18/07/2024 - Edição 550

Mato Grosso do Sul

Contra a dengue no Carnaval, se ligue nas ‘regras do rolê’: limpe seu quintal e caia na folia

Guerra ao mosquito: com 80% de focos nas casas, governo mobiliza ações em todo MS

Publicado em 09/02/2024 11:00 - Semana On

Divulgação

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As ‘Regras do Rolê’ são claras, então se liga nessa dica: em casa ou no bloquinho, ‘Lixo no lixo’. Neste sentido, o Governo do Estado, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) incentiva toda a população a unir forças no combate ao mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti.

O aumento no número de casos de dengue preocupa no período de intensidade de calor e as chuvas também propiciam a disseminação do mosquito, aumentando a transmissibilidade do vírus. O Carnaval é uma festa para se divertir, então não deixe que a dengue acabe com a sua alegria. Reserve algumas horas e faça uma vistoria na sua casa.

Conforme o médico infectologista, Dr. Júlio Croda, grande parte dos focos dos mosquitos estão dentro dos quintais das casas e a população tem um papel fundamental no controle do vetor.

“É importante que a população continue com as medidas de prevenção. Medida de prevenção é focada na eliminação dos mosquitos da dengue, principalmente, intra-domiciliares. De 75% a 80% dos focos do mosquito da dengue é dentro da casa e é importante que a pessoa faça semanalmente uma inspeção na sua casa e elimine os focos desse mosquito”.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Dra. Crhistinne Maymone, o combate à dengue é uma missão de todos, do Estado e, principalmente, da população. “A população precisa entender que o controle vetorial depende dela sim.  O processo de limpeza dos quintais é fundamental para que não tenhamos óbitos por dengue e nem muitas pessoas infectadas”, garante.

Desse modo, a medida mais eficaz de todas no combate à dengue é evitar o acúmulo de lixo e não deixar a água parada. Elimine tudo que possa acumular água, tampe as caixas d’água e recipientes que guardam água e cuide dos potenciais criadouros que não podem ser eliminados. Coloque areia nos pratos das plantas ou troque a água uma vez por semana.

Mas não basta esvaziar o recipiente, é preciso lavar com uma esponja para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície e o mesmo vale para qualquer embalagem e/ou recipiente que acumule água. O mosquito coloca os ovos nas paredes desses criadouros, bem próximo à superfície da água e o ovo do mosquito pode sobreviver em local seco, mesmo que fique sem água. Daí a importância de lavar os objetos onde possam existir os focos do mosquito.

A presidente do Cosems/MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul), Josiane Oliveira Corrêa, reforça a importância da população na ajuda ao combate ao mosquito. “Mais importante do que impedir a transmissão é não deixar realmente o mosquito nascer. Por isso é importante aproveitarmos esse período em que estamos nas nossas casas para limparmos o nosso quintal e, de certa forma, tentar mitigar a transmissão da dengue no estado”.

Já o presidente do CES/MS (Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul), Ricardo Bueno, lembrou que muitos aproveitam o Carnaval ara ficar em casa. “Muitos ficam em casa durante o Carnaval, então que a população aproveite para ficar vigilante na sua casa e faça uma inspeção no seu quintal”, convocou Bueno.

Faça a sua parte, confira mais dicas:

– Evite água parada, em qualquer época do ano;

– Mantenha bem tampado tonéis, barris de água e caixas d’agua;

– Guarde pneus em locais cobertos;

– Remova galhos e folhas de calhas;

– Não deixar água acumulada sobre a laje;

– Encha pratinhos de vasos com areia até a borda ou lave-os uma vez por semana e faça sempre a manutenção de piscinas;

– Feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de crianças e animais.

Além disso, é importante trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana; colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas; manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo; tampar ralos; catar sacos plásticos e lixo do quintal, entre outras medidas que impeçam o acúmulo de água e de sujeiras.

Não deixe que o mosquito Aedes aegypti seja protagonista da festa. Aproveite o Carnaval, mas mantenha limpo o seu quintal.

Guerra ao mosquito

Com 80% dos focos de proliferação do mosquito ‘Aedes aegypti’ dentro das residências, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) alerta para o aumento dos casos das doenças transmitidas pelo vetor em Mato Grosso do Sul.

Até agora o Estado tem mais de 2 mil casos notificados para dengue – mais de 300 confirmados –, com uma morte em investigação, além de 652 casos prováveis de chikungunya – 27 deles confirmados. Os dados são do boletim epidemiológico, até a quinta semana deste ano, com informações coletadas até o dia 3 de fevereiro.

“Em primeiro lugar nós precisamos informar a população que mais de 80% dos focos positivos estão nas residências. Caixa d’água, calhas, latinhas, lixo doméstico, oriento para que não deixando nenhum lugar com água acumulada. É muito importante que neste momento os moradores compreendam a necessidade e mantenham a casa livre de mosquito. Vamos eliminar toda a água parada, assim estaremos eliminando o mosquito e evitando a doença”, explicou Mauro Lúcio Rosário, coordenador estadual de controle de vetores da SES.

Para atuar no combate, controle, prevenção e redução de doenças transmitidas pelo ‘Aedes aegypti’, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, realizou uma reunião – ontem (7) – com representantes dos órgãos estaduais e instituições parceiras para divulgação do estado de alerta em saúde pública e a necessidade de visita às residências para garantir a eliminação dos criadouros.

Enquanto estados que fazem divisa com o Mato Grosso do Sul decretaram situação de emergência – Goiás e Minas Gerais, além do Acre e Distrito Federal –, a preocupação da SES é para que a população faça a eliminação de possíveis criadouros do mosquito.

“Estamos acompanhando a situação no Brasil, que é de emergência em alguns dos estados vizinhos ao Mato Grosso do Sul. Por isso a necessidade de alerta, para que as pessoas eliminem água parada em suas casas. O trabalho mecânico, fazendo a limpeza das residências e terrenos, é essencial para a gente tentar evitar um problema maior”, explicou a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone.

A necessidade de eliminação de focos nas casas é urgente e se faz necessária diariamente, pois o ciclo de reprodução do mosquito – que além de dengue e chikungunya, também transmite zika, e outras doenças –, é rápido, de aproximadamente oito dias.

“Nós temos seis municípios com alta incidência, significa que encontramos muitos mosquitos, pessoas doentes. Nós tememos até que aconteça o pior, que é o óbito. É importante que neste momento, as pessoas entendam que a SES está fazendo todos os trabalhos em conjunto, com mutirão de limpeza, bloqueio químico, educação ambiental. Vamos trabalhar também com uma força tarefa em conjunto com o comitê composto por militares, defesa civil, empresas, secretarias de Estado. É importante também enfatizar que se não tiver a participação da população, nós não vamos vencer esta guerra”, disse Rosário (ouça a sonora completa aqui).

Para orientar os 79 municípios do Estado sobre os diversos tipos de doenças, entre elas dengue e chikungunya, a SES mantém um Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, da Coordenadoria de Emergências em Saúde Pública.

“Temos plantonistas que são técnicos, estão disponíveis 24h por dia e dão todo o apoio. Eles dão orientações, explicam como fazer a coleta de exames, notificar agravos. E se precisar de algo relacionado a vetores, a gente passa para a área técnica, além de orientar o manejo clínico do paciente”, explicou Larissa Castilho de Arruda, superintendente de Vigilância em Saúde da SES (ouça a sonora completa aqui).

Brasil

O Brasil já registra, apenas neste ano, um total de 392.724 casos prováveis de dengue, de acordo com números divulgados ontem (7) pelo Ministério da Saúde, que também confirmou 54 mortes pela doença no país. Outros 273 óbitos estão sendo investigados para saber se são decorrentes da dengue. O País pode contabilizar mais de 4,1 milhões de casos em 2024, de acordo com informações da Agência Brasil.

Com 135.716 casos prováveis, Minas Gerais é o estado com mais diagnósticos da arbovirose (vírus em que parte da replicação ocorre em inseto). Em seguida, aparecem São Paulo (61.873), Distrito Federal (48.657), Paraná (44.200) e Rio de Janeiro (28.327). Na análise do coeficiente de incidência por 100 mil habitantes, a capital federal lidera com 1.727,2 casos por 100 mil habitantes. Em seguida estão Minas Gerais (660,8) e o Acre (539,1).


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