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Mato Grosso do Sul

MS inicia projeto-piloto com biolarvicidas para reforçar combate à dengue

Estado registra 4ª morte e mais 190 casos confirmados em menos de uma semana

Publicado em 20/03/2025 11:25 - Semana On

Divulgação Divulgação MS

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A SES (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul), em parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde, dará início a um projeto-piloto inovador para controle do Aedes aegypti no município de Três Lagoas. A iniciativa prevê a instalação de estações disseminadoras de biolarvicida, tecnologia que utiliza os próprios mosquitos para espalhar o biolarvicida em criadouros de difícil acesso.

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De acordo com Mauro Lúcio Rosário, coordenador estadual de controle de vetores, a estação disseminadora consiste em um pote transparente com tecido preto impregnado com o biolarvicida. Quando o mosquito pousa no recipiente, ele entra em contato com o produto e transporta as partículas para outros locais de reprodução do vetor. Dessa forma, reservatórios que não são identificados em visitas domiciliares também recebem o biolarvicida, eliminando as fases imaturas do inseto.

“O mosquito tem a capacidade de levar o biolarvicida para recipientes em um raio de 150 a 300 metros. Isso potencializa o combate à dengue, pois conseguimos atingir criadouros que muitas vezes estão fora do alcance dos agentes de saúde”, explicou Rosário. A proposta é que o projeto complemente as estratégias já existentes de controle vetorial, reforçando a importância da eliminação de criadouros.

O funcionamento da estação disseminadora segue um ciclo natural do Aedes aegypti. A fêmea do mosquito, ao buscar locais para depositar ovos, entra em contato com o larvicida e o transporta para outros recipientes. Como uma única fêmea pode colocar ovos em mais de 20 locais dentro de um raio de 300 metros, a tecnologia aumenta significativamente a cobertura do produto, tornando o controle mais eficaz.

Com o início das operações em Três Lagoas, a expectativa é de que, caso os resultados sejam positivos, o projeto seja expandido para outros municípios do estado. “Temos certeza de que essa será uma ferramenta essencial para melhorar o controle do mosquito e reduzir a incidência da dengue em Mato Grosso do Sul”, adianta o coordenador.

“A implementação das estações disseminadoras de biolarvicida representa um avanço importante no combate à dengue. Essa tecnologia inovadora permite que o próprio mosquito espalhe o larvicida, atingindo criadouros de difícil acesso e ampliando significativamente a cobertura do controle vetorial. Espera-se uma experiência positiva, pois potencializa as ações já existentes no estado de Mato Grosso do Sul, pioneiro em muitas estratégias de combate as Arboviroses, reduzindo a população do Aedes aegypti de forma eficiente e sustentável”, explica a enfermeira Especialista em Serviços de Saúde e técnica da Gerência de Doenças Endêmicas da Vigilância Epidemiológica Estadual da SES, Bianca Modafari Godoy.

“Além disso, ao eliminar as fases imaturas do mosquito, contribuímos para a diminuição da transmissão da doença. Destaca-se ainda experiência positivas da implementação nas cidades de Belo Horizonte e Recife, bem como pesquisas publicadas na Revista de Saúde Pública corroboram para a mesma efetividade. Com resultados promissores, essa estratégia tem grande potencial para ser expandida e beneficiar ainda mais municípios”, finaliza.

Quarta morte por dengue e 190 novos casos em menos de uma semana

Mato Grosso do Sul confirmou a quarta morte por dengue neste ano, conforme o boletim epidemiológico divulgado na segunda-feira (17) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). A vítima é uma idosa de 74 anos, moradora de Aquidauana (MS).

Segundo o relatório, os primeiros sintomas da paciente surgiram no dia 1º de fevereiro e, dez dias depois, ela veio a óbito. A confirmação da causa da morte ocorreu apenas em 11 de março, um mês depois. A SES informou ainda que a idosa possuía comorbidades.

O estado já contabiliza 1.424 casos confirmados de dengue, sendo que 190 foram registrados em menos de uma semana. Além disso, outras quatro mortes suspeitas estão sob investigação.

Para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é fundamental eliminar possíveis criadouros. O inseto pode depositar seus ovos tanto em grandes reservatórios, como caixas d’água e piscinas abertas, quanto em pequenos recipientes, como tampas de garrafa e vasos de plantas.

Especialistas recomendam colocar areia nos pratos de plantas ou trocar a água pelo menos uma vez por semana, sempre esfregando as superfícies internas para remover ovos do mosquito. Pneus velhos devem ser furados e armazenados em locais cobertos ou descartados corretamente.

Garrafas PET e outros recipientes vazios devem ser entregues à coleta pública. Vasos e baldes devem ser mantidos de boca para baixo, e cubas de bebedouros precisam ser higienizadas diariamente. Também é essencial secar áreas que possam acumular água da chuva e manter caixas d’água sempre bem tampadas.

O combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade coletiva e exige a participação de toda a população para reduzir os riscos da doença.

MS investiu de R$ 2,3 bilhões em saúde no ano passado


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