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Mato Grosso do Sul
Queimadas em Mato Grosso do Sul aumentam 684% em nove meses, revela Inpe
Publicado em 13/09/2024 10:22 - Semana On
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A operação de assistência humanitária promovida pelo Governo do Estado, por meio da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul, segue realizando missões humanitárias de assistência às comunidades ribeirinhas do Pantanal, impactadas pela estiagem e pelos incêndios florestais.
Durante as próximas semanas, mais de 400 famílias serão atendidas com entrega de cestas básicas, água mineral, além de assistência médica, social, psicológica e atendimento veterinário.
Entre os dias 15 e 21 de setembro, equipes de agentes e voluntários atuarão na região do Alto Pantanal, onde 200 famílias serão atendidas nas localidades Porto São Francisco, Castelo, Amolar, Ilha Verde, Barra do São Lourenço, Paraguai Mirim, entre outras.
A partir do dia 22 até 28 de setembro, as missões continuarão no Baixo Pantanal, com a previsão de atender 227 famílias nas comunidades Formigueiro, Volta Grande, Porto da Manga, Porto Esperança, Forte Coimbra, Porto Morrinho e Passo do Lontra.
As missões humanitárias da Defesa Civil MS têm o objetivo de garantir a segurança alimentar, a saúde e o bem-estar das populações ribeirinhas, além de apoiar as equipes que atuam no combate às chamas que afetam o Pantanal.
“Mais que levar água, alimentos e assistência médica, nossa missão humanitária acolhe e leva esperança aos nossos ribeirinhos pantaneiros. Esse sentimento de voluntariado, de amor ao próximo, tem nos motivado a levar essas ações de assistência nestas regiões isoladas”, destaca o coordenador-geral da Defesa Civil MS, coronel Hugo Djan Leite.
Durante a live da Operação Pantanal, onde são apresentadas as atividades desenvolvidas no combate aos incêndios florestais no Estado, o coronel Djan apresentou o balanço das ações realizadas nas primeiras operações e adiantou que já foi solicitado à Defesa Civil Nacional um segundo plano de recursos para a continuidade das missões humanitárias e das ações de apoio às equipes de brigadistas.
Balanço das primeiras missões humanitárias
Na primeira fase das ações humanitárias, a Defesa Civil atendeu comunidades do Pantanal do Taquari e do Alto Pantanal, afetadas pela crise hídrica e pelos incêndios.
Pantanal do Taquari
Alto Pantanal
Queimadas em Mato Grosso do Sul aumentam 684% em nove meses, revela Inpe
O número de focos de queimadas em Mato Grosso do Sul disparou 684% entre 1º de janeiro e 10 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2023, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Estado, junto com o Distrito Federal e outras dez unidades federativas, registrou um aumento expressivo no número de incêndios florestais. Além de MS e DF, os Estados mais atingidos incluem Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins, cujas queimadas têm contribuído para a densa fumaça que cobre o país.
De acordo com o MapBiomas, agosto de 2024 foi o pior mês da série histórica do Monitor do Fogo, que compila informações sobre queimadas em todo o Brasil. Corumbá, localizada a 428 km de Campo Grande, foi apontada como o município brasileiro mais afetado, com a devastação de 616.980 hectares. Em seguida, Félix do Xingu, no Pará, e Amajari, em Roraima, também se destacam entre as áreas mais impactadas, com 277.951 e 250.949 hectares queimados, respectivamente.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), manifestou preocupação com a situação, alertando que as queimadas no Pantanal podem se aproximar da tragédia ambiental registrada em 2020. Ele destacou que as condições climáticas adversas – com calor extremo, baixa umidade do ar e áreas de difícil acesso – têm dificultado os esforços para controlar os incêndios.
O climatologista Carlos Nobre expressou inquietação com o cenário atual e alertou que o Pantanal, um dos biomas mais ricos do mundo, pode desaparecer em aproximadamente 46 anos se o ritmo de destruição continuar. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou essa previsão alarmante, lembrando que o colapso do bioma pode ocorrer antes mesmo do final deste século.
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