22/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Governo prepara atuação para temporada de incêndios florestais no Pantanal

Riedel inaugurou Corpo de Bombeiros em Miranda

Publicado em 28/02/2024 11:05 - Semana On

Divulgação Gov MS

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul prepara a atuação para a temporada de incêndios florestais, de 2024, no Pantanal. A organização e planejamento das ações, pelo Corpo de Bombeiros Militar, conta com o apoio de secretarias de Estado e outras instituições.

O secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, explicou que o foco é atuar preventivamente e por isso o plano operativo do Corpo de Bombeiros é essencial. “O plano com designação de pessoas, equipamentos, locais, alocação de recursos já existe para atender situações emergenciais. Nas próximas semanas vamos fazer toda a análise climática do Estado para decidir sobre o decreto de emergência ambiental. Mas independente disso, tudo indica que teremos um ano bastante complexo sob o ponto de vista da seca”.

A situação climática no Estado, que está com chuvas abaixo da média desde dezembro de 2023 e já registrou dois grandes incêndios florestais no Pantanal este ano, é preocupante. “Entre janeiro e abril não era para ter foco no Pantanal, são períodos muito tranquilos, e já tivemos dois. Então nos preocupa já que podemos ter a partir de março uma situação de atendimento emergencial e precisamos dar resposta rápida. Com alerta, identificação, acesso, por isso já temos toda uma estrutura de planejamento das atividades”, disse Verruck.

Na semana passada, a Semadesc e o Comitê do Fogo de MS (Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais de Mato Grosso do Sul) realizam o 1º Seminário de Prevenção aos Incêndios Florestais de MS.

Na ocasião o CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul) apresentou o balanço operacional das ações relativas à temporada de incêndios florestais de 2023 e formulação de atividades e ações para o ano de 2024.

“O ano de 2024 começou atípico. Estamos em fase de planejamento, que será finalizado nos próximos dias. Tudo é realizado para prevermos o que pode ser feito e nosso plano de operações tem várias bases de atendimento no Estado, já considerando a situação climática crítica”, afirmou o tenente Alexandre de Oliveira, engenheiro ambiental responsável pelo monitoramento de dados e geoprocessamento da Diretoria de Proteção Ambiental do CBMMS.

Também foram entregues, pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), dois kits de motobomba pick-up de 660 litros à Defesa Civil do Estado e a ong (organização não governamental) SOS Pantanal, para serem utilizados em ações de combate a incêndios florestais em unidades de conservação do Estado.

“As atividades do Corpo de Bombeiros são pautadas em muito estudo, para reunir técnicas aprimoradas, e protocolos de trabalho. Hoje dispomos de equipamentos, tecnologia e cada vez mais investimos na capacitação. São melhorias que surtem resultados e tornam o combate muito mais efetivo”, explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar, que realiza o monitoramento dos incêndios florestais no Estado.

Para operações de resposta e ações coordenadas, o Governo do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros Militar prepara toda a atuação para a temporada de incêndios florestais 2024, com foco no Pantanal.

“Nós entendemos que precisamos da ajuda de todos os envolvidos no combate aos incêndios florestais. O Estado vai estar pronto para poder fazer o trabalho, com a atuação efetiva do Corpo de Bombeiros, além do planejamento para que a gente consiga ter uma estrutura adequada de apoio e resposta rápida”, finalizou Verruck.

Riedel inaugurou Corpo de Bombeiros em Miranda

Para reforçar as ações de combate a incêndio florestal em Mato Grosso do Sul, com foco no Pantanal, o Governo do Estado inaugurou o quartel do Corpo de Bombeiros Militar, em Miranda. Com investimento de mais de R$ 3,2 milhões em viaturas, a estrutura reforça a atuação na proteção ambiental e ainda nos demais atendimentos realizados – resgate, busca, salvamento, entre outros.

O governador Eduardo Riedel falou sobre a importância do quartel, que garante atendimento para o município e também contribui para as ações de combate a incêndios florestais no Pantanal.

“O Corpo de Bombeiros é uma instituição que precisa estar pronta na hora que a sociedade precisar. As viaturas que vão ficar à disposição em Miranda, são para resgate e também combate e a incêndios florestais em locais de difícil acesso. Então são veículos que fazem toda a diferença para a região”.

A partir de agora, Miranda, assim como acontece nas unidades do Corpo de Bombeiros em Corumbá, Aquidauana e Coxim, contará com uma guarnição preparada para o atendimento imediato a ocorrências de incêndio florestal e outras frentes de atuação.

O quartel foi construído em terreno doado pela Prefeitura Municipal e com recursos do município, de aproximadamente R$ 739,4 mil, além de receber emendas parlamentares.

Para o atendimento de diversos tipos de ocorrência, junto com a inauguração da unidade operacional, o Governo do Estado entregou três viaturas de resgate (destinado ao atendimento pré-hospitalar de vítimas de acidentes), auto bomba tanque florestal (viatura de combate a incêndios florestais, tanque com capacidade para 5 mil litros de água) e auto bomba salvamento e resgate (de vítimas, transporte de militares e materiais para operações de busca e salvamento, além de possuir tanque com capacidade para 2 mil litros de água, voltado ao combate a incêndio) para segurança da população do município e entorno.

O quartel terá efetivo com 28 bombeiros militares que vão atuar em casos de urgência e emergência em Miranda, que ainda não contava com o serviço do Corpo de Bombeiros.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Frederico Reis Pouso Salas, afirmou que a unidade da corporação em Miranda vai contribuir em diversas frentes, com atenção voltada as ações de resposta aos incêndios florestais no Pantanal.

“Com a criação do quartel, vai haver socorro permanente no município. Estamos com atenção especial para a temporada de incêndios florestais e por isso vai ser servir para melhor logística de atendimento do Pantanal sul, e Parque Estadual do Rio Negro. Esta é mais uma ação de suma importância na proteção do meio ambiente”, disse o coronel Frederico.

“Estamos com um sonho realizado, após 246 anos que é a idade de Miranda, conseguimos o quartel do Corpo de Bombeiros”, disse o prefeito Fábio Florença.

Período de incêndios

A inauguração do quartel do Corpo de Bombeiros em Miranda faz parte de uma série de ações do Governo do Estado, em preparação a temporada de incêndios florestais no Pantanal, que comumente ocorre entre os meses de julho e outubro. Porém desde o ano passado, o fogo se comportou de maneira atípica, com grandes incêndios registrados em novembro, sem interrupção de ocorrências nos meses de dezembro e janeiro – normalmente mais chuvosos.

Ocorre que devido a influência direta do fenômeno El Niño, a situação climática extrema e atípica em Mato Grosso do Sul pode contribuir para a ocorrência de incêndios florestais no Pantanal e nos outros biomas do Estado – Cerrado e Mata Atlântica – de maneira mais intensa e fora de época. Somente no início deste ano, o Corpo de Bombeiros já atuou em dois grandes incêndios florestais no Pantanal, um deles na Serra do Amolar, cujo combate durou quase duas semanas.

As chuvas estão abaixo da média em todo o Estado desde dezembro de 2023, e a previsão é de que o déficit de precipitação persista e provoque danos ambientais, com ampliação de área seca e intensificação de casos de incêndios florestais.

Em todo o Estado, as chuvas estão abaixo do esperado desde dezembro de 2023, e por isso a previsão é de a situação se agrave nos próximos meses.

“Em dezembro, de 2023, tivemos chuvas abaixo da média história em 39 municípios analisados. Já em janeiro deste ano, a situação não foi diferente, em 41 municípios houve déficit de precipitação. Sem acúmulo de água no solo, os rios estão com níveis mais baixos, é reflexo da falta de chuva”, disse o meteorologista Vinícius Sperling, do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul).


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