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Mato Grosso do Sul

Costa Leste fortalece neurologia com telemedicina e novas especialidades no HR de Três Lagoas

Referência em oncopediatria, Hospital Regional fez mais de 6 mil atendimentos no último ano

Publicado em 06/03/2025 10:21 - Semana On

Divulgação Gov MS

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O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em parceria com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), agora oferece atendimento especializado em neurologia, incluindo neurocirurgia, neurointervencionismo, neurologia clínica e neurologia ambulatorial.

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A novidade, já em funcionamento desde o último sábado (1º), representa um avanço significativo para a região, garantindo assistência qualificada e o suporte da telemedicina para ampliar a cobertura e reduzir filas.

A iniciativa é parte integrante do processo de regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul, que tem como objetivo descentralizar o atendimento de alta complexidade, fortalecendo polos estratégicos e garantindo assistência especializada mais próxima da população.

Com esse modelo, hospitais regionais assumem um papel fundamental na rede de atenção, evitando deslocamentos desnecessários e otimizando os recursos do SUS (Sistema Único de Saúde).

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, enfatiza que a expansão das especialidades em Três Lagoas é um passo decisivo no fortalecimento da regionalização, uma das principais estratégias do Governo para descentralizar a saúde e otimizar o atendimento.

“Com esse novo serviço, estamos consolidando Três Lagoas como um polo de referência na Costa Leste, garantindo que pacientes da região tenham acesso à neurologia especializada sem precisar percorrer longas distâncias. Esse é o caminho para um SUS mais resolutivo, eficiente e próximo da população”, afirmou.

Regionalização na prática

Na Costa Leste, Três Lagoas atua como polo de alta complexidade, enquanto cidades como Paranaíba, Aparecida do Taboado e Costa Rica assumem casos de média complexidade.

O mesmo acontece em outras regiões: Campo Grande concentra os atendimentos mais complexos da Macrorregião Central, enquanto municípios como Aquidauana e Coxim absorvem demandas intermediárias. Já no Cone Sul, Dourados se mantém como referência em alta complexidade, com suporte de cidades como Ponta Porã e Naviraí.

Para a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Cristina Segatto Congro, a expansão das especialidades em Três Lagoas reforça a estratégia do Estado de fortalecer a rede hospitalar regional.

“A SES tem organizado a atenção hospitalar em Mato Grosso do Sul, estruturando os hospitais regionais sob gestão estadual e garantindo que assumam um papel estratégico no atendimento especializado. Com isso, estamos interiorizando serviços médicos antes concentrados apenas na Capital, levando atendimento qualificado para mais perto da população e reduzindo a necessidade de deslocamentos”, destacou.

De acordo com o diretor-geral do hospital, Henrique Schultz, a chegada das novas especialidades “representa mais um marco na história da Costa Leste, reforçando o compromisso do hospital com a ampliação e excelência no atendimento à saúde da população”.

Com essa expansão, o Hospital Regional da Costa Leste fortalece seu papel dentro da rede estadual de saúde, consolidando-se como uma das referências no atendimento especializado e reforçando a eficiência da regionalização hospitalar em Mato Grosso do Sul.

Hospital Regional de MS fez mais de 6 mil atendimentos no último ano

O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), referência no atendimento oncológico pediátrico no Estado, realizou 1.480 sessões de quimioterapia, 4.703 consultas ambulatoriais e 498 internações de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer, no último ano. O hospital, que é o único a oferecer esse tipo de atendimento especializado no Estado, desempenha um papel crucial no diagnóstico e no combate à doença.

A importância desse serviço se torna ainda mais evidente neste mês de fevereiro, quando foi celebrado o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil. A data, instituída para conscientizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura e no acesso a terapias eficazes.

Dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer) apontam que, no triênio de 2023 a 2025, devem ser diagnosticados 7.930 casos por ano de câncer em crianças e adolescentes de até 19 anos de idade. Conforme o órgão, os tumores mais frequentes em crianças são as leucemias e de sistema nervoso central, além dos linfomas.

Médica oncologista pediátrica, Paola Stella Wanderley de Oliveira explica que as chances de cura chegam a 80%, principalmente quando a doença é descoberta precocemente. Por isso, a importância de se observar alguns sinais.

“Se a criança tem febre persistente por mais de sete dias, sangramento pela boca ou nariz, manchas roxas pelo corpo, apresenta apatia e nota-se um emagrecimento, é importante que a família busque atendimento médico. São sintomas recorrentes em casos de leucemia em crianças”, explica.

No caso de outros tipos de câncer, a médica alerta que os sintomas podem incluir inchaço nas pernas, fraturas mesmo sem nenhum impacto, nódulos e caroços pelo corpo e aumento do abdômen, por exemplo.

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