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Mato Grosso do Sul

Parceria leva soluções tecnológicas para quilombolas e indígenas

O governador Eduardo Riedel destacou a importância de fomentar políticas públicas inclusivas, transformadoras e que despertem capacidades empreendedoras nestas comunidades

Publicado em 17/12/2024 11:13 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Soluções inovadoras e sustentáveis para fortalecer a cidadania em comunidades quilombolas e indígenas. Com esta finalidade foram firmados convênios entre Governo do Estado, por meio da SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), junto ao Sebrae/MS (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). A parceria irá proporcionar capacitações e diagnóstico de oportunidades dentro dessas comunidades.

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O governador Eduardo Riedel destacou a importância de fomentar políticas públicas de maneira inclusiva e transformadora, despertando capacidades empreendedoras nas comunidades indígenas e quilombolas em Mato Grosso do Sul.

“Estamos proporcionando uma transformação de pensamento e de atitudes, acima de tudo, com a união de esforços e oferecendo soluções tecnológicas para pequenos, médios e grandes empreendedores. Então, hoje é um dia de felicidade, porque em dois convênios damos um passo a mais nessa caminhada de crescer e não deixar ninguém para trás”, afirmou.

Riedel também elogiou as lideranças comunitárias, acadêmicas e as bancadas parlamentares em promover a transformação e a inclusão social de pessoas, em paralelo ao crescimento econômico que ocorre no Estado.

“Tão importante quanto crescer é estender a mão para as comunidades. E é o que estamos fazendo aqui hoje, com consciência, diálogo e compreensão do que cada comunidade demanda para si”, completou.

Para a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, as parcerias marcaram o ano de 2024 unindo forças com instituições e empresas que compactuam com os pilares de prosperidade e inclusão.

“Ver aqui, a representatividade das comunidades indígenas e quilombolas é uma satisfação, nosso DNA cultural, junto com a união de esforços dos parlamentares, da Embrapa e do Sebrae, numa política estruturante e eficaz, e que trará autonomia de uma economia dentro dos quilombos e comunidades indígenas”, garantiu.

A cooperação firmada com a Embrapa tem como foco principal a realização do mapeamento e diagnóstico da condição econômica e sustentável das duas aldeias indígenas da RID (Reserva Indígena de Dourados), compostas pelas aldeias Jaguapiru e Bororó.

O diagnóstico será contínuo por meio de metodologias participativas, garantindo o envolvimento ativo da comunidade em todas as etapas do processo. Esta abordagem garante que as demandas reais e prioritárias da população indígena sejam identificadas e que as soluções propostas reflitam seus valores e necessidades.

Entusiasmada com a assinatura do convênio, a diretora-executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Margarida Castro Euler, enalteceu o empenho dos atores envolvidos, em especial, a disponibilidade da sua instituição em oferecer desenvolvimento sustentável nos territórios indígenas, observando a segurança alimentar e tecnologias para agregar valor às cadeias produtivas das comunidades.

MS usa mapeamento para combater a vulnerabilidade social

Representando as comunidades indígenas, o professor Anderson de Oliveira Mamede, apoiou a decisão. “Esta iniciativa veio atender a comunidade num momento muito difícil, e isso vai abrir portas para muitos jovens indígenas”, salientou.

Com o Sebrae MS, a parceria será voltada para o desenvolvimento econômico, social e humano, por meio do empreendedorismo e da empregabilidade, no âmbito dos grupos que compõem a estrutura da SEC e do Programa Sebrae Plural. Como por exemplo, a execução em 2025 de oito Empretecs em comunidades indígenas e três, de forma inédita, em comunidades quilombolas. Este ano foi realizado o primeiro Empretec Indígena do Brasil, na Aldeia Ofaié, em Brasilândia.

A representante das comunidades quilombolas, Eva Patrícia Braga, enfatizou a capacidade do grupo. “Temos grandes potencialidades nas comunidades quilombolas. E precisamos que esse convênio também seja cada vez mais ampliado, porque nós somos hoje mais de 1.200 famílias quilombolas em Mato Grosso do Sul, divididas em 22 comunidades”, explicou.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae MS, Mauricio Saito, pontuou que o Governo de Mato Grosso do Sul cumpre seu papel de Estado cidadão e inclusivo, não deixando ninguém para trás.

Sobre o Empretec Indígena

Em abril de 2024 foi realizado em Mato Grosso do Sul o primeiro Empretec Indígena do Brasil, e beneficiou 30 artesãs da Aldeia Ofaié, em Brasilândia, capacitando as participantes com competências empreendedoras e ajudando a consolidar ideias de negócio. Um dos resultados foi o atendimento ao evento EmpreendeFest 2024 do SEBRAE, com a confecção de 50 sacolas que integraram o kit corporativo entregue ao time de palestrantes.

Em novembro, outra edição do Empretec Rural Indígena ocorreu em Bela Vista, abrangendo 25 indígenas da etnia Guarani Kaiowá na Aldeia Pirakuá, que tem como uma das principais potencialidades a agricultura familiar. Diferentemente de Brasilândia, o Empretec aplicado na aldeia Pirakuá, em Bela Vista, não reuniu apenas mulheres. O público foi o mais distinto de todos, incluindo 13 homens e 12 mulheres, entre 19 até 66 anos.

Investimentos às comunidades indígenas

No último dia 21, ao lado da ministra Sônia Guajajara, Riedel já havia destacado o projeto “MS Água para Todos”, que destina R$ 60 milhões, sendo R$ 45 milhões da Itaipu Binacional e R$ 15 milhões do Governo do Estado. O foco é melhorar o abastecimento de água em oito aldeias indígenas, impactando diretamente a vida de 34.688 pessoas das cidades de Amambai, Caarapó, Japorã, Juti, Paranhos e Tacuru.

“Não vamos terminar nosso mandato sem resolver esta questão. É inaceitável conviver com milhares de pessoas sem água. Vamos buscar parceria, com competência, e crescer sem deixar ninguém para trás. Vamos fazer de tudo para avançar nisso”, afirmou o governador.

Em evento realizado em Ponta Porã, também foi celebrado a criação de 10 Centros de Cultura Indígena, voltados para a preservação das tradições e o desenvolvimento das comunidades locais, com investimentos de R$ 6,5 milhões, (sendo 5,4 milhões da Itaipu e R$ 1,1 do Governo do Estado). Os municípios contemplados são Paranhos, Antônio João, Tacuru, Aral Moreira, Ponta Porã, Laguna Carapã, Caarapó e Dourados.

A ministra ponderou que se tratava de um dia significativo para as comunidades indígenas. “Temos um projeto para levar água para outros territórios, incluindo Dourados, o que já está no nosso planejamento. Precisamos levar condições estruturais para dentro dos territórios indígenas, e estamos num momento de aumentar a representatividade das comunidades indígenas”.


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