21/07/2024 - Edição 550

Mato Grosso do Sul

MS desponta no agronegócio nacional com alta na renda agropecuária e na busca por crédito rural

Minério de ferro é carro-chefe da mineração de Mato Grosso do Sul e do Brasil

Publicado em 16/08/2023 9:49 - Semana On

Divulgação Gov MS

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O agronegócio de Mato Grosso do Sul continua despontando em indicadores positivos no País. O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) esperado para este ano no Estado, com base nas informações de julho, é de R$ 69,6 bilhões, volume 3,3% superior aos R$ 67,4 bilhões obtidos em renda agropecuária no ano passado. Os dados são do Mapa (Ministério de Agricultura e Pecuária).

O destaque novamente ficou com as lavouras que têm estimativa de render R$ 50,4 bilhões neste ano, percentual 8,2% superior a 2023.  A soja puxa o índice com rendimento estimado em R$ 29,8 bilhões e alta de 28,3%. Já a pecuária estadual deve ter ganhos de R$ 19,1 bilhão.

Outro índice favorável ao Estado foi na captação de recursos para o setor rural. De acordo com a Matriz de Crédito Rural do Banco Central do Brasil – Bacen, o Estado conseguiu captar R$ 22,5 bilhões, equivalendo a 6,4% dos R$ 346,9 bilhões empregados em operações de crédito rural no país. Isso coloca Mato Grosso do Sul na 7ª posição nacional. Os dados, divulgados pela Aprosoja/MS (Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), por meio do Boletim de Crédito Rural, e ressaltam a importância dos recursos para o desenvolvimento das atividades produtivas no Estado.

Segundo o levantamento de julho de 2022 a junho de 2023, que abrange o Plano Safra 22/23, houve um acréscimo de 15% na utilização de recursos em comparação com o mesmo período do Plano Safra anterior. A operação de custeio foi a modalidade mais empregada, representando 67% do total utilizado, seguida por investimento (20%), comercialização (12%) e industrialização (1%). Na alocação por atividades, 77% dos recursos foram destinados à agricultura, enquanto 23% foram direcionados à pecuária. Na operação de custeio, a sojicultura foi a principal beneficiada, captando 43% dos recursos (equivalente a R$ 6,4 bilhões), seguida pelo milho, que utilizou 20,5% (correspondente a R$ 3,06 bilhões). Das instituições que disponibilizaram recursos, as públicas contribuíram significativamente, fornecendo R$ 11,2 bilhões, ou seja, 79% do montante total.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o aumento na busca pelo crédito rural já é uma resposta dos produtores as mudanças feitas neste ano no Plano Safra. “As mudanças implementadas no Plano com o incentivo à adoção de práticas sustentáveis também ampliou a busca de recursos por parte dos produtores. Esse escopo de sustentabilidade permitiu que os produtores buscassem mais crédito em novas modalidades”, salientou.

Força do agronegócio

Para o secretário Jaime Verruck, os números do agronegócio sul-mato-grossense reforçam a força do segmento na economia nacional e verde. “Seja no crescimento do VBP (Valor Bruto de Produção), ou mesmo na busca por crédito rural, os dados apontam que o Estado segue firme em desenvolvimento de uma agricultura moderna 4.0. Por isso é cada vez mais importante que o Estado mantenha os esforços para facilitar o acesso aos recursos de linhas de crédito com juros compatíveis e incentive a produção com programas consistentes ampliando tanto a produção na agricultura empresarial quanto na familiar”, ressaltou o secretário.

Produção

No levantamento da Conab, a projeção é de safra recorde de 27,3 milhões de toneladas de grãos em Mato Grosso do Sul. O resultado se deve tanto ao aumento da produtividade de 16,2% na produtividade e à expansão de área da ordem de 5,9% em todas as culturas em relação ao ano passado. Esse crescimento de área de grãos passou de 5,8 milhões de hectares de área plantada, em 2022, para 6,2 milhões de hectares, em 2023.

Minério de ferro é carro-chefe da mineração de Mato Grosso do Sul e do Brasil

O minério de ferro foi destaque da produção minerária do Brasil e de Mato Grosso do Sul. No País, o produto, que manteve a liderança nacional na produção mineral, com um valor de R$ 153,5 bilhões, detém 61% do valor total da PMB (Produção Mineral do Brasil). Consequentemente, os produtores nacionais de minério de ferro também se colocam em evidência no ranking das maiores empresas do setor mineral do Brasil.

Na lista das 200 maiores Empresas de Mineração do Brasil, para recolhimento da CFEM (Contribuição Financeira por Extração Mineral), constam 33 mineradoras produtoras de minério de ferro. A Vale lidera entre os produtores nacionais, com valor declarado de produção de R$ 115,2 bilhões, junto com a Mineração Brasileira Reunidas (do mesmo Grupo Empresarial da Vale). Juntas, elas representam 46,1% do valor total da PMB em 2022.

Nesta relação está Mato Grosso do Sul com a Empresa MCR- Mineração Corumbaense Reunida S.A ( J&F Mineração), na 8ª colocação nacional, e a 18ª no ranking geral da mineração, com duas minas em Corumbá, com extração de minério de alto teor, gerando um valor de produção de R$ 1.517.893.310,90, (0,60% do PMB Nacional), e gerando de CFEM R$ 49.448.928,11, que é dividido entre municípios, Estado e União.

Ainda no município de Corumbá, a Vetria ocupa a 17ª colocação no ranking da mineração de ferro e aparece na 48ª no ranking geral, com extração do minério de ferro com três minas em operação, com R$ 400.321.205,62, que representa 0,160% do PMB, e recolhimento aos cofres públicos de CFEM R$ 12.963.506,83.

Segundo o secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, esses números tendem a crescer no próximo ano. “Temos a mineradora MCR (J&F) que vai aumentar dos atuais 4,5 milhões, para 7 milhões até o final deste ano, e para o ano de 2024, 12 milhões de toneladas. Além disso estão fora desta lista as empresas MPP Mineração e a 3ª Mining, que já estão explorando com GU (Guia de Utilização), e que estão aguardando as Portarias de Lavra, concedidas pelo Ministério de Minas e Energia, para aumentarem a extração anual”, esclareceu.

Empregos

O município de Corumbá, com essas empresas minerarias trabalhando em 24 horas por dia, aumentou a oferta de trabalho na mineração. A MCR Mineração (J&F Mineração) tinha 600 funcionários e já contratou mais 1.000 trabalhadores este ano. Até o final de 2022, deverão ser mais 700 vagas abertas, informou o coordenador da Mineração da Semadesc e presidente do Ceter-MS (Conselho Estadual do Trabalho do MS), Eduardo Pereira.


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