21/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Exportações de MS chegam a US$ 2 bilhões no 1º trimestre puxadas por soja, celulose, milho e carnes

Eduardo Riedel debate ações com representantes do setor de etanol de milho

Publicado em 14/04/2023 8:46 - Semana On

Divulgação Gov MS

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As exportações de Mato Grosso do Sul fecharam o primeiro trimestre de 2023 com um acumulado de US$ 2 bilhões, impulsionadas pelas vendas externas de soja e seus subprodutos, de celulose, milho e de carnes bovina e de aves. O superávit na balança comercial sul-mato-grossense no período alcançou US$ 1,251 bilhão, valor 3,76% superior ao verificado no primeiro trimestre de 2022.

As informações estão na Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de março, divulgada no último dia 10 pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

“Quando se aumentam as atividades e exportações dos nossos produtos, conseguimos ver o surgimento de novas oportunidades. Com uma economia pujante, Mato Grosso do Sul cresce com mais empregos e renda e o trabalho do Estado para incluir as pessoas nesse mercado, com qualificação e oportunidade para seguir se desenvolvimento”, afirma o governador Eduardo Riedel

Já o titular da Semadesc, Jaime Verruck, comenta que “os dados indicam o crescimento do comércio internacional de Mato Grosso do Sul, tanto das exportações como também das importações, resultando em saldos maiores e robustos quando comparamos com o mesmo período do ano passado. Tal cenário se desenha puxado pelo milho e açúcar, principalmente, com expressiva variação em relação ao ano passado”.

Com relação aos principais produtos comercializados com o exterior, a soja aparece como o primeiro produto na pauta, representando 24,9% do total exportado em termos de valor, seguido da celulose, com 18,88% de participação; milho (16,71%); carne bovina (11,31%); farelo de soja (7,05%) e carne de aves (4,31%).

Há de se dar destaque também para produtos como os açúcares e melaços, com crescimento de 333,25% nas exportações no primeiro trimestre de 2023, além do ferro gusa (alta de 94,52%) e do minério de ferro e seus concentrados, que aumentou as vendas externas em 85,42% no período, números todos bastante expressivos.

Fator China

O secretário Verruck destaca o impacto das restrições da China sobre as exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul. “Daí vem essa queda da nossa carne bovina no mercado chinês. Se olharmos as exportações totais para China caíram também e isso é um impacto das restrições que a China fez em relação a exportação”.

Ainda assim, a China segue como o principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, representando 35,28% das vendas externas do Estado, sendo seguida pelo Japão (7,69% do total no primeiro trimestre de 2023 e crescimento de 329,96%), pelos Estados Unidos (7,66%) e pela Argentina (5,09% e aumento de 633,25% no período).

Porta de saída

O escoamento dos produtos sul-mato-grossense exportados ficou concentrado no Porto de Paranaguá (PR), com 38,75%, seguido pelo Porto de Santos (SP) com 26,84%. “Registramos um aumento de 4,42% nos valores exportados pelos principais portos neste primeiro trimestre de 2023. Além disso, também registramos movimentação no terminal portuário de Porto Murtinho, que escoou 132 mil toneladas nesse período”, acrescenta Jaime.

Já o principal município exportador no período de janeiro a março de 2023 foi Três Lagoas, com cerca de 31,59% dos valores exportados, baseado no setor de papel e celulose. A liderança da cidade do leste do Estado vem se consolidando há tempos.

Governo debate ações com representantes do setor de etanol de milho

O governador Eduardo Riedel recebeu na manhã de quarta-feira (12) representantes da Unem (União Nacional do Etanol de Milho) e da Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul). Durante a audiência, que contou com a participação do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck, o presidente-executivo da Unem, Guilherme Nolasco, fez uma apresentação do desempenho do setor, a contribuição para a economia e como o etanol de milho pode atrair mais investimentos para o Estado.

“O etanol de milho tem um grande potencial aqui no Mato Grosso do Sul, o segundo maior estado produtor no Brasil. Mostramos ao governador, o potencial de economia circular, tanto no desenvolvimento de florestas plantadas como na produção de um biocombustível, com energia limpa. E por fim, toda a relação da cadeia de proteína animal, motivada e impulsionada pelo farelos de milho, resultantes da produção do etanol, com valor agregado, gerando renda e impostos”, pontua o executivo da Unem.

Na avaliação do secretário Jaime Verruck, a expansão do etanol de milho é estratégica para Mato Grosso do Sul. “Hoje, temos uma empresa operando no Estado e outra que será inaugurada este ano, que coloca o Estado no cenário nacional de produção de etanol”, completa.

De acordo com o titular da Semadesc, o segmento de etanol de milho ainda proporciona a produção de outros produtos como o DDG. “Temos investimentos em Dourados e este ano inaugurando [unidade empresarial] em Maracaju. O Governo de Mato Grosso do Sul entende que este é um caminho estratégico para o Estado e vamos captar novos investimentos e que essas indústrias já instaladas façam a ampliação da suas produções pela estruturação desta cadeira produtiva”, garante Verruck.

Para o diretor-executivo da Biosul, Érico Paredes, o etanol de milho se mostra uma outra alternativa na produção de biocombustível. “Isso consolida a vocação do Mato Grosso do Sul como um grande produtor nacional. Estas iniciativas que vão ao encontro de políticas do MS Carbono Neutro, nós vemos com bons olhos, com oportunidade de geração de renda e emprego no Estado e atendendo as metas de sustentabilidade e redução de emissão de gases que os biocombustíveis podem contribuir muito”, admitiu o dirigente da Biosul.

Segundo informações da Unem, o Brasil vai produzir 6 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2023/2024, que se inicia agora em abril. Esse número representa um aumento de 36,7% em relação ao ciclo 2022/2023, que se encerrou em março deste ano.

O próximo ano safra de etanol deve iniciar com 20 indústrias autorizadas para produção localizadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, duas a mais do que no ciclo 2022/23. O aumento da capacidade produtiva é resultante da incorporação de tecnologia nas unidades já em operação, ampliação de algumas indústrias e inauguração de novas unidades.


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