22/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Emprego no setor privado atinge maior patamar da série histórica em MS

Campo Grande reduz taxa de desocupação e termina 2023 na liderança entre as Capitais

Publicado em 20/02/2024 10:42 - Semana On

Divulgação Gov MS

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No 4º trimestre de 2023, o número de empregados no setor privado atingiu o maior patamar desde o início da série histórica em 2012, totalizando 743 mil trabalhadores, um aumento de 28% em 11 anos. Esses são os dados mais recentes da PNADC-T (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral) divulgados pelo IBGE e compilados na Carta de Conjuntura nº 04 – 4º Trimestre de 2023, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Para o governador Eduardo Riedel, a inclusão das pessoas na vida produtiva é reflexo do ambiente positivo de atração de oportunidades de Mato Grosso do Sul e da política de qualificação profissional. “O real crescimento sem deixar ninguém para trás é a inclusão das pessoas na oportunidade de emprego e renda, para que elas atuem dentro do sistema produtivo. Além de criar um ambiente de desenvolvimento e crescimento, criamos oportunidades para as pessoas conquistarem a qualificação, estudar e poder abraçar essa oportunidade gerada”, afirmou.

De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semadesc, essa alta é significativa. “É um indicativo claro da melhoria na condição econômica estadual e na oferta de trabalho, proporcionada pelo ambiente de negócios favorável e pelos novos empreendimentos que vêm se instalando no Estado. Referenda a nossa situação de pleno emprego em Mato Grosso do Sul, que se mantém com o 3º maior nível de ocupação do Brasil, segundo a PNAD”, avalia.

Ainda conforme a PNADC-T, no 4º trimestre de 2023, o trabalho por conta própria, frequentemente referido como autônomo, registrou uma redução de 7% no número de trabalhadores, caindo de 317 mil para 296 mil em comparação com o mesmo período em 2022.

O nível de ocupação em Mato Grosso do Sul foi estimado em 64,0% durante o quarto trimestre de 2023. Houve uma ligeira queda de -0,2 pontos percentuais em comparação com o trimestre anterior, e uma queda de 1,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse resultado, a taxa de desocupação para Mato Grosso do Sul manteve o estado na 4ª colocação no cenário nacional, atrás apenas dos estados de Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso. Outro indicador, o nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar) no mercado de trabalho do estado atingiu 64,0% no quarto trimestre.

Com relação à taxa de participação na força de trabalho (percentual de pessoas na força de trabalho em relação às pessoas em idade de trabalhar), o percentual de 66,6% foi ligeiramente menor do que o verificado para o mesmo trimestre de 2022, com decrescimento de 0,9 pontos percentuais.

Em termos de renda, considerando o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelos ocupados, tem-se uma renda média de R$ 3.295 registrada para o 4º trimestre de 2023, representando uma variação de – 3,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao rendimento médio nacional o Mato Grosso do Sul tem um rendimento superior em 8,67%.

Campo Grande reduz taxa de desocupação e termina 2023 na liderança entre as Capitais

O ano de 2023 se tornou o melhor ano da história de Campo Grande quando o assunto é empregabilidade. O número de pessoas sem trabalho recuou 0,5 ponto percentual (p.p.) no quarto trimestre de 2023, em comparação com o terceiro trimestre, chegando a 2,6%. Este número é o menor já registrado para o município de Campo Grande desde que a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) passou a ser divulgada a nível de capitais em 2012.

Campo Grande também encerra o ano como a Capital com a menor taxa de desocupação do País. Em seguida aparecem as cidades de Florianópolis (SC) com 4,3%, e Palmas (TO) com 4,7%.

Conforme a pesquisa, Campo Grande possui 757 mil pessoas em idade para trabalhar, destes, 502 mil estão na força de trabalho. Participam da força de trabalho as pessoas que têm idade para trabalhar (14 anos ou mais) e que estão trabalhando ou procurando trabalho (ocupadas e desocupadas). O levantamento mostra que 13 mil pessoas estão desocupadas, sendo este o menor número da série histórica.

A pesquisa mostra ainda que 33 mil estão subocupadas, três mil a menos do que no trimestre anterior. A subutilização da força de trabalho engloba os desocupados, aqueles na força de trabalho potencial e os subocupados por insuficiência de horas. A taxa de subutilização da força de trabalho é a porcentagem que esta subutilização representa dentro da força de trabalho ampliada (pessoas na força de trabalho somadas à força de trabalho potencial). Todos estes números encontram-se abaixo do período pré-pandemia.

Para o superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Comércio Exterior, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), José Eduardo Corrêa dos Santos, “apesar dos desafios enfrentados no último ano, a cidade de Campo Grande tem conseguido se consolidar nas primeiras posições entre as 27 capitais do País, como polo de crescimento e de geração de novos negócios. Apenas em 2023, a cidade ampliou em 4 mil o número de empresas ativas, o que se reflete nos bons números de empregabilidade. Alguns segmentos, inclusive, já têm relatado escassez de mão de obra. A Funsat tem anunciado diariamente mais de 2 mil vagas e muitas não são preenchidas com facilidade”.

Nota-se que a melhora dos números de Campo Grande ficou muito acima da média nacional, que recuou 0,3 ponto percentual, chegando a 7,4%, e também em relação a Mato Grosso do Sul, onde houve estabilidade na taxa de desocupação entre o terceiro e o quarto trimestre, em 4,0% ao final de 2023.

No intervalo de um ano, a taxa de desocupação em Campo Grande baixou de 3,1% para 2,6%, representando 3 mil pessoas a menos nesta condição na capital. Estes números colocam Campo Grande abaixo ao de países como Canadá (5,7%), Austrália (4,1%) e Estados Unidos (3,7%).

Este dado reforça o panorama de crescimento econômico pelo qual Campo Grande vem se beneficiando no pós-pandemia. Desde julho de 2020, mais de 38 mil novos postos de trabalho com carteira assinada foram criados, de acordo com o CAGED. Apenas em 2023, houve um saldo de 7 mil novas vagas. Todos os segmentos apresentaram números positivos com destaque para Serviços e Comércio.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Agronegócio, Adelaido Vila, destaca que os números do IBGE vêm demonstrar a realidade da capital. “A cidade continua gerando empregos e novos negócios diariamente. O desafio enquanto administração municipal é apoiar os empresários na contínua qualificação da mão de obra local. Mensalmente, tanto a Sidagro, quanto a Secretaria Municipal da Juventude, oferecem uma série de cursos rápidos neste sentido.”

No final de dezembro de 2023, a administração municipal sancionou a lei de redução do ISS de 5% para 2% para franqueadores com sede em Campo Grande, com o objetivo de atrair um segmento que movimenta bilhões de reais pelo País.


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