Entre em nosso grupo
2
19.485.790/0001-70
Mato Grosso do Sul
Entre eles, filho de ex-governador, prefeito, deputado estadual e conselheiro do TCE
Publicado em 23/08/2025 10:22 - Semana On
Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.
Sete anos após a denúncia inicial ser apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a acusação contra 21 investigados por envolvimento em um esquema de corrupção que teria movimentado R$ 67,8 milhões em propinas pagas pela JBS durante a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), entre 2015 e 2022.
CLIQUE PARA SEGUIR A SEMANA ON NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO WHATSAPP
A decisão foi publicada no último dia 15 de agosto e abrange investigados por crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Vostok, deflagrada em 2018 pela Polícia Federal.
Entre os réus estão figuras de destaque na política e na administração pública sul-mato-grossense, como Rodrigo Souza e Silva, filho do ex-governador; o deputado estadual Zé Teixeira (PSDB); o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), Márcio Campos Monteiro; o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra Ribeiro, além de empresários e servidores ligados ao suposto esquema.
Réus no processo:
Ex-governador Reinaldo Azambuja segue investigado
Apesar de apontado pelo Ministério Público como o “chefe” da organização criminosa, Reinaldo Azambuja responde em processo separado. O caso dele foi desmembrado e encaminhado ao STJ, com base em entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre foro por prerrogativa de função.
A defesa do ex-governador tentou transferir o caso para a Justiça Eleitoral, sob o argumento de que os supostos crimes estariam relacionados ao financiamento de campanhas. No entanto, o pedido foi negado.
Como funcionava o esquema, segundo o MP
De acordo com a denúncia obtida pelo g1, os pagamentos da JBS teriam como objetivo obter benefícios fiscais junto ao governo estadual. A propina, conforme o Ministério Público, era posteriormente “lavada” por meio de:
Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, inicialmente também figuravam como investigados, mas o processo contra eles foi arquivado após acordo de delação premiada homologado pelo STF.
O que dizem os réus
“O recebimento da denúncia é uma fase natural do processo, não representa comprovação de culpa, apenas autoriza o andamento da ação penal”, declarou.
“Neste momento, a nova fase não altera a situação do réu”.
Deixe um comentário