe um comentário