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Mato Grosso do Sul
Governo de MS faz monitoramento dos rios e intensifica combate a incêndios nos três biomas
Publicado em 19/09/2024 3:30 - Semana On
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Para definir medidas emergenciais na agricultura familiar em Mato Grosso do Sul, que visam reduzir os impactos climáticos, provocados pelas queimadas e pela seca, o Governo do Estado participou de uma reunião com a Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas e Quilombolas da ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).
Para mitigar os prejuízos sofridos pelos agricultores do Estado, em municípios atingidos pela seca ou estiagem, o Governo do Estado também atua nos 79 municípios, com custeio de ações e execução de nove diferentes programas de fortalecimento da agricultura familiar.
“O Estado assinou uma pactuação, em março com o Governo Federal, e agora, de maneira mais acelerada e imediata, nós temos cadastradas famílias para o programa Fomento Rural. São R$ 4,6 mil para a gente vai poder atender no curto prazo, dando um alento aí para eles para a retomada das suas atividades”, afirmou o governador Eduardo Riedel.
Mato Grosso do Sul possui aproximadamente 80 mil famílias, inseridas na agricultura familiar, que são atingidas de alguma forma pelo prolongado período de estiagem. O Governo do Estado já tomou medidas emergências para atender os agricultores em diferentes áreas.
Na sexta-feira (13), agricultores familiares do município de Itaquiraí, receberam 180 toneladas de bagaço de cana e 30 toneladas de DDG (subprodutos da indústria de etanol de milho) para alimentação dos animais.
“De maneira muito emergencial, nós atuamos para fornecer alimentos para o rebanho, junto com empresas do Mato Grosso do Sul, que doaram, para que o gado atravesse esse período, até a retomada das pastagens dentro da normalidade, vão ser cerca de 60 dias a 80 dias. E as ações permanentes da Agraer, nesse apoio direto para, principalmente, aquelas famílias mais necessitadas, não só no fomento, mas no apoio à cesta-básica”, explicou o governador Eduardo Riedel.
A reunião realizada na tarde desta quarta-feira (18), na ALEMS, contou também com a participação de representantes do Governo Federal – ministros Luiz Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e José Wellington Barroso (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) –, além do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, representantes da Bancada Federal, deputados estaduais, e outras instituições.
Monitoramento dos rios e combate a incêndios nos três biomas
Com período de estiagem intenso em Mato Grosso do Sul, os órgãos estaduais fazem o controle e monitoramento do nível dos rios, assim como intensificam o combate aos incêndios florestais nos três biomas (Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica). Outra ação é a orientação aos produtores rurais em relação ao cuidado com os animais (doméstico) e até a realização de aceiros, que também são usados rotas de passagens dos animais silvestres.
Esta situação foi apresentada durante a live da “Operação Pantanal”, que apresenta o boletim semanal do combate aos incêndios no Estado. O gerente de recursos hídricos do Imasul (Instituto de Meio Ambiente do MS), Leonardo Sampaio, explicou que o órgão dispõe de 14 estações de monitoramento dos rios, e que a situação neste ano é preocupante.
“Fazemos este monitoramento desde 2014 e neste ano o nível está abaixo na maioria dos rios do Estado, inclusive tem diminuído em média 2 cm por dia. Fazemos um boletim diário para toda sociedade e enviamos informações à Defesa Civil. Esta estiagem e seca reflete diretamente nesta situação. Com menos chuva, mas dificuldade para os animais terem acesso a água. No Pantanal se a vegetação fica mais seca, favorece os incêndios florestais”, explicou Sampaio.
Neste cenário o Gretap (Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal) realiza o trabalho não apenas de resgate, mas de orientação para proteção da fauna. “Trata-se de um trabalho pré, durante e após o fogo, pois também orienta os proprietários rurais para que sejam feitos aceiros, que além de evitar a propagação do fogo, sirvam como rota para que os animais possam sair”, afirmou o secretário-executivo de Meio Ambiente, Arthur Falcette.
Ele destacou que os trabalhos do Gretap tiveram reforço e ajuda de fundos internacionais, com doação de medicamentos, assim como outras instituições que contribuem com alimentos e outros itens. “Importante também orientar os produtores para que não falte água principalmente ao gado na região do Pantanal”, completou.
Estrutura e combate
Além da região do Pantanal que conta com 13 bases avançadas do Corpo de Bombeiros, os outros dois biomas (Cerrado e Mata Atlântica) também estão com estruturas montadas para o combate aos incêndios florestais, inclusive com diversas ações nos últimos meses.
“Nossa estrutura está distribuída por todos os biomas, concentrada no Pantanal, por ser uma área de difícil acesso com bases avançadas, mas temos estruturas em outros locais, como a Mata Atlântica e o Cerrado, que é a região mais seca do Estado, por isso reforçamos nossas guarnições”, afirmou a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiente do CBMMS.
Ela destacou que o Cerrado tem apresentado altos índices de focos de calor, no entanto por sua características próprias, não se propagam tanto como no Pantanal. “A estiagem prejudica inclusive a estrutura de combate aos incêndios, já que muitas vezes nosso acesso é pelos rios e a navegabilidade fica comprometida”.
O boletim semanal informou que no Mato Grosso do Sul de janeiro a setembro deste ano foram 7.309 focos de calor no Pantanal. Já no Cerrado no mesmo período foram 3.517 (focos) e na Mata Atlântica 937 (focos).
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