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Mato Grosso do Sul
Riedel fala de Avanços e alinhamento à agenda global em fórum com empresários e lideranças
Publicado em 16/08/2024 2:53 - Semana On
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Mato Grosso do Sul se destaca mais uma vez no cenário nacional ao apresentar a terceira menor taxa de desocupação do país, de acordo com os dados da PNADC-T (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral) divulgados nesta quinta-feira (15) pelo IBGE, referentes ao segundo trimestre de 2024 (abril, maio e junho) e compilados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul).
Com uma taxa de desocupação de 3,8% no segundo trimestre de 2024, o Estado figura atrás apenas de Santa Catarina e Rondônia, consolidando-se como um dos líderes em empregabilidade no Brasil. De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semadec, os dados do IBGE demonstram “uma redução significativa da taxa de desocupação, o que é positivo. Antes, estávamos com 4%, depois subimos para 5%, e agora atingimos 3,8%, colocando Mato Grosso do Sul como o terceiro estado com a menor taxa de desocupação do país. Isso é importante porque evidencia a dinâmica do mercado de trabalho, que se apresenta inicialmente pelo número de vagas abertas e depois pelo número de vagas ocupadas”.
O nível de ocupação também segue em alta, com 63,4% das pessoas em idade de trabalhar estando empregadas, o que coloca Mato Grosso do Sul na 4ª posição entre as unidades da federação. Este desempenho é ainda mais significativo quando comparado à média nacional, onde o Estado mantém uma diferença positiva de 3,1 pontos percentuais.
“É essencial destacarmos esse avanço que temos obtido no nível de ocupação. Isso indica que as pessoas aptas ao trabalho estão conseguindo emprego. Essa é uma questão fundamental. No entanto, o grande desafio ainda é a qualificação”, acrescenta Jaime Verruck.
Conforme os dados da PNADC-T, do IBGE, além dos indicadores de desocupação, Mato Grosso do Sul também apresenta avanços no combate à informalidade e ao desalento. A taxa de informalidade recuou para 31,8%, e o percentual de desalentados – aqueles que desistem de procurar emprego – é de apenas 1,1%.
“Estamos focando em dois grandes grupos: os desalentados e aqueles na informalidade. Acreditamos que a qualificação profissional é o vínculo necessário entre essas pessoas e o emprego formal e os resultados que temos obtido já são fruto de políticas públicas como o MSQualifica”, lembra o secretário.
O MSQualifica (Plano Estadual de Qualificação Profissional para a Inclusão, Produtividade e o Emprego no Estado de Mato Grosso do Sul) é desenvolvido pela Secretaria Executiva de Qualificação Profissional e Emprego da Semadesc, em parceria com a Funtrab e instituições como Senac, Senai e Senar.
Outro destaque no PNADC-T é a capital Campo Grande, que lidera entre as capitais brasileiras com a menor taxa de desocupação, de 4%. A cidade se beneficia da expansão dos setores de comércio e serviços, que têm gerado novas vagas e impulsionado a economia local.
“Em Campo Grande se evidencia a ação conjunta de qualificação e trabalho, tanto da Funtrab quanto da Funsat do município, que têm realizado uma busca ativa para qualificar essas pessoas”, acrescenta o titular da Semadesc.
Na avaliação de Jaime Verruck, “Mato Grosso do Sul segue com sua estratégia de crescimento, gerando empregos no setor privado. O reflexo disso é a baixíssima taxa de desocupação, que também impacta outra questão relevante: o número de pessoas disponíveis para o mercado de trabalho no estado é pequeno. Quando há troca de emprego, muitas vezes visando um salário maior, isso tende a aumentar a média salarial em Mato Grosso do Sul, o que é positivo para o estado e pode atrair pessoas de outras regiões para cá. Com esses indicadores, podemos considerar que estamos muito próximos ao pleno emprego”.

Avanços de MS e alinhamento à agenda global são destaques em fórum com empresários e lideranças
Se números mostram a solidez do desenvolvimento de Mato Grosso do Sul para o Brasil e o mundo, o discurso explica o motivo para isso acontecer: nosso posicionamento estratégico. Alinhado à agenda global econômica atual, o Governo sul-mato-grossense apresentou nesta sexta-feira (16) na 23ª edição do Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro (RJ), os principais aos avanços do Estado para uma plateia de empresários, governadores e demais líderes nacionais.
O governador Eduardo Riedel mais uma vez trouxe ao debate como é fundamental, não só ao Mato Grosso do Sul, mas para todo o país, esse alinhamento com a agenda global, que se pauta nos temas segurança alimentar, transição energética e sustentabilidade ambiental.
“É uma oportunidade que o Brasil tem quando fala de transição energética, pois nisso damos aula em qualquer lugar do mundo por ter desenvolvido ao longo dos anos uma matriz altamente sustentável diante da demanda cada vez maior”, frisa o governador de Mato Grosso do Sul, lembrando que além do etanol de cana e do milho, há agora o surgimento e avanço da produção de biogás a partir da vinhaça, novidade que abre grandes oportunidades.
Riedel seguiu a mesma linha de raciocínio ao lembrar que 9% do território brasileiro é ocupado pela agricultura e o país é capaz de alimentar, sem agressão às reservas ambientais, 800 milhões de pessoas, fora a capacidade tecnológica garantida na produção, podendo inclusive fixar carbono no solo pobre o cerrado e assim aumentar matéria orgânica do mesmo.
“Quando se fala de sustentabilidade não precisa nem dizer, pois falamos de água, balanço de carbono e preservação de biomas. Podemos ir de cabeça erguida discutir esses tema também, e em todos esses temas Mato Grosso do Sul também está de cabeça erguida”, diz, completando.
“Os números apresentados aqui são importantes, essenciais para mostrar o desenvolvimento, mas o mais importante é o nosso posicionamento estratégico, como estamos diante dessa agenda global para atrair a esfera privada, junto com os desafios da esfera pública que cada um dos estados temos. Mato Grosso do Sul está fazendo o dever de casa”, conclui o governador.
E o MS cresce
Com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 6,6% no ano passado, Mato Grosso do Sul criou um ambiente de negócios tido como “absolutamente amigável” para atrair o capital privado, explica Eduardo Riedel, que revela ainda um investimento público de 18% da RCL (Receita Corrente Líquida) principalmente em infraestrutura.
“Este é o foco pois é o que dá competitividadade para o Estado, que está lá no extremo do Brasil, a fronteira com o Paraguai e com a Bolívia, e que tem um Mississipi à disposição”, argumenta, fazendo referência ao rio Mississipi, onde está instalada a principal hidrovia dos Estados Unidos, escoando grande parte da produção primária daquele país.
Toda essa aposta em infraestrutura visa justamente criar um ambiente cada vez mais atrativo e competitivo para quem tem o capital para investimento, gerando assim emprego, renda e bem estar. “Por isso chegamos a 3,8% de desemprego no Estado. Agora precisamos atrair gente, capacitar pessoas, educar, formar uma rede de escola e capacitação que dê condição de elevar a renda média e assim conquistar melhores números ainda”, diz Riedel, dando sequência.
“Nosso dever de casa é criar esse ambiente, é garantir que dentro da estrutura pública consigamos deixar nossos estados mais leves, mais ágeis, menos onerosos para toda a sociedade, que é quem paga essa conta. Mato Grosso do Sul é um estado que tem alçançado esses número, buscado a todo instante atração de investimento onde ele é competitivo, e a competitividade está naquela agenda global no momento”, finaliza o governador.
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