21/02/2024 - Edição 525

Mato Grosso do Sul

MS está entre os estados que receberão doses da vacina contra a dengue

População é protagonista no combate à doença: cuidados básicos evitam proliferação do mosquito

Publicado em 26/01/2024 9:43 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Mato Grosso do Sul está entre os estados brasileiros aptos a receber doses da vacina contra a dengue fornecida pelo Ministério da Saúde. O anúncio foi realizado na quinta-feira (25) e deverá atender 78 municípios do Estado, com exceção de Dourados – que já possui uma estratégia própria. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) aguarda o Ministério da Saúde informar o quantitativo de doses que serão encaminhadas para o Estado.

Segundo a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a secretaria permanece no aguardo de novas orientações por parte do Ministério da Saúde.

“Assim que o Estado receber essas doses fará a oferta e a entrega aos 78 municípios. Nesse primeiro momento, o Ministério da Saúde disse que o único município que não receberia essas doses seria o município de Dourados, visto que o município já recebeu um quantitativo através de um projeto entre o município e o laboratório, então para tanto, Dourados não receberia do Ministério da Saúde essas primeiras remessas, vindo a contemplar os demais municípios”, explica Ana Paula.

O público-alvo nesse primeiro momento serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos.

“Toda a população dentro dessa faixa etária será contemplada, visto que o Ministério da Saúde espera receber novas remessas e, para tanto, ampliar a cobertura de acesso para as demais populações”, assegura Ana Paula.

Segundo estimativa realizada pelo Ministério da Saúde, os municípios de Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã somam 88.760 crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos.

O esquema vacinal será composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses. A SES aguarda a publicação de Nota Técnica pelo Ministério da Saúde.

Sobre a vacina

O Brasil recebeu no sábado (20) a primeira remessa com cerca de 750 mil doses da vacina contra a dengue que será disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses da vacina fornecidas pela farmacêutica Takeda e a segunda remessa, com 570 mil doses, tem previsão para ser entregue em fevereiro.

Além das doses que compõem a primeira remessa, o Ministério da Saúde adquiriu o total de 5,2 milhões de doses que serão entregues ao longo de 2024, até o mês de novembro.

O Ministério da Saúde acordou, em conjunto com Conass (Conselho acional de Secretários de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), os critérios para a definição dos municípios que irão receber as doses, seguindo as recomendações da CTAI (Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização) e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

As vacinas serão destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses.

População é protagonista no combate à dengue

Combinadas às altas temperaturas, as chuvas de verão impactam diretamente nos casos de doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar de amenizar o calorão sul-mato-grossense, o fenômeno favorece o acúmulo de água parada, condição ideal para a proliferação do vetor, e exige, consequentemente, maior atenção no combate à dengue.

De acordo com o Boletim Epidemiológico Dengue, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na última quarta-feira (24), em 2024 foram registrados 1.019 casos prováveis da doença. Do total, apenas 146 foram confirmados.

Entre os 79 municípios do estado, Aral Moreira, Sete Quedas, Paranhos e Costa Rica classificam-se com alta incidência de casos prováveis até o momento. Além disso, 5 municípios apresentam incidência média, enquanto 48 atingem baixa incidência. 22 cidades ainda não registraram ocorrências de dengue.

Quando comparado ao mesmo período no ano anterior, Mato Grosso do Sul apresentou queda no índice de casos prováveis. Apesar da melhoria, é indispensável a sensibilidade de todos para evitar a proliferação do mosquito em prol da saúde e bem-estar social.

De acordo com Mauro Lúcio Rosário, coordenador de Controle de Vetores da SES (Secretaria de Estado de Saúde), a mobilização da população deve ser constantemente incentivada, visto que as residências são os principais locais de criadouro pelo acúmulo de água parada.

“Mais de 80% dos focos positivos do mosquito Aedes aegypti estão nas residências, em ralos, calhas, caixa-d’água destampadas, plantas com água, e a maior concentração dos problemas encontrados pelos agentes de combate às endemias são resíduos sólidos (lixo) desprezados conscientemente pela população dentro de suas casas”.

Cuidados

Além da dengue, o Aedes aegypti também é o mosquito transmissor de doenças como a Chikungunya e o Zika Vírus. Entre as medidas para controlar sua proliferação e evitar a contaminação, recomenda-se:

– Evitar água parada, em qualquer época do ano, mantendo bem tampado tonéis, caixas e barris d’ água ou caixas d’água;

– Acondicionar pneus em locais cobertos;

– Remover galhos e folhas de calhas;

– Não deixar água acumulada sobre a laje;

– Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana

– Fazer sempre a manutenção de piscinas.

Ainda, é importante ficar atento aos sintomas da dengue, que incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor nas articulações e erupção cutânea. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar também dor abdominal, vômitos persistentes, diarréia, desânimo e sangramento de mucosa. Diante de dois ou mais desses sintomas, o indivíduo deve procurar a unidade de saúde mais próxima.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o Plantão CIEVS Estadual através do disque-notifica pelos telefones: (67) 9 8477-3435, 0800-647-1650 ou (67) 3318-1823.


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