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Mato Grosso do Sul

Dourados amplia vigilância após novas mortes por chikungunya

Município já registra cinco óbitos confirmados e alta taxa de positividade

Publicado em 06/04/2026 9:33 - Semana On

Divulgação Gov MS

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A rede de saúde de Dourados investiga duas novas mortes suspeitas por chikungunya, registradas em 3 de abril: um adolescente de 12 anos e um homem de 55. Com esses casos sob análise, o município — que já confirmou cinco óbitos — enfrenta uma escalada da doença, especialmente entre populações indígenas aldeadas, onde se concentram os indicadores mais críticos.

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Dados atualizados da Secretaria Municipal de Saúde revelam um cenário de alta transmissão. São 2.733 casos prováveis da doença, dos quais 1.365 já foram confirmados e 469 descartados. Outros 1.837 seguem em investigação, elevando o total de notificações para 3.671. A taxa de positividade, que alcança 74,42%, indica que a maioria dos pacientes com sintomas testados recebe diagnóstico positivo — um sinal claro da circulação intensa do vírus.

A distribuição dos casos reforça a desigualdade no impacto da epidemia. Nas aldeias indígenas, concentram-se tanto os registros mais numerosos quanto os mais graves: 1.608 casos prováveis, sendo 1.115 confirmações e 227 internações. Todas as mortes confirmadas até agora, assim como as suspeitas em apuração, ocorreram entre indígenas aldeados, evidenciando a vulnerabilidade dessas comunidades diante da doença.

Diante do agravamento do quadro, a Secretaria de Estado de Saúde iniciou, na última semana, uma operação conjunta com a Defesa Civil Estadual para conter o avanço da chikungunya no município, que figura entre os mais afetados do Estado. A estratégia combina ações de vigilância epidemiológica, assistência à saúde e mobilização social, com foco nas áreas de maior incidência.

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a urgência da resposta coordenada. Segundo ela, o envio de equipes e recursos para Dourados busca garantir uma atuação rápida e integrada entre diferentes esferas de governo. A operação prevê a instalação de salas de situação, planejamento conjunto e apoio técnico contínuo ao município.

No campo, a atuação será intensificada com mutirões liderados pela Defesa Civil. O coordenador estadual, Hugo Djan Leite, detalhou que as equipes percorrerão comunidades e residências para mapear riscos, orientar moradores e eliminar focos do mosquito transmissor. A ação inclui ainda articulação com lideranças locais para facilitar o acesso às áreas mais vulneráveis.

O esforço conta também com o reforço da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que atuará em conjunto com a Coordenadoria Estadual para ampliar a capacidade de resposta e os recursos disponíveis.

Entre as medidas prioritárias está o controle da água armazenada, considerada um dos principais vetores de proliferação do mosquito. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, enfatizou a necessidade de vedação adequada de caixas e reservatórios, além da orientação contínua à população sobre o uso correto desses recipientes.

As equipes avaliam ainda a distribuição de água tratada e o tratamento direto de reservatórios existentes. A força-tarefa prevê um conjunto de ações estruturadas, incluindo visitas domiciliares em áreas prioritárias, eliminação de criadouros, limpeza de espaços públicos e privados, além do envolvimento ativo de lideranças comunitárias — especialmente em territórios indígenas.

Com o início das ações programado para os próximos dias, autoridades reforçam que o controle da doença depende também da colaboração da população. A eliminação de focos do mosquito em ambientes domésticos e a adoção de medidas preventivas cotidianas são apontadas como fundamentais para conter o avanço da chikungunya em um cenário já considerado crítico no município.

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