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Mato Grosso do Sul
Operação acontece em 5 estados e busca financiadores e participantes de atos antidemocráticos em Brasília
Publicado em 20/01/2023 8:33 - Isabela Camargo, Camila Bomfim, Pedro Alves Neto e Iana Caramori - TV Globo e G1DF
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A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (20), a primeira fase da operação Lesa Pátria, que mira financiadores e participantes de atos terroristas ocorridos em Brasília, em 8 de janeiro.
A ação foi ordenada pelo Supremo Tribunal Federal, que expediu oito mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, e Mato Grosso do Sul.
Até as 8h30, quatro alvos tinham sido presos (veja perfis dos detidos). São eles:
– Ramiro Alves Da Rocha Cruz Junior, conhecido como Ramiro dos Caminhoneiros;
– Randolfo Antonio Dias
– Renan Silva Sena
– Soraia Bacciotti
Os alvos são investigados pelos seguintes crimes:
– abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
– golpe de Estado;
– dano qualificado;
– associação criminosa;
– incitação ao crime;
– destruição;
– deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.
Veja quantos mandados são cumpridos por unidade da federação:
– Distrito Federal: 5 de busca e apreensão e 2 prisões
– Goiás: 1 busca e apreensão
– São Paulo: 7 busca e apreensão e 3 prisões
– Rio de Janeiro: 1 busca e apreensão e 1 prisão
– Minas Gerais: 1 busca e apreensão e 1 prisão
– Mato Grosso do Sul: 1 busca e apreensão e 1 prisão
Segundo a corporação, as investigações continuam. A Polícia Federal pede para que, caso alguém tenha informações sobre pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os ataques do último dia 8, encaminhe a identificação para o e-mail [email protected].
Preventiva
Três dos 12 sul-mato-grossenses presos em Brasília tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. A medida, segundo os autos, foi referendada pelo plenário, na quarta-feira (18).
Atos golpistas e criminosos em Brasília
Bolsonaristas radicais invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, em Brasília, no dia 8 de janeiro.
O ataque às sedes dos Três Poderes e à democracia foi sem precedentes na história do Brasil. Os terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas.
O prejuízo ao patrimônio público, de todos os brasileiros, ainda não foi calculado. Ao todo, mais de 1,8 mil foram detidas e 1,4 mil permaneceram presas.
Liberados
Na quinta-feira (19), Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) começou a instalação das tornozeleiras eletrônicas nos bolsonaristas radicais soltos após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Até esta quarta-feira (18), 200 pessoas tinham sido liberadas por decisão do ministro, relator do caso na Corte. Outras 354 tiveram a prisão convertida em preventiva, e vão ficar detidas por tempo indeterminado. Segundo a última atualização, faltavam analisar 885 casos.
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