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Mato Grosso do Sul
Taxa de desemprego no país caiu para 5,1%, menor patamar da história
Publicado em 30/01/2026 9:52 - Semana On
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Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com desempenho positivo na geração de empregos formais, puxado pelos setores de construção e serviços. As informações constam em relatório conjuntural elaborado pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base nos dados do Painel de Informações do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
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O balanço aponta que o Estado registrou 419.472 admissões e 399.716 desligamentos ao longo do ano, resultando em um saldo positivo de 19.756 postos de trabalho com carteira assinada.
Com esse desempenho, o estoque total de empregos formais alcançou 689.951 vínculos ativos, o que representa um crescimento de 2,91% em relação a 2024, refletindo o fortalecimento da economia sul-mato-grossense e das políticas voltadas ao desenvolvimento e à geração de oportunidades.
O saldo positivo de empregos em 2025 foi impulsionado por todos os grandes grupamentos de atividades econômicas, que apresentaram desempenho favorável no acumulado do ano. O setor da construção liderou a geração de vagas, com saldo de 5.873 empregos, seguido por serviços (+4.835), indústria (+4.536), comércio (+3.258) e agropecuária (+1.256).
Na avaliação do secretário da Semadesc, Jaime Verruck, os dados apresentados evidenciam a dinâmica da economia de Mato Grosso do Sul, com crescimento e diversificação da base produtiva.
“Apesar dos indicadores positivos, ainda enfrentamos um desafio significativo. Há um conjunto de vagas formais abertas no Estado que não estão sendo preenchidas, indicando a capacidade de expansão do número de empregos formais, dada a disponibilidade existente”, salientou.
Verruck ressalta que o principal desafio do Estado a curto prazo reside na qualificação da mão de obra. “Temos este grande desafio, através do programa MS Qualifica e seus parceiros, e na atração de profissionais de outros estados para o Mato Grosso do Sul. Adicionalmente, precisamos focar na qualificação e inserção de jovens e mulheres no mercado de trabalho, além de continuar atraindo talentos de outras regiões”, enfatizou o secretário.
Desempenho em dezembro
No mês, dezembro de 2025 teve saldo negativo de 11.281 empregos formais, resultado de 22.087 admissões e 33.368 desligamentos. Em comparação com novembro de 2025, houve redução de 24,72% nas admissões e aumento de 9,88% nos desligamentos.
Já na comparação com dezembro de 2024, os dados indicam retração de 3,39% nas admissões, redução de 10,97% nos desligamentos e queda de 22,83% no saldo de empregos no mês.
Apesar do resultado negativo pontual em dezembro, o desempenho acumulado de 2025 confirma a tendência de crescimento do mercado de trabalho formal em Mato Grosso do Sul, com saldo positivo em todos os setores da economia.
Desemprego cai a 5,1% e Brasil encerra 2025 no melhor nível da série histórica
A taxa de desemprego voltou a recuar em dezembro e fechou 2025 em 5,1%, o menor nível já registrado na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE e confirmam a consolidação de um ano marcado pela expansão da ocupação, crescimento da renda e redução gradual da informalidade.
No trimestre encerrado em dezembro, cerca de 5,5 milhões de pessoas buscavam trabalho no país. O contingente é inferior ao observado em novembro, quando somava 5,6 milhões, e significativamente menor que o registrado no mesmo período de 2024, quando 6,7 milhões de brasileiros estavam desocupados. Um ano antes, a taxa de desemprego era de 6,2%.
O desempenho positivo foi acompanhado por um novo recorde no número de pessoas ocupadas. Ao fim de 2025, o país tinha aproximadamente 103 milhões de trabalhadores, superando a marca de 101,3 milhões observada no encerramento de 2024. Com isso, o nível de ocupação — proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar — alcançou 59,1%, o maior patamar desde o início da série.
Segundo o IBGE, a redução da desocupação não decorreu de aumento do desalento nem da subutilização da força de trabalho, mas da efetiva geração de postos. A expansão foi puxada, sobretudo, pelas atividades de serviços, que sustentaram a trajetória de queda do desemprego ao longo de todo o ano.
Avanço do emprego formal e mudança no perfil da ocupação
O mercado de trabalho formal também apresentou crescimento expressivo. Em 2025, o Brasil passou a contar com 38,9 milhões de empregados com carteira assinada, alta de 2,8% em relação ao ano anterior — o equivalente a cerca de 1 milhão de novos vínculos formais.
Na contramão, o número de trabalhadores da iniciativa privada sem carteira assinada recuou levemente, de 13,9 milhões para 13,8 milhões. Houve também redução no contingente de trabalhadores domésticos, que caiu 4,4%, totalizando 5,7 milhões de pessoas.
Já o trabalho por conta própria atingiu o maior volume da série histórica, com uma média anual de 26,1 milhões de trabalhadores — crescimento de 2,4% frente a 2024. Em comparação com 2012, quando eram 20 milhões, o aumento chega a 30,4%. Apesar desse avanço, a taxa de informalidade manteve trajetória de queda, passando de 39,0% para 38,1% em um ano.
O IBGE ressalta, contudo, que o patamar ainda elevado da informalidade reflete características estruturais do mercado de trabalho brasileiro, especialmente a forte presença de ocupações no comércio e em segmentos de serviços de menor complexidade.
Renda média e massa salarial batem recordes
O fortalecimento do mercado de trabalho também se refletiu nos rendimentos. O salário médio habitual alcançou R$ 3.613 em 2025, o maior valor da série histórica. O montante representa alta de 2,4% em relação ao trimestre encerrado em setembro e de 5% na comparação anual.
A valorização do salário mínimo teve papel relevante nesse movimento, especialmente nos segmentos mais elementares e menos formalizados da economia. De acordo com o instituto, o crescimento do rendimento foi disseminado entre os trabalhadores, independentemente da forma de inserção no mercado.
Com salários mais altos e mais pessoas ocupadas, a massa de rendimento real atingiu R$ 361,7 bilhões, outro recorde. O volume representa aumento de 7,5% em um ano — acréscimo de R$ 25,4 bilhões — e avanço de 3,1% frente ao trimestre móvel anterior.
Na comparação anual, os maiores ganhos foram registrados na agropecuária (alta de 9,3%), seguida por informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias e administrativas (5,8%), construção (5,5%), administração pública, saúde e educação (4,7%) e serviços domésticos (4,8%). Os demais grupamentos não apresentaram variações estatisticamente significativas.
Como funciona a Pnad Contínua
A Pnad Contínua é realizada pelo IBGE desde 2012 e cobre todo o território nacional. A pesquisa investiga indicadores do mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais, considerada economicamente ativa.
Os dados divulgados mensalmente têm como base trimestres móveis. Assim, os números mais recentes refletem o desempenho do mercado de trabalho nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025. A taxa de desemprego considera apenas pessoas que não estavam ocupadas, mas procuraram ativamente trabalho no período, excluindo quem está fora da força de trabalho, com
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