21/02/2024 - Edição 525

Mato Grosso do Sul

Documentos comprovam relação comercial legal, afirma Monteiro

Publicado em 22/05/2017 12:00 -

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“Não tenho nada a ver com as alegações dessa delação. A prova da legalidade da venda que fiz de gado ao grupo JBS sãos as notas por mim emitidas junto com as Guias de Trânsito Animal (GTAs) e a Nota Fiscal de Entrada emitida pelo próprio frigorífico do grupo”, disse o secretário de Fazenda do Estado, Márcio Monteiro, citado na delação da JBS como suposto emitente de nota “fria” que comprovaria pagamento de propina. Monteiro disse que já determinou a advogados apuração e ajuizamento de ação contra o grupo JBS por danos morais.

Ontem, Márcio Monteiro reuniu as sete notas fiscais emitidas por ele relativas a venda de 140 cabeças de gado ao frigorífico do grupo JBS na Capital. Em cada uma das sete notas fiscais está anexada a respectiva e-GTA (Guia Eletrônica de Trânsito Animal) emitida pela Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Iagro), referentes às reses embarcadas na Fazenda Imbirussu, em Jardim. Foram sete caminhões com 20 cabeças de gado cada, totalizando 140.

A comprovação da operação comercial “absolutamente normal e dentro da legalidade”, segundo Monteiro, está na Nota Fiscal de Entrada emitida pela JBS S/A, por meio de sua filial em Mato Grosso do Sul, na Avenida Duque de Caxias nº 7.255, Vila Nova Campo Grande, em Campo Grande. De acordo com a Nota Fiscal de Entrada emitida pela JBS, as 140 cabeças de gado comercializada por Márcio Monteiro resultaram em 35,7 toneladas de carne “destinada à industrialização”, operação pela qual o frigorífico pagou R$ 333.223,80.

O valor consta na relação de documentos entregue pelos delatores como pertencente a notas frias. Entretanto, as GTAs emitidas pela Iagro com data de 12 de dezembro de 2016, mesma data em que o gado foi embarcado, comprovam a veracidade da operação.

“Estou extremamente indignado. Como secretário nunca mantive qualquer relação com empresários desse grupo, apenas essa relação comercial com o frigorífico, uma venda esporádica absolutamente dentro da legalidade e com recolhimento de imposto. Recolhi R$ 1.571,00 ao Fundersul (Fundo Estadual de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul) e toda operação está contabilizada. Gado declarado, baixa das cabeças comercializadas na contabilidade e recebimento da venda na minha Declaração de Imposto de Renda”, enfatizou Márcio Monteiro.

Pecuarista há mais de 30 anos, Monteiro afirmou que a atividade é desenvolvida com há 100 anos por sua família. Ele destacou ainda que durante toda a sua carreira pública – como prefeito de Jardim, deputado estadual e deputado federal – nunca sofreu denúncia de desvio de conduta. “Fiz uma venda confiando na idoneidade do grupo empresarial, não sei por qual razão me envolveram nessa delação. Hoje sou parlamentar licenciado e secretário de Fazenda do Governo do Estado, mas minha atividade sempre foi a pecuária sem que nesses mais de 30 anos houvesse qualquer denúncia”, pontuou.


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