13/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

PGR pede que conselheiros denunciados por corrupção no TCE-MS fiquem afastados por mais 1 ano

Waldir Neves, Iran Coelho das Neves e Ronaldo Chadid foram denunciados pela vice-procuradora geral da República, Lindôra Maria Araújo

Publicado em 31/05/2023 10:31 - G1MS

Divulgação Reprodução

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A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu para que sejam prorrogados por mais um ano os afastamentos dos três conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) investigados pelos crimes de fraude a licitação, apropriação de dinheiro público, falsidade ideológica e falsificação de documentos.

Os três conselheiros denunciados são os ex-presidentes Waldir Neves e Iran Coelho das Neves e o ex-corregedor Ronaldo Chadid. Os conselheiros foram denunciados pela vice-procuradora geral da República, Lindôra Maria Araújo.

“A decisão que decretou as medidas cautelares de natureza pessoal trouxe robusta fundamentação acerca da necessidade da imposição do afastamento e demais providências. Frisou-se a extrema gravidade dos fatos investigados, bem como a importante e indispensável participação de cada um dos envolvidos na consecução do crime”, sustenta Lindôra.

No despacho, a procurador pede que a Justiça determine que os três conselheiros permaneçam afastados por mais um ano do TCE-MS. A justificativa da vice procuradora-geral é que se os conselheiros voltarem às funções poderão atrapalhar as investigações que estão em andamento.

O advogado de Iran Coelho informou que vai se manifestar contrário ao pedido. A defesa de Waldir Neves declarou que não nenhum fato novo que justifique a ampliação do tempo.

Denúncia de corrupção

A Procuradoria Geral da República (Ministério Público Federal – MPF) denunciou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) três conselheiros do TCE/MS e outras 11 pessoas pelos crimes de fraude a licitação, apropriação de dinheiro público, falsidade ideológica e falsificação de documentos.

Uma denúncia feita ao Gaeco do Ministério Público Estadual, em 2015, acabou remetida à Procuradoria Geral da República, já que os conselheiros do TCE têm foro privilegiado. A partir disso, em dezembro do ano passado foi desencadeada a operação Terceirização de Ouro.

Os ex-presidentes Waldir Neves e Iran Coelho das Neves, além do conselheiro Ronaldo Chadid, foram afastados dos cargos para não atrapalhar as investigações.

Por meio de documentos, quebras de sigilo fiscal e bancário, além de interceptações de mensagens telefônicas, a vice-procuradora da República, Lindôra Araújo, entendeu que existem provas de que os três com outros denunciados participaram de um esquema que desviou mais de R$ 100 milhões do TCE/MS.


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