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Mato Grosso do Sul
Começa a aplicação de imunizante contra bronquiolite em prematuros e crianças com comorbidades
Publicado em 03/02/2026 9:51 - Semana On
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Ampliar o acesso, recuperar coberturas vacinais e garantir que a população esteja protegida contra doenças imunopreveníveis são desafios permanentes da saúde pública. Em Mato Grosso do Sul, o fortalecimento das estratégias de vacinação tem sido prioridade, com ações planejadas para alcançar públicos em diferentes territórios, reduzir desigualdades e cumprir as metas estabelecidas pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações).
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Como parte desse esforço, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da coordenadoria de Imunização, inicia em fevereiro as ações do MS Protegido, estratégia que integra o projeto MS Vacina Mais, com a divulgação do cronograma de circulação dos Vacimóveis em todas as regiões de saúde de Mato Grosso do Sul. A iniciativa prevê o envio de uma unidade móvel de vacinação por região, conforme o Plano Diretor de Regionalização, para ampliar o acesso, fortalecer ações estratégicas municipais e elevar as coberturas vacinais.
Entre os dias 9 e 13 de fevereiro, o Vacimóvel atenderá os municípios de Sonora, Pedro Gomes, Alcinópolis e Figueirão. Na sequência, de 23 a 27 de fevereiro, a unidade estará em Coxim, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso e Rio Negro.
Os Vacimóveis são unidades móveis estruturadas para levar imunização a locais de grande circulação, áreas remotas e pontos estratégicos definidos em conjunto com as gestões municipais. Cada veículo conta com câmara refrigerada para armazenamento adequado das vacinas, materiais para preparo das doses, cadeira de atendimento, televisão para acolhimento e tenda externa, garantindo estrutura completa, segura e confortável para as ações itinerantes.
Ao todo, o Governo do Estado adquiriu dez unidades móveis, que atuam de forma complementar às salas de vacina da atenção primária. O objetivo é facilitar o acesso da população aos imunizantes, levando a vacinação até onde as pessoas estão e reduzindo barreiras geográficas e estruturais.
Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a estratégia reforça o compromisso do Governo com a ampliação da cobertura vacinal. “Estamos fortalecendo a imunização em todas as regiões do Estado, com planejamento e parceria com os municípios. Os Vacimóveis permitem chegar a comunidades mais distantes, apoiar as equipes locais e garantir que a vacina esteja disponível para todos”, destaca.
A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, explica que a organização por regiões de saúde permite maior efetividade das ações. “O cronograma foi construído conforme o Plano Diretor de Regionalização, respeitando as especificidades de cada território. A unidade móvel é uma ferramenta estratégica para apoiar os municípios na intensificação das campanhas, na busca ativa e na ampliação do acesso, sempre com registro adequado no sistema do PNI”, ressalta.
A SES oferece como apoio um técnico responsável pelo Vacimóvel, além de motorista e custeio de combustível. Já os municípios são responsáveis pela disponibilização de vacinadores e registradores, mobilização da rede local, coordenação da estratégia e registro das doses aplicadas nos sistemas oficiais do PNI.
A programação do Vacimóvel seguirá por todas as regiões de saúde ao longo primeiro semestre de 2026:
Região Norte – Fevereiro/2026
Sonora; Pedro Gomes; Alcinópolis; Figueirão; Coxim; São Gabriel do Oeste; Rio Verde de Mato Grosso; Rio Negro.
Região Baixo Pantanal – Fevereiro e Março/2026
Aquidauana; Anastácio; Jardim; Guia Lopes da Laguna; Bela Vista; Caracol; Bonito; Bodoquena; Maracaju; Dois Irmãos do Buriti; Nioaque; Porto Murtinho.
Região Nordeste – Março/2026
Costa Rica; Paraíso das Águas; Chapadão do Sul; Cassilândia; Inocência; Paranaíba; Aparecida do Taboado; Selvíria.
Região Leste – Abril/2026
Três Lagoas; Água Clara; Brasilândia; Bataguassu; Santa Rita do Pardo; Nova Andradina (Sudeste); Anaurilândia (Sudeste).
Região Sudeste – Abril e Maio/2026
Batayporã; Taquarussu; Novo Horizonte do Sul; Ivinhema; Angélica; Jaraguari (Centro); Ribas do Rio Pardo (Centro); Terenos (Centro); Campo Grande (Centro); Sidrolândia (Centro).
Região Sul Fronteira – Maio e Junho/2026
Ponta Porã; Juti; Naviraí; Itaquiraí; Eldorado; Japorã; Mundo Novo; Iguatemi; Tacuru; Sete Quedas; Paranhos; Coronel Sapucaia; Amambai; Aral Moreira; Antônio João.
Região Centro – Junho/2026
Corguinho; Rochedo; Camapuã; Bandeirantes; Nova Alvorada do Sul; Rio Brilhante (Centro Sul); Itaporã (Centro Sul); Deodápolis (Centro Sul); Jateí (Centro Sul); Douradina (Centro Sul).
Região Centro Sul – Julho/2026
Caarapó; Laguna Carapã; Vicentina; Fátima do Sul; Dourados; Glória de Dourados; Corumbá (Pantanal); Ladário (Pantanal); Miranda (Pantanal).
Com a estratégia, o Estado consolida uma política pública orientada para resultados, fortalecendo a imunização em Mato Grosso do Sul e garantindo que nenhum cidadão deixe de se vacinar por dificuldade de acesso ou distância das unidades fixas.

Começa a aplicação de imunizante contra bronquiolite em prematuros e crianças com comorbidades
Mato Grosso do Sul iniciou ontem (2) a aplicação do imunizante contra o VSR (vírus sincicial respiratório), causador da bronquiolite, em bebês prematuros atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). As primeiras doses foram aplicadas na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, marcando o início da estratégia estadual de proteção aos recém-nascidos mais vulneráveis, com apoio do Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e das unidades hospitalares que integram a rede de atenção neonatal.
Quem pode receber o imunizante
Conhecido como nirsevimabe, o anticorpo monoclonal é indicado para bebês nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação, além de crianças com comorbidades, como cardiopatias congênitas, síndrome de Down e fibrose cística, incluindo aquelas com até 24 meses de idade, conforme critérios do Ministério da Saúde. A proteção é direcionada ao vírus sincicial respiratório, responsável por infecções graves como bronquiolite e pneumonia.
Esquema de aplicação e objetivo da estratégia
Para bebês prematuros, a proteção é garantida com dose única. Já as crianças com comorbidades, com até 24 meses de idade, recebem duas doses, sendo uma em cada período sazonal ao qual a criança estará exposta. A estratégia tem como objetivo reduzir as internações por bronquiolite, especialmente nos meses de maior circulação do vírus, quando há maior pressão sobre os leitos hospitalares.
Ampliação do acesso pelo SUS
A incorporação do imunizante integra a Rede de Imunobiológicos Especiais do SUS e representa um avanço importante para a saúde neonatal. A técnica da Coordenação Estadual de Imunização da SES, Maristela Chamorro, destaca a importância da medida. “O nirsevimabe chegou em um momento oportuno e passa a ser ofertado de forma contínua. Bebês prematuros de até 36 semanas e 6 dias e crianças com comorbidades terão acesso à proteção, conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde”, afirma.
Antes do início da aplicação, a SES realizou um levantamento técnico sobre os nascimentos prematuros e a capacidade de atendimento das maternidades em todo o Estado, garantindo o envio de doses de acordo com a média mensal de cada unidade.
Distribuição nos municípios
Nos demais municípios, as crianças que se enquadrarem nos critérios terão acesso ao imunizante por meio do Sistema E-Crie, plataforma digital da SES responsável por organizar a solicitação e a distribuição de imunobiológicos especiais para os 79 municípios sul-mato-grossenses.
Além disso, o Ministério da Saúde autorizou o resgate vacinal para crianças nascidas a partir de agosto de 2025, desde que atendam aos critérios estabelecidos no informe técnico vigente.
Aplicação nas maternidades
Na Maternidade Cândido Mariano, a coordenadora de imunização, Keila Lacerda, explica que a aplicação ocorre semanalmente. “A administração acontece às quintas-feiras, nas unidades intermediárias e UTIs neonatais. Esse imunizante representa uma grande conquista, já que antes só estava disponível na rede privada”, afirma.
Segundo Keila, o Estado enfrentou um aumento expressivo das internações por bronquiolite nos últimos anos. “No ano passado, vivemos uma crise de leitos devido aos surtos da doença. A expectativa é que essa estratégia contribua para reduzir significativamente as internações”, completa. Ela ressalta ainda que podem ocorrer reações leves, como em qualquer imunização, e que os bebês permanecem em observação após a aplicação.
Proteção complementar ao cuidado materno
A Diretora Técnica da Maternidade Cândido Mariano, Karina Zucarelli, relembra o cenário recente enfrentado pelas unidades de saúde. “Tivemos surtos de bronquiolite com necessidade de isolamento hospitalar. A chegada desse imunizante muda completamente a perspectiva de proteção para os bebês mais vulneráveis”, pontua.
Ela explica que a estratégia adotada é complementar. “A vacina aplicada na gestante, a partir da 28ª semana de gestação, protege o bebê ainda durante a gravidez. Já o nirsevimabe garante proteção direta ao recém-nascido. Essa proteção dupla amplia significativamente a capacidade de enfrentamento ao vírus nos primeiros meses de vida”, destaca.
Impacto para as famílias
Entre as famílias atendidas está a bebê Melina, que nasceu com 32 semanas e permaneceu internada por 43 dias na UTI Neonatal. A mãe, Paula Rodrigues, relata a importância da proteção. “Minha filha nasceu prematura e passou muito tempo internada. Saber que ela está recebendo essa proteção traz mais segurança e tranquilidade para nossa família”, afirma.
Paula também destaca o impacto social da oferta gratuita. “É um imunizante de alto custo. Nem todas as famílias conseguem pagar, então receber essa proteção pelo SUS faz toda a diferença”, completa.
Na rede privada, o custo do imunizante pode variar entre R$ 1.500 e R$ 3.500. A expectativa da SES é ampliar gradativamente o número de doses, conforme a demanda e os nascimentos prematuros registrados em todo o Estado.
Como acessar o imunizante
Em Campo Grande, o acesso ocorre mediante contato prévio pelo telefone (67) 99875-3662, junto à Sesau, para orientações e agendamento. Após esse contato, as famílias são direcionadas para as Unidades Básicas de Saúde dos bairros Alves Pereira, Marabá, Jardim Presidente e Cristo Redentor. As maternidades Santa Casa, Hospital Universitário, Hospital Regional e Cândido Mariano realizam a aplicação exclusivamente em bebês internados.
No interior do Estado, as famílias devem procurar a Unidade Básica de Saúde do próprio município para receber as orientações e o encaminhamento necessários.
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