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Mato Grosso do Sul

Com nova arquitetura de regionalização, saúde digital é fortalecida em MS

Saúde avalia ferramenta para monitoramento e avaliação de contratos com OS e PPPs

Publicado em 09/07/2025 9:32 - Semana On

Divulgação Gov MS

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Para fortalecer à saúde pública em Mato Grosso do Sul, como parte da nova arquitetura que abrange o projeto de regionalização, o Governo do Estado amplia o serviço de “saúde digital” para tornar o SUS (Sistema Único de Saúde) mais tecnológico, inteligente, acessível e alinhado às reais necessidades da população. O projeto de regionalização da saúde, com atendimento de qualidade para a população em diferentes municípios, já é uma realidade com procedimentos cirúrgicos diversos realizados em hospitais do interior.

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O governador Eduardo Riedel participou de uma visita técnica ao prédio onde são desenvolvidas e implementadas as políticas e projetos da área de “saúde digital”, a nova sede da Superintendência de Saúde Digital, criada em dezembro de 2023 e vinculada à SES (Secretaria de Estado de Saúde), responsável por coordenar essas iniciativas.

“Quando a gente fala de saúde digital, graças a uma infraestrutura e ao desenvolvimento de inteligência softwares, processos, pessoas, a gente está conseguindo concretizar a mudança completa da realidade da saúde, gerando economia e deixando efetiva, com apoio médico ao paciente. Nós estamos vivendo um novo marco na saúde de Mato Grosso do Sul, com todo o conjunto de desenvolvimento e estrutura para atendimento aos 79 municípios do nosso Estado”, afirmou Riedel.

Para contribuir com a transformação digital da saúde, promover conectividade entre os pontos de atenção, inteligência estratégica na gestão e inovação nos serviços, o Governo do Estado oferece um sistema de saúde mais ágil, integrado e resolutivo ao cidadão.

“O serviço de telesaúde do Estado, teve início por meio de parceria com uma grande rede privada, que é o Hospital Israelita Albert Einstein. Incrementamos e estruturamos, para passar a ter uma plataforma que nos permite fazer um serviço de teleatendimento próprio do Estado e que esteja ao alcance dos 79 municípios, de acordo com a demanda dos municípios. Agora nós ganhamos autonomia e passamos a desenvolver soluções com recursos próprios”, disse o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.

A telessaúde, uma ferramenta estratégica para fortalecer o SUS no Estado, já registrou mais de 188 mil atendimentos especializados em áreas como geriatria, pediatria, neurologia, psiquiatria, odontologia e nutrição.

Além dos atendimentos clínicos, também foram realizados mais de 169 mil exames e laudos emitidos por telediagnóstico (ECG, dermatologia, oftalmologia e espirometria), contribuindo para a redução de filas e otimizando a assistência na atenção primária. A atuação já garantiu mais de 23,8 mil teleinterconsultas em municípios de todas as regiões do Estado.

Na semana passada o município de Caracol, que aderiu a telemedicina em 2023, conseguiu extinguir a fila de espera em diversas especialidades, como endocrinologia, infectologia e pneumologia.

“Os pacientes atendidos estão na fila de regulação para serem encaminhados à consulta, por meio de sistemas de telemedicina. E para isso o município tem que fazer o acompanhamento dessa fila. O município de Caracol, que zerou a fila com as especialidades de um dos projetos do Einstein e do projeto com a Fiocruz, ele sai direto da atenção primária à saúde e já consegue a consulta”, afirmou a superintendente de Saúde Digital da SES, Márcia Cereser Tomasi.

A telessaúde está inserida no novo modelo de regionalização da assistência hospitalar em Mato Grosso do Sul vai otimizar a capacidade e descentralizar os atendimentos dos hospitais regionais, beneficiando diretamente a população nos 79 municípios.

A atenção hospitalar, parte da assistência à saúde, é planejada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) de maneira a contemplar diferentes áreas e necessidades de atendimento para todas as regiões do Estado.

Uma das principais mudanças da regionalização da assistência hospitalar é a criação de cinturões de média complexidade em torno das cidades que são referência em alta complexidade dentro das macrorregiões de saúde de Mato Grosso do Sul.

SES avalia ferramenta para monitoramento e avaliação de contratos com OS e PPPs

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) estuda a adoção de uma nova ferramenta digital voltada ao monitoramento e à avaliação de contratos com OSs (Organizações Sociais) e PPPs (Parcerias Público-Privadas). A proposta foi discutida durante o evento “Estratégias Digitais para a Gestão em Saúde Pública”, que na última quinta-feira (3) reuniu especialistas e gestores para debater soluções tecnológicas aplicadas à administração da saúde no estado.

Além do controle contratual, temas como integração de dados clínicos, compartilhamento de informações e modernização regulatória também estiveram em pauta. Palestrantes como Ricardo Scoralick Duarte Dias, Augusto Patricio Alencar Bandeira Júnior e Lucivaldo Lourenço da Silva Filho também contribuíram com reflexões sobre integração de dados em saúde, ferramentas digitais para a regulaçao do acesso e gestao de filas de espera, e prestação de contas.

O superintendente de Governança Hospitalar da SES, Edson da Mata, destaca que a discussao é feita porque a adoção de um sistema de gerenciamento representa avanço na governança, permitindo maior rastreabilidade das ações contratadas e sobre a qualidade dos serviços prestados pelas OSs, além de respostas mais rápidas às demandas da população.

“A proposta apresentada é baseada em uma ferramenta já implantada em SP, que oferece maior agilidade na prestação de contas, revisão e aprimoramento dos indicadores de qualidade e quantidade previstos nos contratos. Além disso, fornece relatórios e dashboards que auxiliam o gestor na tomada de decisões com base em informações rápidas e fidedignas. Vai nos possibilitar um avanço muito grande na celeridade e acompanhamento dos contratos. O treinamento das equipes técnicas — tanto da gestão quanto do controle — é outro diferencial que potencializa os resultados e fortalece a governança na saúde”, detalha.

Referência

A iniciativa é inspirada na experiência da Prefeitura de São Paulo, que implementou solução semelhante. O projeto na capital paulista integra estrutura mais ampla de modernização da gestão pública em saúde, que também inclui obras, inovação organizacional, regulação digital e sistemas de monitoramento de resultados.

Durante o evento, o coordenador-geral da UCP (Unidade de Coordenação de Projetos) da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Marcelo Itiro Takano, compartilhou a experiência bem-sucedida da capital nos últimos quatro anos, com destaque para o sistema e-Saúde SP. “É uma oportunidade de compartilhar experiências com gestores de alto nível que é o que a gente encontra aqui no Mato Grosso do Sul. São Paulo teve uma experiência nos últimos 4 anos de investimento pesado na estrutura digital, estratégias digitais para tentar qualificar a atenção à saúde, e a gente vem aqui no dia de hoje tentar compartilhar um pouquinho do que vem dando um bom resultado”, revelou.

Segundo ele, a ferramenta permite a integração de dados clínicos, o compartilhamento de informações entre unidades e a modernização do processo regulatório, resultando em transparência na aplicação de recursos, melhoria da qualidade assistencial e responsabilidade fiscal.

Além disso, Takano destacou o impacto do sistema integrado de controle e avaliação de parcerias, que possibilita o acompanhamento contínuo dos contratos com OSs. “Como a gestão garante que o erário aplicado nas organizações sociais está dando um bom resultado com responsabilidade financeira e fiscal”, resume.

Também participou do evento o especialista Luiz Camargo, parceiro do município de São Paulo na implementação de soluções digitais. Camargo ressaltou que os erros enfrentados no início do processo contribuíram para o amadurecimento das tecnologias adotadas e que compartilhar essa experiência pode ajudar Mato Grosso do Sul a acelerar seus próprios avanços, evitando os mesmos obstáculos. “Creio que essa experiência seja vital”, opinou.

Modernização

O sistema discutido para a Saúde contempla painéis de controle visuais e ferramentas que facilitam o acompanhamento das metas contratuais e a mensuração da resolutividade do atendimento. Esse modelo de gerenciamento permite maior agilidade para a prestação de contas, revisão e aprimoramento de indicadores contratuais, com a geração de relatórios e dashboards que apoiam o gestor na tomada de decisões com base em dados fidedignos e atualizados.

A plataforma prevê ainda a capacitação das equipes técnicas envolvidas, tanto na gestão quanto no controle, para garantir o uso adequado das informações e potencializar os resultados assistenciais e financeiros.

“Discutir soluções digitais para a gestão pública da saúde é fundamental diante dos desafios que enfrentamos. Estamos falando de ferramentas que nos permitem atuar com mais eficiência, mais transparência e maior capacidade de resposta às necessidades da população. Esse debate sinaliza o compromisso da SES com uma gestão que valoriza dados confiáveis, decisões bem embasadas e o uso inteligente dos recursos públicos”, finaliza o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa.

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