25/04/2024 - Edição 540

Mato Grosso do Sul

Com projetos e conhecimento do Estado, Riedel mostra a empresários como levar MS ao futuro

Capitão Contar, por outro lado, mostra porquê está evitando sabatinas, debates e entrevistas: despreparo

Publicado em 24/10/2022 2:00 - Semana On

Divulgação Fiems

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Eduardo Riedel (PSDB), candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Coligação Trabalhando por um Novo Futuro (Número 45) falou há pouco, na sabatina promovida pelo setor produtivo de Mato Grosso do Sul, sobre diversos temas relacionados ao setor. O evento contou com a presença de representantes da Fiems, Famasul, Fecomércio e Faems.

A participação de Riedel foi mais uma confirmação de seu preparo técnico e conhecimento sobre os eixos mais importantes para o setor produtivo do Estado. Abordando temas como infraestrutura, escoamento da produção, questão tributária, turismo, entre outros, o candidato apresentou aos empresários um robusto programa de desenvolvimento, com que pretende levar o Mato Grosso do Sul, nos próximos anos, a patamares de desenvolvimento nunca vistos no Estado.

“Trabalhei muito tempo pelo coletivo, pelo setor produtivo. Sou produtor rural e empresário. Nunca havia participado da gestão pública até entrar no governo em 2015, e este é meu primeiro pleito. A decisão de ingressar no governo foi tomada com o objetivo de desenvolver o Estado com justiça social. Entre 2015 e 2017 o Brasil passou por uma crise tremenda, queda no PIB, quase 15 milhões de desempregados, 23 estados deixaram de honrar a folha. Imagine o impacto da crise para as famílias, para o setor público”, iniciou Riedel.

“Mas, ambientes de crise extrema geram oportunidade”, lembrou. “Vimos a necessidade de reestruturar o Estado com reformas que tiveram um custo político alto, mas que deram condições de uma retomada econômica”, afirmou o candidato. Estas reformas foram fundamentais para que o Mato Grosso do Sul assumisse a 3º colocação entre os Estados com menor taxa de desemprego e que, nos últimos três anos, se posicionasse entre a 1ª e 2ª colocação entre os Estados com maior taxa de crescimento do Brasil.

“Hoje, investimos 12% da receita corrente líquida (a média nacional é de 3 a 4%), atraímos capital privado, com as PPPs nas estradas, no saneamento, na tecnologia e na energia, além de implementarmos ações estruturantes que nos permitiram ir à Bolsa de SP buscar capital privado”, disse.

Riedel afirmou ainda que eficiência é seu foco principal. “O estado tem que ser eficiente, do micro ao macro. Este é o foco que devemos ter, respeitando os objetivos da aplicação dos recursos públicos no interesse da população. O salto para o novo futuro, que propomos, será feito a partir desta base”.

O candidato ressaltou a importância da política de atração fiscal que viabilizou uma carteira de R$ 60 bilhões para o Estado. “É o setor privado que gera crescimento, e o Estado, com eficiência, permite ao privado se colocar de forma competitiva.  Para isso, temos que garantir infraestrutura logística que dê capacidade para nossas empresas buscar e ampliar mercados. Isso passa por ferrovias, rodovias, pela rota bioceânica – que vai gerar inúmeras possibilidades e para MS. Quero gerir um Estado eficiente, justo, que não deixe ninguém para trás”.

FOCO NO DESENVOLVIMENTO

Eduardo Riedel respondeu a diversas perguntas dos empresários sobre como pretende desenvolver o Estado. A primeira delas girou em torno da dicotomia entre vagas de trabalho e desemprego no Estado e nas políticas sociais que apoiam a população mais carente em MS

“Visitei quase todas as indústrias do Estado e conheço a necessidade de mão de obra qualificada. Hoje temos 167 mil famílias inscritas no CAD único, são pessoas na faixa da pobreza extrema, que estão excluídas do processo de cidadania. Uma coisa não interfere na outra. Vamos estabelecer um grande programa de qualificação profissional e, ao mesmo tempo, continuar apoiando estas pessoas que precisam ser resgatadas da miserabilidade”, disse Riedel.

MALHA VIARIA – COMO INTEGRAR AS REGIÕES PODUTIVAS DE MS

Riedel também falou sobre como pretende fortalecer os canais de escoamento da produção.

“Temos que ampliar nossa capacidade de investimento, e já começamos a mudança estrutural para fazer isso. Vamos atrair capital privado. Aprendemos o caminho das pedras com as PPPs, que atraíram projetos importantes que já estão acontecendo. Temos uma série de rodovias passíveis de concessão, temos duas ferrovias, as hidrovias, a rota bioceânica. Temos os rios Paraguai e Paraná. Já investimos muito em infraestrutura para viabilizar uma nova rota de escoamento e entrada de insumos.  Em Corumbá, a mesma história. Além da estruturação do Pantanal, que sempre ficou à margem, e que agora se integra com Paiaguás, Nhecolândia, Ponte do Mato Grosso, os portos do Rio Paraguai, no norte, descendo de barcaça e integrando-se com as rotas de escoamento”.

MODAL RODOVIÁRIO – PRIORIDADES

“Na região pantaneira temos a 214, que sobe para o Paiaguás, a 228, que vem de Corumbá, atravessa a Ponte do Piqiiri – que está pronta – e leva ao acesso aos portos.

Na Rota Oeste temos a conexão entre Corumbá a Porto Murtinho, que é viável e estruturada, já está sendo montada. Vamos dar sequência, por dentro, até a 267, passando por Forte Coimbra, Albuquerque e Porto Esperança.

Falando em rodovias, temos a 316, ligando Costa Rica a Inocência e Aparecida do Taboado, que tem que ser concessionada. Vamos pavimentar e modelar.

No Centro-Sul temos a 245 em Bandeirantes, até a 338, saindo de Ccamapuã até Ribas do Rio Pardo, a 134, até Casa Verde. É todo um eixo norte-sul, por dentro, com mais de 60 mil hectares de soja que hoje não tem estrada.

Temos a 289, de Amambai até Juti, na mesma situação, e todas as conexões com a Rota Bioceânica. Bela Vista, a 267. Bonito, por dentro, para Guia Lopes. A sul-fronteira, em execução, a cabeceira do APA, passando por Giua Lopes e Antônio João.

Tudo desembocando nas rotas e eixos centrais.

Sem contar a concessão das duas BRs, a 267 e a 262, precisam de duplicação com ação federal”.

MEIO AMBIENTE E PAGAMENTO DE SERVIÇOS AMBIENTAIS AOS PRODUTORES

“Se formos escalar o potencial de serviço ambiental da agropecuária sul-mato-grossense vamos chegar a 200, a 500 milhões. Como calibrar este ativo? Não acredito que o poder público tenha esta capacidade mas tem que criar condições para tal.

Só o mercado pode solucionar isso. É aí que entra o Governo, com o papel de criar uma modelagem, da mesma forma que as PPPs, para atrair este capital. Por exemplo, há uma iniciativa no Pantanal, que engloba 400 mil hectares, e que será o primeiro grande financiamento de serviço ambiental em MS, numa escala que não vimos ainda. Tudo através do mercado financeiro.

Quando discutimos meio ambiente saindo dos três grandes eixos (descarbornização, biodiversidade e água) a única saída é viabilizar o projeto do ponto de vista econômico e financeiro. O mercado é que vai dar esta sustentação.

ICMS

“A questão tributária é um grande gargalo. O ICMS garantido foi extinto em 2018. Foi criado para facilitar a fiscalização, garantir arrecadação e diminuir a evasão. Hoje, a demanda por fiscalização é muito menor, é tudo eletrônico.

Temos que brigar pela reforma tributária nacional. Este eixo é central para o próximo presidente. Enquanto isso não acontece, vamos fazer uma mini-reforma para buscar a desoneração, inclusive do antecipado para setores menos competitivos. Temos que avaliar os impactos e ir tirando a antecipação de grupos de produtores maios atingidos, enquanto não construímos uma solução perene.

É fácil fazer o discurso vazio e dizer que vai reduzir imposto. Mas, é preciso cautela e estratégia”.

PIRATARIA

“Este é um problema global, tanto na venda como na fabricação. Há um fator de competitividade mas, também, social. Vamos buscar uma maneira de dar mais competitividade aos setores sofrem mais com estas questões, criando condições para o pequeno e micro empresário ser mais competitivo, e de inserir na formalidade quem hoje está fora dela”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Eduardo Riedel fez um apelo para que o eleitor compare os projetos e a trajetória de cada candidato. “Temos um plano para o Mato Grosso do Sul. Ele envolve a universalização das escolas de tempo integral; a regionalização da saúde, com foco na atenção primária numa parceria entre Estado e municípios; mais inteligência e coordenação na segurança pública; um ambiente de negócios competitivo, com atração fiscal para quem vem e para quem já está aqui; um plano de infraestrutura e logística com capacidade de investimento; um plano que prevê um estado cada vez mais eficiente. Com isso, vamos continuar com equilíbrio orçamentário, atraindo mais recursos privados em um ambiente juridicamente estável e confiável. Vamos continuar o Estado que mais cresce no Brasil. Assim vamos gerar oportunidades para as pessoas e negócios”.

CONTAR MOSTRA DESPREPARO

Após começar a desmanchar nas pesquisas e também ser duramente criticado por não estar cumprido agendas previamente assumidas com os veículos de imprensa e entidades de classe, o candidato ao Governo do Estado, Renan Contar (PRTB), o ‘Capitão Contar’, como é mais conhecido, resolveu participar da sabatina realizada pelo setor produtivo de MS. Na ocasião ele reforçou o motivo pelo qual estava fugindo destes momentos, já que demonstrou total falta de conhecimento e preparo sobre os assuntos levantados na sabatina e que envolvem diretamente a gestão pública de MS.

Diversos assuntos que envolvem o setor produtivo foram questionados e o Capitão respondeu todos eles com total superficialidade. Ao ser perguntado sobre qual a sua proposta para atrais mais indústrias e qual seria sua política de incentivo fiscal, o candidato simplesmente respondeu: “Vou consultar a expertise de cada setor para traçar o melhor caminho para Mato Grosso do Sul, o que eu adianto desde já é que vamos sim manter e ampliar os incentivos fiscais para atrairmos indústrias, atrairmos fomento para o nosso Estado”, afirmou Contar.

Quando questionado sobre as Parcerias Públicas Privadas, necessárias para destravar o investimento público, o Capitão Contar só fez ataques a atual estatal Sanesul e a parcerias na área da saúde, sem provas e não soube responder absolutamente nada sobre a questão. “Vou dar um exemplo, a Sanesul, é uma empresa estatal que infelizmente tem feito PPP’s não precisando. Então parcerias são importantes? Sim, claro, mas desde que sejam necessárias”, ressaltou o candidato.

Um dos maiores absurdos da manhã foi quando o candidato falou sobre a educação profissionalizando do Sistema S e como pretendia fazer parcerias com a Rede Estadual de Ensino para implementar a educação técnica. “Seremos um Governo que vai demandar muito dessas entidades, pois eu acredito muito no modelo de ensino de profissionalização, precisamos aproveitar o que já temos na Rede Estadual de Ensino, de repente criando um turno na parte da noite, utilizando a instalações com essas parcerias e não adianta nós termos somente os Programas Sociais atendendo a população e do outro lado não termos a efetividade de mão de obra e eu andei consultando algumas entidades e a realidade que acontece é a seguinte, é disponibilizado um curso, aparecem lá 80 matrículas, na segunda semana cai para 40 e se formam apenas 10 falta também a motivação pessoal do aluno de quem está pleiteando aquele curso e finalizar”, enfatizou o Capitão.

Sobre a “falta” de motivação pessoal o candidato ainda emendou ou que seria uma de suas falas mais sem nexo da sabatina. “Isso também acontece na área rural, o setor está precisando de mão de obra, aparece o cidadão e a primeira coisa que ele pergunta é se tem wi-fi, tem não sei o que, então pera lá, nós realmente temos que mudar essa cultura, fazendo com que a pessoa tenham vontade de ficar independente dos problemas sociais, eles vão existir, mas precisamos da independência, autonomia, é aquela questão do peixe né? Se ficarmos dando o peixe eternamente nunca vai sair dessa situação, precisamos ensinar a pescar e para isso, respondendo à pergunta, queremos demandar demais todos os cursos profissionalizantes das entidades citadas”, disse o candidato.

Mais a ênfase em investir em publicidade e propaganda, já que sua esposa, Iara Diniz, é dona de uma Agência de Publicidade, não faltou quando Contar foi questionado sobre fomentos para o turismo de Mato Grosso do Sul. “A questão de divulgação do Mato Grosso do Sul e acho que é muito pouca ainda, nós precisamos ter o nosso Pantanal, nossa região de Bonito e a nossa Costa Lesta, espalhadas em todos os aeroportos do Brasil. Dinheiro para divulgação e publicidade tem, só que tem que ser usado de forma inteligente e criteriosa”, enfatizou o Capitão.

Alguns assuntos de suma importância para Mato Grosso do Sul como a diminuição da evasão escolar e a Rota Bioceânica e as respostas foram na mesma linha do despreparo e da falta de conhecimento. Sobre como melhorar a educação pública o candidato só sabe falar da implantação de escolas cívico-militares e nada mais, sobre um dos maiores e mais importantes investimentos da história do Estado, que é a Rota Bioceânica, ele disparou: “A Rota Bioceânica que com certeza trará muitas oportunidades para Mato Grosso do Sul será sem dúvidas essa oportunidade para agende desenvolver um grande potencial do Estado, que é o setor logístico, aqui temos representantes do transporte também, e essa demanda é muito importante, só que muito se fala da rota, vai realmente trazer oportunidade e desenvolvimento para o nosso Estado, mas ao longo desse trecho o Estado precisa se fazer presente”, ressaltou ele.

Para terminar em suas considerações finais e fechar com chave de ouro a sessão desastrosa de sua participação no debate com entidade importantes do nosso setor produtivo, o Capitão Contar, fez questão de dizer, “em todas as entrevistas, sabatinas e debates eu cito isso, talvez falte em mim cabelos brancos para que eu tenha essa credibilidade, mas o Brasil não precisa mais se preocupar, hoje todo mundo conhece, hoje todo mundo tem celular, tem meios de adquirir informação, então com a aprovação de todos, com a indicação das federações e segmentos eu quero criar o melhor corpo técnico para trabalhar nas secretarias do Governo do Estado, sem politicagem”. Lembrando que no meio destes montes de palavras sem nexo, ele diz em que criar um governo “sem” politicagem, porém já rateou o mesmo com os perdedores do primeiro turno e que estão até o pescoço em envolvimentos de crimes de corrupção: Marquinhos Trad, Rose Modesto e André Puccinelli.


Voltar


Comente sobre essa publicação...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *