22/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Monitor da Violência: assassinatos caem quase 7% em MS em 2023

No ano passado, o estado registrou 446 mortes violentas. Em 2022 foram 479

Publicado em 12/03/2024 10:01 - G1MS

Divulgação Gov MS

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O número de assassinatos em Mato Grosso do Sul caiu 6,9% em 2023 na comparação com 2022. Os dados são da edição final do levantamento anual realizado pelo Monitor da Violência.

O levantamento contabiliza as vítimas de homicídios dolosos (incluindo feminicídios), latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de morte. Mortes decorrentes de violência policial não entram na conta.

Nos últimos 10 anos, se comparado os dados de 2013 e de 2023, a queda no número de mortes violentas é de 22% em todo Mato grosso do Sul. Em 2013 foram registrados 578 assassinatos.

Cenário nacional

No Brasil, o número de assassinatos no Brasil caiu 4% em 2023 na comparação com 2022, mostra a edição final do levantamento anual realizado pelo Monitor da Violência.

A queda é a terceira consecutiva e, novamente, a menor da série histórica (iniciada em 2007) do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), parceiro G1 no Monitor.

A redução foi disseminada: a maioria (21) das unidades da federação registrou menos assassinatos em 2023 do que em 2022. Cinco (Amapá, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Maranhão) tiveram alta e uma (Ceará), estabilidade (leia mais abaixo).

O índice de assassinatos por 100 mil habitantes do país – indicador usado internacionalmente para medir a violência – também caiu, passando de 20,3 em 2022, para 19,4 em 2023. O número foi calculado com base na população brasileira de 2022, e pode mudar quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar as estimativas oficiais de população para 2023.

Apesar da melhora, o país ainda tem um dos maiores índices mundiais de homicídios (em 2021, tínhamos a maior do mundo, segundo um estudo da Organização das Nações Unidas divulgado em 2023), e grandes desafios regionais no combate à violência – há mais unidades da federação (19) com índices piores que a média brasileira do que melhores (8).


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