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Mato Grosso do Sul

Pantanal Tech MS se consolida como vitrine do agro sustentável

Governo discute novas tecnologias e modelos para impulsionar produção de milho

Publicado em 27/06/2025 11:00 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Aos pés do Morro do Paxixi, no campus da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) em Aquidauana, o Pantanal Tech MS 2025 se consolida como um dos principais eventos voltados ao agronegócio sustentável, inovação tecnológica e conservação do bioma.

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A abertura da segunda edição do evento, ontem (26), contou com a presença do governador Eduardo Riedel, secretários estaduais, parlamentares, autoridades locais e demais integrantes de entidades e instituições de ensino.

Riedel destacou o avanço tecnológico do agronegócio sul-mato-grossense com inovações introduzidas para aumentar a competitividade do campo, além da conquista recente pelo Estado de zona livre de vacinação contra a febre aftosa.

“O Pantanal Tech traz para cá todo este conhecimento científico, conectado com as empresas, alunos e a sociedade de uma maneira geral, que absorve tudo isso do ponto de vista de mercado. É um grande ambiente de integração. A feira se transformou num hub de conhecimento com dezenas de instituições. E queremos mostrar ao mundo, a nossa capacidade de preservar o bioma, produzindo e trazendo valor agregado aos nossos produtos”, ressaltou.

Mais cedo, o governador visitou algumas vitrines tecnológicas, entre elas, a área experimental de irrigação do GEPI (Grupo de Estudo e Pesquisa em Irrigação) e ficou impressionado com o alto de conhecimento e estudo em técnicas de irrigação sustentável para aumentar a produção de alimentos com qualidade enquanto preserva o solo e a água, garantindo colheitas rentáveis mesmo em períodos menos favoráveis, ampliando as oportunidades de renda para o produtor.

“Eu cheguei aqui mais cedo hoje justamente para ir visitar os campos de pesquisa onde diferentes tecnologias são geradas. Imagina que está sendo testado aqui na UEMS um produto desenvolvido pela turma vencedora do Prêmio de Inovação do ano passado. E este é o papel do Estado, fomentar a pesquisa”, acrescentou.

Até domingo (29), os visitantes podem conhecer as vitrines “Marco Legal do Carbono”, sistemas de “Pecuária Pantaneira de Baixo Impacto”, o “Meliponário UEMS”, inovações em “Controle Biológico”, “Tecnologia para Nutrição de Culturas”, o projeto “Capim Forte” com biotecnologia da Pantabio, “Sistemas de Integração Pecuária-Floresta”, e avanços em “Manejo e Conservação do Solo e da Água”, entre outras.

Ainda na cerimônia de abertura, o Governo do Estado, por meio da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) anunciaram um investimento de quase R$ 40 milhões em três institutos nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) com sede em instituições sul-mato-grossenses.

Para o reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho, o Pantanal Tech é o grande encontro da produção sustentável do bioma. “São os atores que trabalham com a produção sustentável do Pantanal, então esse é o grande objetivo, onde nós vamos ter aqui palestras, vamos ter feiras, vamos ter agricultura familiar, pecuária, agricultura, economia criativa, shows, muita interação entre a sociedade e a comunidade acadêmica e os produtores, com o único objetivo de produzir de forma sustentável no Pantanal”, garantiu.

Ao longo dos dias, a Arena Paxixi e outros espaços recebem uma série de conferências e mesas redondas com especialistas renomados.

Temas como “Empreendedorismo, Inovação e Sustentabilidade”, “Tecnologia Plataforma FPS – Fazendas Pantaneiras Sustentáveis”, “Sustentabilidade Ambiental”, “Tecnologia para Produção Sustentável”, “Manejo de Áreas Úmidas”, “Inovações em Genética e Reprodução Animal”, “Políticas Públicas para a Sustentabilidade” e o promissor “Mercado de Carbono e Pagamento por Serviços Ambientais” são aprofundados, oferecendo insights e caminhos para o desenvolvimento regional.

Fomento

A abertura ainda teve outros momentos marcantes como o lançamento do 2º Desafio de Inovação Pantanal Tech MS, fruto da parceria
entre a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Sebrae e Fundect, e que visa fomentar soluções inovadoras nas áreas de biodiversidade, bioeconomia, agronegócio e turismo sustentável, valorizando o conhecimento científico, a criatividade e o empreendedorismo como motores da transformação social e econômica do Estado.

A solenidade ainda contou homenagens a personalidades pantaneiras e apresentações da Banda de Fuzileiros Navais e do Projeto Social de Porto Murtinho, com crianças tocando harpa, entre outras atrações.

Novas tecnologias e modelos para impulsionar produção de milho

Para contribuir e impulsionar a produção do milho no Estado, o governador Eduardo Riedel participou ontem (26) do lançamento do Programa de Incremento de Produtividade do milho de Mato Grosso do Sul. O evento ocorreu na Fazenda Boa Vista. Organizado pela empresa Corteva Agriscience, o evento é voltado para produtores e autoridades em Ponta Porã.

O objetivo é apresentar uma resposta concreta para melhorar a produtividade no Estado, demonstrando, por meio de tecnologias de ponta e da implantação de campos-modelo, como práticas de manejo avançadas podem impulsionar a produção e a rentabilidade das lavouras, explorando o potencial da região.

“É o momento de trazer competitividade na nossa lavoura. O Estado está presente para trabalhar e facilitar a vida de quem produz. Unindo esforços para gerar os resultados que precisamos. O Estado está em crescimento e tem a nossa produção como base. A própria industrialização vem do agro”, afirmou o governador.

Riedel destacou a importância de iniciativas que buscam trazer o que há de mais moderno a produção. “Desenvolvimento e prosperidade com ciência e conhecimento, baseada em tecnologia e pesquisa. Assim criamos novas oportunidades”, completou.

O evento conta com a parceria da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) e da Aprosoja/MS. O Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo, e o Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros na produção do grão, respondendo por 10% do total nacional.

De acordo com dados da Aprosoja/MS e da Famasul, na segunda safra 2023/2024, o Estado registrou uma produtividade média de 67 sacas por hectare, reflexo, principalmente pela questão hídrica, que afetou mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses.

Para senadora Tereza Cristina os investimentos em tecnologia de ponta, de forma segura devem ser o foco dos produtores neste ano. “Brasil tem a melhor agricultura do mundo, e este sistema tecnológico dá certo e aumenta a produtividade. Os produtores estão sempre inovando e buscando alternativas de sucesso”.

Os diretores da Corteva destacaram que das 28 unidades da empresa, 10 são dedicadas para pesquisa. “Lançando um programa baseado em Mato Grosso do Sul. Sabemos dos desafios dos produtores do Estado e sempre ressaltamos que não existe fórmula mágica, mas uma junção de várias tecnologias, que serão fundamentais para aumentar a produtividade”, ponderou o diretor Anelcindo Souza.

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