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Mato Grosso do Sul
Com R$ 100 milhões, Governo apoia turismo sustentável em Bonito
Publicado em 01/02/2025 9:44 - Semana On
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A modalidade de pesca amadora conhecida como ‘pesque e solte’, na qual o peixe é capturado e devolvido vivo ao rio, será permitida na calha do rio Paraguai a partir deste sábado (1º). A liberação está prevista no Decreto Estadual nº 15.166, de 21 de fevereiro de 2019, onde também consta as cotas e tamanhos mínimos e máximos dos peixes a serem pescados.
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Mesmo diante dessa liberação, o período de defeso continua em vigor nos rios de Mato Grosso do Sul até 28 de fevereiro.
Na prática do ‘pesque e solte’ os pescadores devem adotar cuidados específicos para garantir a sobrevivência dos peixes. O uso de anzóis lisos e sem farpas é obrigatório, assim como a devolução imediata do peixe ao mesmo local de onde foi retirado. A prática é restrita à calha do rio Paraguai e está proibida em áreas como baías, lagos, lagoas marginais, banhados e outros cursos d’água conectados. Também não é permitida na foz dos afluentes.
Além disso, é imprescindível que o pescador possua a Autorização Ambiental para Pesca Amadora, especificamente na modalidade ‘pesque e solte’, emitida antes da atividade.
“Essa medida visa encontrar um equilíbrio entre a prática da pesca esportiva e a preservação ambiental, especialmente no período de reprodução das espécies”, destaca o diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges. Ele reforça que o objetivo é promover a pesca sustentável sem comprometer a fauna aquática.
Penalidades para infrações
O desrespeito à legislação pode acarretar sérias consequências. Pescadores flagrados em irregularidades poderão ser detidos e levados à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura do auto de prisão em flagrante. Caso condenados, estão sujeitos a penas que variam de um a três anos de detenção, além de ter material de pesca, embarcações, motores e veículos apreendidos.
O período de defeso das espécies, instituído para garantir a reprodução e a sustentabilidade dos estoques pesqueiros, é uma medida essencial para a preservação do ecossistema aquático. A liberação do “pesque e solte” é um passo estratégico para incentivar a pesca esportiva sustentável sem comprometer a fauna dos rios de Mato Grosso do Sul.
“É importante que cada um faça a sua parte, obedecendo os locais, petrechos e tamanhos de captura estabelecidos nos Decretos Estaduais n. 15.166/2019, com as alterações do Decreto n. 15.375, de 26 de fevereiro de 2020”, explica a técnica da área de pesca do Imasul, Fânia Campos.
Importante atentar para:
– utilizar anzóis sem farpas
– preferencialmente não retirar o peixe da água para tirar o anzol que fisgou o peixe
Dicas essenciais para o pescador responsável
Se você pratica a pesca esportiva, adotar boas práticas no manuseio dos peixes faz toda a diferença para garantir a sobrevivência e a saúde dos exemplares capturados. Confira algumas dicas importantes.
Posição correta: se precisar retirar o peixe da água, mantenha-o sempre na posição horizontal e pelo menor tempo possível fora d’água. Isso reduz o impacto sobre sua respiração e estrutura corporal.
Manuseio mínimo: evite tocar diretamente na pele do peixe. O contato excessivo pode remover a camada de muco protetor, tornando-o mais vulnerável a doenças.
Cuidado com o anzol: caso o peixe tenha engolido o anzol, não tente removê-lo à força. Cortar a linha rente à boca pode ser a melhor opção para evitar ferimentos graves.
Proteja as brânquias: nunca coloque as mãos nas guelras do peixe! Essa estrutura é fundamental para a respiração e qualquer dano pode ser fatal.
Evite o estresse: quanto mais tempo o peixe passar se debatendo, maior o risco de desenvolver infecções por fungos e bactérias, podendo levar ao óbito. Seja rápido e eficiente ao soltá-lo.
Liberação correta: assim que capturar o peixe, devolva-o imediatamente ao mesmo local de onde foi retirado. Faça isso com calma, sem movimentos bruscos, garantindo que ele possa nadar novamente sem dificuldades.

Governo de MS apoia turismo sustentável em Bonito
Com desenvolvimento sustentável e ações voltadas ao turismo, Bonito vai receber importantes investimentos que somam aproximadamente R$ 100 milhões e com previsão de serem executados nos próximos dez anos.
O governador Eduardo Riedel participou de uma reunião na manhã de sexta-feira (31), para apresentação do projeto que será executado pelo Zagaia Eco Hotel.
“O Zagaia é um hotel tradicional de Bonito, que foi um empreendimento que marcou uma época no Estado e agora eles apresentaram um projeto de investimento de R$ 100 milhões para poder avançar com um parque aquático, centro de convenções e um novo hotel dentro de um projeto que eles têm para os próximos anos. É Bonito crescendo, se desenvolvendo, com todo empreendimento sustentável, o que é fundamental. O Zagaia está acreditando no Mato Grosso do Sul, fazendo investimentos que vai gerar mais de 400 empregos, é isso que a gente quer ver no nosso Estado. Neste período total vão gerar mais de 400 empregos”, disse Riedel.
O complexo que será construído vai abrigar um centro de convenções com estrutura para shows e eventos, além de parque aquático e de aventura, e ainda a ampliação de leitos, a construção de novos hotéis, um deles com 150 apartamentos e outro com área de camping de alto luxo – com apenas dez leitos.
“O Zagaia, desde que chegou em Bonito, sempre teve compromisso, com a sustentabilidade. E essa nova área também, não vamos derrubar nem um coqueiro. Muito pelo contrário, vamos plantar mais árvores frutíferas. Nós não vamos tirar nada da natureza, e quando devolver nós vamos fazer reuso da água. Hoje o Zagaia completa a sigla ESG com sustentabilidade, nós estamos sendo certificados com 80% lixo zero, nosso esgoto é 100% reaproveitado com tratamento de esgoto e temos energia renovável”, afirmou o empresário Guilherme Poli.
O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, afirma que o empreendimento vai contribuir também para a preservação ambiental. “O projeto, que inclui um parque aquático com capacidade para atender mil pessoas, vai desafogar cada vez mais os nossos rios, e Bonito vai ter um investimento ao longo de dez anos. Para a cidade, que respira ecoturismo, é muito importante”.
O secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, também pontuou sobre a importância do empreendimento para o Estado. “É importantíssimo para o Mato Grosso Sul, para a gente aumentar o fluxo de turistas, desenvolver os negócios, gerar emprego. Esse empreendimento, ao final do período, vai gerar mais de 485 empregos. Então mostra toda essa ideia de desenvolvimento sustentável e Bonito realmente ter toda essa capacidade de atração”.
Poderes se unem em defesa da mulher, criança, adolescente e da pessoa idosa
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